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quarta-feira, dezembro 05, 2012

Give me the chocolate and nobody gets hurt

Tenho uma colega sádica. Volta e meia (que é como quem diz, todos os dias), a meio da tarde, envia-nos (às outras colegas que estão sossegadas e concentradas a trabalhar [ahahahah]) emails com imagens de chocolates. Ora, isto é malvadez requintada. Primeiro porque todas nós gostamos de chocolate e o desfecho de emails com barras de chocolate de leite e amêndoas empilhadas varia entre ficarmos a salivar, desejosas de meter qualquer coisinha doce à boca e, como não temos, acabamos por compensar com outro tipo de géneros alimentares que tenhamos à mão (bolachas, tostas, bolo de cenoura da máquina, etc.) não satisfazendo o desejo, tendo de parar na bomba de gasolina a caminho de casa para comprar 3 tabletes de Milka; ou temos efetivamente chocolates connosco na empresa e satisfazemos o desejo ali na hora, comendo não apenas um quadradinho (como queremos acreditar quando pegamos naquele Nestle no supermercado "é só para pôr um quadradinho à boca se estiver a precisar de um docinho". Pois, sim, claro!) e sim a tablete inteira, acabando com vontade de comer mais duas ou três.

Eu gosto muito (adoro, amo, sou louca por) de chocolate mas não percebo o fascínio de 99,9% de mulheres (e de homens também, que embora tentem esconder são tão ou mais lambões do que nós) por chocolate. Quer dizer, até percebo, aquilo é bom como tudo mas há outras comidas igualmente boas, não? Como por exemplo.................................................................................... não, não há nada melhor do que chocolate. Chocolate é bom ao natural, em bolachas, mousse, bolos, cobertura de bolos, recheio de bolos, gelados, no leite, em pó, simples ou com amêndoas, avelã, etc., chocolate é bom com tudo. Há aí alguém que não concorde?







E já que estamos a falar de cabelo

Mulheres deste mundo (e alguns homens):

Quando vocês não têm tempo de lavar o cabelo de manhã (ou na noite anterior) e ele está assim, digamos, oleoso, não adianta de nada prendê-lo num rabo de cavalo, ok? O que vocês acham que está super bem disfarçado, não está. O que vocês acham que parece propositado, nós sabemos que não é. O que vocês tentam fazer acreditar que é gel, nós sabemos que é... sebo. 

Vou-vos contar um segredo, uma receita caseira que a minha mãe me ensinou para eliminar a gordura do cabelo, que já tinha sido ensinada à minha mãe pela minha avó, que já lhe havia sido ensinada pela minha bisavó, que já... ok, já perceberam. O truque parece complicado mas não é: quando o nosso cabelo não está no seu melhor, quando está mais oleosozinho, não há nada melhor do que... lavá-lo! Sim, eu sei, é uma revelação surpreendente, mas acreditem que resulta. É só misturar água, champô, água outra vez e já está. E não me venham com desculpas que isso demora tempo e depois chegam ao trabalho atrasadas e o camandro. Isto demora 5 minutos, nem é preciso secar. Acreditem, mais vale um cabelinho feio, seco ao natural (eu sei do que falo!) mas limpo e cheiroso, do que um cabelinho penteado mas sujo. E eu sei que lá fora estão 5ºC quando saem de casa de manhã mas o que é uma leve constipação comparada com o estigma de ser para sempre a oleosa lá da empresa?

É que se até a Helena Christensen fica mal....

terça-feira, novembro 20, 2012

Episódio da vida real #7

Uma das minhas colegas (que chegou tarde) acabou de se justificar ao nosso chefe dizendo que adormeceu e..... sonhou com ele!!!

WHAAAAT???

quinta-feira, novembro 15, 2012

Episódio da vida real #6

[em contexto profissional]

[email com uma série de pontos ordenados alfabeticamente]

Eu: Mas acho que devíamos dar mais atenção ao ponto G.

[silêncio]

terça-feira, outubro 30, 2012

As minhas colegas querem-me matar



De frio. Podia ser com veneno ou com um tiro que era mais rápido, um facalhão na barriga, cortar as goelas, enforcarem-me, tanta maneira de me matar rapidamente e (quase) sem dor, e escolheram logo o método mais lento: causarem-me gripes e pneumonias várias, até eu desfalecer e morrer.

Isto porque lá fora nem 10ºC estão e algumas delas, como vêm a pé, chegam esbaforidas e outras porque já são calorentas por si mesmas (aqui ao lado uma está de blusa SEM MANGAS) e mal chegam abrem tudo o que é janelas e ligam o ar condicionado no frio. Não adianta se eu (ou outras) damos 34 espirros seguidos, se tossimos sem parar, se estamos de cachecol de lã e a teclar de luvas.

Depois de um tempinho a trabalhar sentadas e quietas arrefecem e lá se apercebem de que é capaz de estar um bocadinho de frio cá dentro.

Por outro lado, se ligarmos o ar condicionado no quente, apesar de marcar 22 graus, aquilo liberta um bafo que parece que estamos nos trópicos e começa tudo a despir-se, o que também não é bom, primeiro porque desconcentra a ala masculina e depois porque nesta altura já estamos todas brancas e deslavadas e a visão não é agradável, pelo que a partir de agora começam aqueles meses em que nunca estou confortável com  nenhuma temperatura. A não ser em casa, que o aquecimento central é a melhor coisinha que existe. Será que se eu alegar que preciso hibernar uns 5 meses eles deixam?


terça-feira, outubro 23, 2012

E aquelas pessoas que...

...não te respondem aos emails e te dizem por telefone que não têm tempo para reunir contigo, mas que depois quando chegas a casa vês que estiveram o dia todo a publicar coisas no Facebook?

segunda-feira, outubro 22, 2012

Não gosto*

Não gosto de gente ressabiada. Sempre que a minha empresa lança um projeto novo, seja do meu departamento ou de outros, um anúncio na TV ou na net, um passatempo ou qualquer coisa do género, costumo partilhar no meu Facebook pessoal. Faço-o porque tenho orgulho no meu trabalho, no dos meus colegas e na empresa em geral e quero que aquela informação chegue a outras pessoas, que os meus amigos "gostem", comentem, partilhem, participem, divulguem.

As primeiras vezes que o fiz, recebi um ou outro comentário menos simpático de um ex-colega, que tinha sido dispensado uns tempos antes, sempre a mostrar um certo ressabiamento. A coisa agravou-se quando os comentários começaram a ser verdadeiramente desagradáveis, do tipo "andas a ganhar uns trocos por fora para fazer publicidade ou isso é tudo amor à camisola?". Respondi-lhe que sim, que era tudo amor à camisola e que é a melhor camisola do mundo. Não é, nenhuma empresa é o paraíso na terra, mas é meu dever (e prazer!) divulgar o que de bom se faz lá. E que é muito.

Eu até dou de barato que ele tenha motivos para odiar aquilo. Ninguém gosta de ser dispensado, toda a gente acha que foram injustiçados e ganha-se mágoa àquela entidade. Até aí tudo bem, eu não o estava a obrigar a clicar em gosto ou a partilhar. Agora vir despejar o seu ressabiamento para cima de mim é que não!

*título roubado a este blogue

Episódio da vida real #5

Num ato de extrema benevolência, generosidade, amor ao próximo e preocupação (nunca se sabe se a administração lê este blogue) a minha empresa fornece todos os anos a possibilidade aos funcionários de tomarem a vacina da gripe (daquelas injetáveis mesmo, com agulhas verdadeiras que entram na pele e fazem doer, nada daquelas paneleirices de broncovaxom e tal). Eu, como já tomava antes, aproveito sempre a oferta. Todos os anos lá vou eu - que, confesso, nao sou a maior fã de ter objetos de metal pontiagudos a despejarem vírus no meu sangue só para ver se os anticorpos estão atentos (e se não estiverem????) - e todos os anos o filme é o mesmo.

Primeiro, o gabinete médico lá da empresa fica no c* de Judas e tenho sempre medo de me perder no caminho por entre corredores e vãos de escadas, agravando ainda o facto de alguns desses vãos só abrirem por fora e correndo o risco de ficar lá encurralada num dos edifícios desabitados da empresa (desde que me aconteceu a primeira vez, agora faço-me sempre acompanhar do meu telemóvel).

Depois porque está sempre lá uma fila de colegas a ver tudo. E se me doi? E se eu desmaio? E se choro? (nunca aconteceu, são só possibilidades!)

E por fim, porque esses colegas, quando são do sexo masculino, para a aplicação da vacina têm de tirar a camisa. Isto até nem seria tão doloroso se eles fossem uns Noah Mills, uns Brad Pitt no Fight Club, uns Ryan Reynolds. Mas não são e quando lá chego dou sempre de caras com corpos desnudos, barrigas e peitos peludos, troncos  magricelas ou gorduchos. Mas isso cada um sabe de si e há gostos para tudo. O mal é que não fecham a porta e se já é mau ver colegas nestas figuras, pior é ver diretores, adjuntos e outros que tal, camisa aberta ou mesmo sem camisa, de punhos cerrados a bater no peito e a urrar, qual Tarzan uns anos depois de sair de selva e ter começado a emborcar 4 McDonals por dia.

A menina bem me disse para pôr gelo na picada e seria de esperar que saísse de lá com o braço a doer. Mas não. O que me doi são os olhos. E aquela coisa da vergonha alheia.

terça-feira, outubro 09, 2012

Reuniões

Isto de ter reuniões em que sou a única mulher no meio de 5 homens é de chorar a rir (se fosse com mais 5 mulheres também, mas provavelmente por outros motivos).

A certa altura a testosterona começa a fazer efeito e já ninguém sabe do que está a falar, já ninguém ouve o outro, já ninguém quer saber de resolver o problema em si ou levar o projeto a bom porto, só querem é ganhar, atribuir culpas, ter razão e ver essa razão reconhecida. "Mas a culpa disto é de não sei quem" e "o não sei quantos é que falhou neste ponto" e "eles querem ver é se nos lixam". Depois lá reparam que está presente uma pessoa sem os níveis de testosterona no máximo e olham todos para mim como se fosse uma espécie de árbitro que vai desempatar o jogo.

É nessa hora que dou a minha opinião e a coisa retoma normalmente (não sei se é por eu ter tido alguma ideia bilhante e todos concordarem comigo ou se é por paternalismo e medo que eu esteja "naqueles dias" e comece a chorar ali no meio), até que outro issue (como eles agora gostam de dizer) provoca mais um momento de discórdia. Here we go again.