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terça-feira, outubro 29, 2013

Maria João Pires e a genialidade

Suponhamos que em vez da Maria João Pires era eu. E que em vez de um concerto, era uma reunião. E que a reunião era sobre um determinado tema. E que eu me tinha preparado para outro tema completamente diferente do tema da reunião. E que na reunião, como o verdadeiro tema me era bastante familiar, mesmo sem o ter preparado eu até me tinha safado bem.

Não sou nenhum génio, pois não? 

Não.

segunda-feira, outubro 21, 2013

Inserir som de quando um concorrente erra uma questão no Quem Quer Ser Milionário #2

Por razões profissionais que eu cá sei, tive de explicar ao meu superior hierárquico (que, apesar de ser uma pessoa culta e informada, tem tanto interesse por redes sociais como eu por folclore búlgaro) o que é lá aquela coisa do "Keep calm & ...". 

Para isso, digitei as palavras acima no google imagens, copiei e enviei-lhe o link, sem sequer olhar para os resultados. Quando, num acesso de consciência, fui ver se os resultados correspondiam, verifiquei que a primeira imagem que aparecia era nada mais nada menos do que:

segunda-feira, outubro 07, 2013

Dúvida existencial

Aquelas pessoas que chegam todos os dias sistematicamente vinte minutos atrasadas, por que raio não começam a acordar vinte minutos mais cedo?

(falo de pessoas sem filhos, com filhos há todo o factor da imprevisibilidade a ter em conta)

sexta-feira, dezembro 07, 2012

terça-feira, novembro 20, 2012

Episódio da vida real #7

Uma das minhas colegas (que chegou tarde) acabou de se justificar ao nosso chefe dizendo que adormeceu e..... sonhou com ele!!!

WHAAAAT???

quinta-feira, novembro 15, 2012

Episódio da vida real #6

[em contexto profissional]

[email com uma série de pontos ordenados alfabeticamente]

Eu: Mas acho que devíamos dar mais atenção ao ponto G.

[silêncio]

terça-feira, outubro 30, 2012

As minhas colegas querem-me matar



De frio. Podia ser com veneno ou com um tiro que era mais rápido, um facalhão na barriga, cortar as goelas, enforcarem-me, tanta maneira de me matar rapidamente e (quase) sem dor, e escolheram logo o método mais lento: causarem-me gripes e pneumonias várias, até eu desfalecer e morrer.

Isto porque lá fora nem 10ºC estão e algumas delas, como vêm a pé, chegam esbaforidas e outras porque já são calorentas por si mesmas (aqui ao lado uma está de blusa SEM MANGAS) e mal chegam abrem tudo o que é janelas e ligam o ar condicionado no frio. Não adianta se eu (ou outras) damos 34 espirros seguidos, se tossimos sem parar, se estamos de cachecol de lã e a teclar de luvas.

Depois de um tempinho a trabalhar sentadas e quietas arrefecem e lá se apercebem de que é capaz de estar um bocadinho de frio cá dentro.

Por outro lado, se ligarmos o ar condicionado no quente, apesar de marcar 22 graus, aquilo liberta um bafo que parece que estamos nos trópicos e começa tudo a despir-se, o que também não é bom, primeiro porque desconcentra a ala masculina e depois porque nesta altura já estamos todas brancas e deslavadas e a visão não é agradável, pelo que a partir de agora começam aqueles meses em que nunca estou confortável com  nenhuma temperatura. A não ser em casa, que o aquecimento central é a melhor coisinha que existe. Será que se eu alegar que preciso hibernar uns 5 meses eles deixam?


terça-feira, outubro 23, 2012

E aquelas pessoas que...

...não te respondem aos emails e te dizem por telefone que não têm tempo para reunir contigo, mas que depois quando chegas a casa vês que estiveram o dia todo a publicar coisas no Facebook?

segunda-feira, outubro 22, 2012

Não gosto*

Não gosto de gente ressabiada. Sempre que a minha empresa lança um projeto novo, seja do meu departamento ou de outros, um anúncio na TV ou na net, um passatempo ou qualquer coisa do género, costumo partilhar no meu Facebook pessoal. Faço-o porque tenho orgulho no meu trabalho, no dos meus colegas e na empresa em geral e quero que aquela informação chegue a outras pessoas, que os meus amigos "gostem", comentem, partilhem, participem, divulguem.

As primeiras vezes que o fiz, recebi um ou outro comentário menos simpático de um ex-colega, que tinha sido dispensado uns tempos antes, sempre a mostrar um certo ressabiamento. A coisa agravou-se quando os comentários começaram a ser verdadeiramente desagradáveis, do tipo "andas a ganhar uns trocos por fora para fazer publicidade ou isso é tudo amor à camisola?". Respondi-lhe que sim, que era tudo amor à camisola e que é a melhor camisola do mundo. Não é, nenhuma empresa é o paraíso na terra, mas é meu dever (e prazer!) divulgar o que de bom se faz lá. E que é muito.

Eu até dou de barato que ele tenha motivos para odiar aquilo. Ninguém gosta de ser dispensado, toda a gente acha que foram injustiçados e ganha-se mágoa àquela entidade. Até aí tudo bem, eu não o estava a obrigar a clicar em gosto ou a partilhar. Agora vir despejar o seu ressabiamento para cima de mim é que não!

*título roubado a este blogue

Episódio da vida real #5

Num ato de extrema benevolência, generosidade, amor ao próximo e preocupação (nunca se sabe se a administração lê este blogue) a minha empresa fornece todos os anos a possibilidade aos funcionários de tomarem a vacina da gripe (daquelas injetáveis mesmo, com agulhas verdadeiras que entram na pele e fazem doer, nada daquelas paneleirices de broncovaxom e tal). Eu, como já tomava antes, aproveito sempre a oferta. Todos os anos lá vou eu - que, confesso, nao sou a maior fã de ter objetos de metal pontiagudos a despejarem vírus no meu sangue só para ver se os anticorpos estão atentos (e se não estiverem????) - e todos os anos o filme é o mesmo.

Primeiro, o gabinete médico lá da empresa fica no c* de Judas e tenho sempre medo de me perder no caminho por entre corredores e vãos de escadas, agravando ainda o facto de alguns desses vãos só abrirem por fora e correndo o risco de ficar lá encurralada num dos edifícios desabitados da empresa (desde que me aconteceu a primeira vez, agora faço-me sempre acompanhar do meu telemóvel).

Depois porque está sempre lá uma fila de colegas a ver tudo. E se me doi? E se eu desmaio? E se choro? (nunca aconteceu, são só possibilidades!)

E por fim, porque esses colegas, quando são do sexo masculino, para a aplicação da vacina têm de tirar a camisa. Isto até nem seria tão doloroso se eles fossem uns Noah Mills, uns Brad Pitt no Fight Club, uns Ryan Reynolds. Mas não são e quando lá chego dou sempre de caras com corpos desnudos, barrigas e peitos peludos, troncos  magricelas ou gorduchos. Mas isso cada um sabe de si e há gostos para tudo. O mal é que não fecham a porta e se já é mau ver colegas nestas figuras, pior é ver diretores, adjuntos e outros que tal, camisa aberta ou mesmo sem camisa, de punhos cerrados a bater no peito e a urrar, qual Tarzan uns anos depois de sair de selva e ter começado a emborcar 4 McDonals por dia.

A menina bem me disse para pôr gelo na picada e seria de esperar que saísse de lá com o braço a doer. Mas não. O que me doi são os olhos. E aquela coisa da vergonha alheia.

sexta-feira, outubro 19, 2012

Episódio da vida real #4

Com o telemóvel na mão a escrever uma mensagem para o namorado, vejo meu chefe na minha direção para me cumprimentar, viro-me sorridente e digo: Bom dia, X [nome do namorado].

terça-feira, outubro 09, 2012

Reuniões

Isto de ter reuniões em que sou a única mulher no meio de 5 homens é de chorar a rir (se fosse com mais 5 mulheres também, mas provavelmente por outros motivos).

A certa altura a testosterona começa a fazer efeito e já ninguém sabe do que está a falar, já ninguém ouve o outro, já ninguém quer saber de resolver o problema em si ou levar o projeto a bom porto, só querem é ganhar, atribuir culpas, ter razão e ver essa razão reconhecida. "Mas a culpa disto é de não sei quem" e "o não sei quantos é que falhou neste ponto" e "eles querem ver é se nos lixam". Depois lá reparam que está presente uma pessoa sem os níveis de testosterona no máximo e olham todos para mim como se fosse uma espécie de árbitro que vai desempatar o jogo.

É nessa hora que dou a minha opinião e a coisa retoma normalmente (não sei se é por eu ter tido alguma ideia bilhante e todos concordarem comigo ou se é por paternalismo e medo que eu esteja "naqueles dias" e comece a chorar ali no meio), até que outro issue (como eles agora gostam de dizer) provoca mais um momento de discórdia. Here we go again.

Segundas-feiras

Durante algum tempo, e antes de eu lhe dizer que se voltasse a fazer esse comentário era um homem morto, o meu namorado dizia-me muitas vezes que eu estava com um ar cansado (e com razão, nesses dias sempre que me olhava ao espelho assustava-me, a cara branca, olheiras, olhos encovados, mas ele não precisa saber!).

No entanto, comecei a detetar um padrão e cheguei à conclusão que esses comentários e esse meu aspeto, digamos, acabado, acontecia sempre à segunda. Não sei se é por voltar a pôr as lentes depois de um fim de seamna sem elas, não sei se é por acordar mais cedo (se bem que eu, mesmo ao fim de semana, acordo cedíssimo), não sei se é por voltar a passar o dia a olhar para um ecrã cheio de letras pequeninas e ter de escrever lá mais umas quantas e apagar outras tantas, mas a verdade é que as segundas andam a pôr-me com cara de quem bebeu 3 garrafas de whisky e só dormiu duas horas.

O bom é que hoje já é terça e já estou linda como sempre.




sexta-feira, setembro 28, 2012

Powerpoints para quê, mesmo?

Chego a uma reunião, faço isto, toda a gente percebe e diz que sim, que muito bem, que é este o caminho (e agora o designer que se entenda).


quinta-feira, setembro 20, 2012

Episódio da vida real

Ando a ficar cada vez com mais medo de reunir com o meu chefe. Não, ele não me dá muito (ou nada) na cabeça, não é irascível e as tarefas das quais me encarrega normalmente são interessantes.

Acontece que ultimamente, a meio da tomada de decisão e para esclarecer algumas dúvidas que vão surgindo na discussão sobre o caminho a seguir nos projectos, o senhor tem-se socorrido do Google para vermos uma ou outra coisa. E, isso sim, já me causou uns pequenos ataques cardíacos e tirou-me anos de vida. 

Por motivos de adaptação de umas ilustrações para PALOP, veio à baila se as bonecas com que as crianças africanas brincam seriam brancas (isto pode ser uma pergunta mesmo estúpida mas olhem, nem eu nem ele sabíamos). E que pesquisa de imagens é que ele resolve fazer? Pois, nem mais nem menos do que.... "bonecas angolanas". Era vê-lo a escrever estas duas palavras no Google Imagens e eu só pensava "eu não estou a acreditar nisto", toda eu tremia, o coração a galopar no peito, vivendo segundos de verdadeiro terror à espera do que me sairia dali. Felizmente a coisa correu bem, as bonecas que apareceram eram efectivamente bonecas, de plástico ou madeira (sei lá eu de que material são feitas as bonecas), não apareceu nenhuma senhora de pernoca aberta a fazer "ginástica" e a coisa ficou por ali.

Uns dias depois, outra reunião, e ao discutirmos as visitas e as origens das mesmas num dos sites da empresa do qual sou parcialmente responsável, decidimos ir ao Google Analytics. Até aí tudo muito bem, até que surge mais um momento "não acredito que ele está a fazer isto!!!", quando o vejo a escrever simplesmente "google anal" e clicar em enter. Gelei, fechei os olhos, pedi ao pai do céu e rezei a todos os santos cujo nome me lembrei para que quando os abrisse não estivessem lá uma série de sites XXX com imagens. Felizmente a Google ainda não passou para o "dark side" e o primeiro resultado que devolveu foi mesmo Google Analytics. Bebi uns golinhos de água, acalmei-me e lá analisamos os dados como se nada de anormal se tivesse passado.

Maneiras que desde então sempre que ouço "****, podia vir aqui?" levanto-me sempre muito a medo e aproximo-me apreensiva, à espera que as próximas pesquisas sejam expressões "inocentes" como bolas enormes, boa(...)zona para comer, entrar por trás ou pau preto.

terça-feira, maio 15, 2012

Ah, o desporto matinal

É muito bom, sim senhor e tal e coiso.

Mas depois chega-se à empresa com a marca dos óculos de natação e toda a gente olha para nós com cara indecisa, sem saberem se hão-de perguntar se estivemos a noite toda a chorar ou ficar caladinhas.