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quarta-feira, maio 29, 2013

sexta-feira, maio 17, 2013

Antes de... estragarem um filme

Estreia este mês (ou no próximo, já sabem que dados exatos e investigação não é comigo) o filme Antes da Meia-Noite que, para quem não sabe é a continuação do Antes do Amanhecer e Antes do Anoitecer.

Quem é da minha geração conhece bem estes filmes mas para quem não é, aqui fica um resuminho. No filme Antes do Amanhecer o Jesse e a Celine conhecem-se num interrail e passam uma noite juntos, conversando sobre o tudo e o nada e ai que lindo, olha as estrelas e nunca te vou esquecer chuack chuack (= som de beijos). No Antes do Anoitecer Jesse e Celine encontram-se passados dez anos e passam um dia juntos conversando sobre o tudo e o nada, o amor, a vida e acabam na casa dela a ouvir música, e olha que vais perder o avião e ele, mesmo sabendo que vai perder o avião, não levanta o rabinho do sofá (cabe ao leitor imaginar o regabofe entre os dois depois disso).

Agora, no Antes da Meia-Noite, Jesse e Celine, casados, enfrentam os problemas de qualquer casal. Ora, eu não sei sobre vocês, mas eu dava-me por satisfeita com aquele final, os dois a ouvirem Nina Simone, ela a dançar, ele com um sorriso malandreco a olhar para ela e foram felizes para sempre, the end. Mas não, resolveram inventar. Os problemas de qualquer casal? Mas... mas... já não nos chegam os nossos? Vão agora fazer um filme em que ele não repara que ela cortou o cabelo, ela começa a chorar, ele pergunta o que é que ela tem, ela responde "nada" e amua durante duas semanas, ela se queixa que ele vê futebol a mais, ele não fala com ela nos dias seguintes ao Benfica perder (e olhem como isso é frequente nos últimos dias!), ela pergunta se está mais gorda e ele responde "se calhar, um bocadinho", ele deixa a roupa suja espalhada pelo chão e não baixa a tampa da sanita, ele quis um cão mas agora é ela quem tem de lhe dar de comer e limpar os chichis e cocós? (sim, toda a gente sabe que estes são os grandes problemas de qualquer casal). 

Eu vou ver o filme na mesma, que eu não sou menina para deixar uma trilogia (ou mais) a meio (e olhem que o Scary Movie já vai no sexto!!!) mas se no fim eles se zangarem por meia dúzia de pratos sujos na banca da cozinha eu vou ficar muito chateada.


terça-feira, abril 30, 2013

Iron Man

Hoje, se Deus quiser, se os astros se alinharem na casa de Júpiter pelas 21h e tal, se a conjugação cósmica o permitir, irei ao cinema ver o Iron Man 3 (para quem não sabe ou não se lembra, eu recentemente virei fã dos heróis da Marvel, principalmente quando se juntam todos).

Ver só o Iron Man não é o ideal. Tal como diz o meu excelentíssimo namorado, o Robert Downey Jr. faz sempre de Robert Downey Jr. qualquer que seja o papel (Iron Man, Sherlock Holmes, etc.) e isso, embora não seja necessariamente mau, também não é propriamnete bom, e acaba por cansar. Depois, não entra o Thor nem o Loki, que são as minhas personagens preferidas (...). Mas é um filme de heróis da Marvel, é uma ida ao cinema (E o Regra de Silêncio, recomendam?) e é um programinha que eu gosto.

(o meu namorado não gosta muito de ir ao cinema, se tiverem algo de mal a dizer do filme, por favor não o façam. É que ele lê isto e se vir um comentário a dizer que há um milésimo de segundo de filme que não é muito bom, ele desiste já, ok? Thanks!)





segunda-feira, março 18, 2013

Não tenho grandes esperanças

Um dos livros de que mais gostei, apesar de ter sido "obrigada" a lê-lo (fazia parte do programa do meu curso) foi o Great Expectations de Charles Dickens (versão portuguesa Grandes Esperanças). Adorei a história, o livro é fácil de ler (mesmo em inglês) e é dos meus livros "de sempre". Quando li o livro (por volta de 2001) já tinha visto o filme com o Ethan Hawke e a Gwyneth Paltrow (1998) e era um dos meus filmes preferidos até então, talvez porque vi primeiro o filme e só depois é que li o livro (quando acontece o inverso, depois normalmente nunca gosto dos filmes baseados em livros que li porque acho que lhes falta sempre qualquer coisa).

O filme de 1998 é uma versão nos tempos modernos e tem algumas (bastantes) alterações em relação à história original de Dickens, no entanto, e como já o revi algumas vezes depois de ler o livro, continuo a achar que, apesar dessas diferenças, o filme consegue captar a tensão da história, da humildade e humilhação do Pip (que no filme é Finn) e da crueldade de Miss Havisham (que no filme é Miss Dinsmor). 

Fiquei hoje a saber que há uma nova versão, desta vez "de época", desse filme. Irei certamente ver, até porque adoro filmes de época (não fui ver o Anna Karenina, aquela Keira Knightley tira-me o prazer de qualquer filme), mas depois de ver o trailer não estou com grandes esperanças em relação a esta versão. O Pip e a Estella, mesmo em adultos e na cidade grande, são interpretados por "putos", dando um ar de filme para adolescentes a uma história tão dura e tensa, como referi em cima. Não que eu ache que atores mais jovens não consigam passar para o público sentimentos como medo, humilhação (sofrida e causada), desilusão, arrependimento, crueldade, frieza, vergonha, etc. Mas sempre achei que esta era uma história mais "adulta". 

Depois, só pelo trailer, dá para ver que optaram por uma realização muito... teatral. Não gosto.

E por fim, tem a Helen Bonhan Carter, que até pode enquadrar muito bem nos filmes do marido mas em qualquer outro papel (embora a Miss Havisham seja um pouco louca) parece sempre que é a Helen Bonhan Carter a fazer de Helen Bonhan Carter.

Aqui ficam.


vs.




terça-feira, março 12, 2013

Justin Bieber e as "Bieberettes"

À parte a cena das tatuagens, não percebo a polémica com as miúdas e o Justin Bieber. Em 1994, tinha eu 12 anos, vi o Entrevista com o Vampiro e o Lendas de Paixão (2 x no cinema cada um no mesmo fim de semana) e apaixonei-me perdidamente pelo Brad Pitt (que tinha 31 anos na altura!) sonhando que ele aparecia na minha terrinha-natal (ahahah), nos apaixonávamos e vivíamos felizes para sempre.






segunda-feira, fevereiro 25, 2013

And the Oscar goes to... #2

Se este homem não ganhasse o Oscar pelo seu papel em Django ("the D is silent, hillbilly!") Unchained, eu nunca (coff) mais (coff) via cinema na vida! (coff)




quinta-feira, janeiro 17, 2013

Eu não sou normal

Eu não sei se sou eu que sou uma sentimentaloide, mas só de ver este trailer fico com lágrimas nos olhos. E nem é por ser uma história verídica, é mesmo porque sou - como é que eu hei de dizer - emotiva? Chorona? Piegas? Lamechas?

The Impossible


quarta-feira, janeiro 16, 2013

Guia Para um Final Feliz


Gostei tanto deste filme. Até podia ser por ter como protagonista o Bradley Cooper, até podia ser por ter o Bradley Cooper a dançar, mas não, gostei mesmo do filme. E ambos (não só o Bradley como a Jennifer Lawrence - gira que se farta) têm grandes interpretações, merecendo os prémios para os quais estão nomeados. Já li por aí que falta "alguma coisa" ao filme. Para mim não faltou nada. Tem a dose certa de romantismo, de humor, de cenas sérias. Recomendo.

(e tem o Bradley Cooper. A dançar! Já tinha dito isto?)

quarta-feira, janeiro 09, 2013

Marvel

Hulk (com o Eric Bana): check
O Incrível Hulk (com o Edward Norton): check
Capitão América: check
Homem de Ferro: check
Thor: check

Não sei que lavagem cerebral me fizeram mas nas últimas semanas dei por mim a ver todos os filmes de super-heróis da Marvel. Sendo que até comecei a engraçar com os filmes e que o último foi o Thor (e achei alguma piada ao moço filme) imaginem a minha felicidade quando ligo a TV e no meu zapping habitual apanho.... THE AVENGERS no TVC1. Comunicar a descoberta ao rapaz, fazer restart e voilá, mais uma noitinha de super-heróis, agora todos em equipa (e todos sabemos que com este desemprego que para aí anda, é muito importante para o CV saber trabalhar em equipa). Ele babava com a Scarlet Johansson, eu com o Thor e fomos felizes para sempre.

Só achei que o filme tem alguns erros de casting:

- Mark Ruffalo: esta é uma embirração pessoal, não gosto deste ator, acho-o mau, sem qualquer charme, faz sempre cara de coitadinho e desajeitado e não combina com o papel de Hulk (mas quando vira monstro tem um piadão)

- Robin (do How I Met Your Mother): depois de 8 temporadas de 23 episódios, já não consigo dissociar esta atriz do papel de Robin Sherbatsky. Ela começava a falar, muito séria, e eu subconscientemente ficava à espera que dissesse alguma piada, que desatasse a rir, ou que o Barney, Ted, Marshall e a Lily entrassem pelas instalações da S.H.I.E.L.D. adentro (é o que dá quando se faz uma série durante muito tempo, um dia destes vi o Phil Dunphy a fazer um papel sério mas só de olhar para ele já dá vontade de rir)

- Jeremy Renner (que ultimamente entrou na Missão Impossível: Operação Fantasma e é o novo Bourne no Legado Bourne): também não vou à bola com este ator, acho que não tem qualquer empatia e em nenhum papel me leva a "torcer" por ele, mesmo sendo dos "bons"

Já do ator que interpreta o Loki gosto muito. Faz muito bem aquele papel de filho renegado, de eu sou mau mas só porque o meu pai gostou mais do meu irmão do que de mim e eu vou provar a toda a gente que sou melhor, mas no fundo sou apenas um menino à procura da aprovação do papá.

De resto, estou fã. Disse tão mal destes filmitos, que eram para crianças, que eram fraquinhos e agora mal posso esperar para ver os Vingadores 2 (só chega em 2015, mas este ano há outro Thor. Yeah). 

quinta-feira, janeiro 03, 2013

Movie(s) night(s)

Ontem vi o filme Warrior - Combate Entre Irmãos. O filme é muito bom. E é tão duro que a certa altura demos por nós com os músculos tensos, em esforço, quase como se estivéssemos na pele das personagens (que dão e levam porradinha valente). Para quem tem os canais TVC e Timewarp da ZON recomendo a procurarem nos sete dias anteriores este filme. 


(não recomendado a pessoas sensíveis/que não gostem de lutas/ver pessoas espancadas e a sangrar e com ossos partidos e coiso)

terça-feira, dezembro 18, 2012

Oh não, outro filme de vampiros

Como eu gosto muito da temática de vampiros e o meu homem gosta muito da temática de gajas boazonas em fatos justos e inteiriços de vinil, ontem lá escolhemos para o nosso serão o filme Underworld, o Despertar. Eu nunca tinha visto nenhum filme da saga (acho que este é o terceiro) mas estou convencida de que não verei mais nenhum. O filme... é péssimo. Sem enredo, sem história, sem nada. Os vampiros são fraquinhos, os Lycans são fraquinhos, é tudo fraquinho. Não sei como perdi duas horas da minha preciosa existência a ver aquilo mas já disse ao respetivo, "querido, eu não quero que te falte nada, se tu quiseres eu até ponho lentes azuis, até compro uns dentes de vampiro falsos e dou umas mordidelas, eu até compro um fato desses de vinil e dou uns saltos e cambalhotas e tiros pela casa (depois se a coisa aquecer quero ver o filme para conseguir tirar a fatiota) agora ver mais daquilo é que não, por favor."


quinta-feira, dezembro 13, 2012

segunda-feira, dezembro 03, 2012

Movie(s) night(s)

Esta semana e fim de semana foram fraquitos em quantidade de filmes. Entre almoços e jantares de família, jantares de aniversário, compra de prendas e sono, muito sono, só consegui ver dois:

É giro. Chorei um bocadinho no final, tanto que o meu namorado disse que nunca me tinha visto chorar assim com nenhum filme (se acha que isto foi chorar havia de me ter visto a ver o Em Nome do Pai)

 É daqueles filmes de desporto em que levamos com um jogo (sobre o qual não percebemos uma única regra) de 2 em 2 minutos mas gostei muito.

quarta-feira, novembro 28, 2012

Let's look at a trailer



Cloud Atlas

Estreia esta quinta-feira.
Dos mesmos produtores de Matrix e com Tom Hanks, Halle Berry, Susan Sarandon, Hugh Grant, etc. etc., um filme sobre o passado, presente e futuro e como as nossas ações influenciam as nossas vidas futuras (eu não acredito nada nessa chachada de reencarnação mas quero ver o filme na mesma.

segunda-feira, novembro 26, 2012

Movie(s) night(s)

Nos últimos dias, devido a uma constipação chatinha que se me deu, mal saí de casa (e quase enlouqueci também, mas pronto pronto já passou!). Posto isto, tive tempo para ver mil e uma coisas na TV e nem a avaria geral da ZON no sábado à tarde me impediu de ver 8659078 filmes. Desta vez só não usei o Videoclube, porque de resto foi tudo, TV em tempo real, Timewarp e Restart TV, tudo me ajudou a escolher como passar o tempo presa em casa.

Bem, desde 5ª à noite, vi isto tudo.

 Já tinha visto no cinema em Janeiro e tinha adorado. 
É um filme diferente, há poucos diálogos mas é muito intenso, 
muito violento por vezes, mas muito bom e com uma ótima banda sonora.

 Filme já com uns anitos (o Matt Damon ainda era magro), sobre póquer, a vida, 
os amigos e em quem confiamos. Gostei muito.

 Também já tinha visto no cinema e é daqueles filmes que se veem bem. 
Não é um filmaço mas diverte e distrai, que era o que eu precisava este fim de semana, 
entre espirros e assoadelas.

 Lembro-me quando o filme estreou no cinema, de ter lido boas críticas e de querer muito vê-lo. Não é mau mas tem cenas de "fantástico" a mais. 
Acho que o filme ganharia muito em reduzir (ou eliminar....) as cenas em que a mocita está no céu/purgatório/qualquer coisa e se tivessem focado mais na vida real.
E percebi a mensagem final (a vida, Deus, uma entidade superior encarrega-se de fazer justiça e "castigar" os maus) mas houve coisas um bocadinho estúpidas (para quem viu o filme: se a irmã tinha provas de quem foi o assassino 
porque não entregou aos pais/polícia? baaahhh)

 Um filme low budget (ou que gastou todo o orçamento a contratar estrelas como Kate WInslet, Gwineth Paltrow, Lawrence Fishborne, Marion Cotillard, Jude Law, etc.)
 e depois tiveram de se contentar com uns cenários fraquinhos.
Contudo, gostei bastante.
Gosto muito de filmes sobre vírus e epidemias e este não foi exceção.
E um filme fofinho, divertido, que também já tinha visto há muitos anos no cinema
e me lembrava de ter gostado muito.
Dispõe bem e, às vezes, também é preciso filmes 
que não façam pensar nem exijam muita atenção
(principalmente quando estamos a ben-u-ron e codipront)

terça-feira, novembro 20, 2012

Movie(s) night(s)

Este fim de semana voltei ao cineminha caseiro e com o comandozinho da Zon na mão e pés em cima do pufe, lá fui navegando pelo Timewarp à procura de filmes para ver.

Os escolhidos foram:

Começa com uma cena muito violenta e depois prende-nos até ao final.
Há muito tempo que não gostava tanto de um filme do Mel Gibson.

Estava à espera de mais, confesso.
Costumo gostar muito dos filmes da Missão Impossível e adorei o segundo,
mas este - ou porque eu já estava cheia de sono ou porque era efetivamente mais calmo -
pareceu-me demasiado parado.

 Também é daqueles que prende a atenção do início ao fim.

Entretanto também deitei o olho ao final do Louca Por Compras (que já tinha visto umas 74 vezes, uma das quais num voo de 12 horas entre Frankfurt e Seattle enquanto sobrevoava a Gronelândia e tentava esquecer que nas proximidades não havia um aeroporto, um campo de milho, um relvado qualquer onde pudéssemos ter de aterrar de emergência) e - ele mata-me se sabe que vos contei - vi um bocadinho do The Notebook com o meu namorado (ele nunca tinha visto, como é possível?? Ah, porque é homem, se calhar é isso. No final em vez de se emocionar só dizia "oh que xaropada, o homem estava super saudável e morre assim só porque ela queria que morressem ao mesmo tempo? Enfim....).

quinta-feira, novembro 08, 2012

Let's look at at trailer

Para quem não sabe - e devem ser todos vocês, tendo em conta que eu nunca disse isto aqui - eu adoro trailers. Não fosse aquilo tão repetitivo e era capaz de ver o canal dos trailers do Videoclube da ZON horas seguidas. Gosto de trailers de filmes que já vi e de filmes que ainda não vi, é preciso é eu ter gostado ou achar que vou gostar (no caso dos que ainda não vi) do filme.

Quando fui ver o Skyfall levei com este trailer. Nunca tinha ouvido falar no filme (como é que isso aconteceu?) mas fiquei logo com vontade de o ver (qualquer relação entre essa vontade e o aspeto do Ben Affleck no filme é pura coincidência e quem disser o contrário é uma língua maldosa). Este é o terceiro filme realizado pelo Ben (entre nós não há cá aquela coisa de tratar pelo apelido e tal) e adorei ambos, o Good Will Hunting e A Cidade (da qual falei aqui há umas semanas) por isso tenho a certeza de que vou gostar deste, o homem faz filmes bons como o raio.

segunda-feira, novembro 05, 2012

Ainda sobre o Skyfall

 * contem mini-spoilers*

1. No trailer, temos uma cena de ação, com perseguições de mota em cima de telhados e lutas em comboios em andamento, com um Bond a saltar para dentro de um comboio semi-destruído enquanto [sexy as hell!] arranja os punhos da camisa. No entanto, é praticamente a única cena de ação/perseguição do filme.

2. No trailer, temos o seguinte diálogo:

Boazona - What do you know about fear?
Bond - All there is to know.
Boazona - Not like this. Not like him.

No entanto, depois aparece-nos um vilão que de assustador não tem nada. Gay (não quero com isto dizer que os gays não possam ser malvados, ponham os olhinhos no Renato Seabra!!!), de cabelo loiro pintado (e mal pintado), cheio de trejeitos e a querer papar o rabinho do Bond, enquanto o Bond (O JAMES BOND!!!) faz charminho para outro homem! Eu estava habituada a ver o MI6 a combater organizações maléficas, que queriam destruir a Inglaterra/o mundo, roubar petróleo, financiar terroristas, etc. Aqui a vítima não é uma pátria, uma organização, é a M., apenas a M. e o vilão é um menino da mamã ressabiado. Desculpem, mas não mete medo a uma criança de 5 anos (a não ser que lhe dissesse "anda cá ao tio, que eu tenho aqui uma guloseima para ti").

3. Depois, estamos habituados aos maus terem bombas, mísseis, armas potentíssimas, tecnologia mortífera de ponta. Aqui não. Eu sei que estamos na era digital mas um bonequinho a mandar mails com gargalhadas de bruxa já deixou de meter medo há muito e até eu já recebi comentários mais medonhos na caixa de comentários aqui do blogue.

4. Por fim, um Bond, James Bond, 007 licence to kill, deveria ser um nome de código, ele deveria ser sempre forte e tomar as melhores decisões, não devia ter dores e ressacas e dúvidas. Eu não queria ver um Bond bêbedo, fraco (nem umas elevações conseguia fazer, caraças!), na sua pior forma, que nem sequer passa nos testes de admissão, um Bond sentimental, pessoal. Eu não queria saber que ele era órfão, não queria saber onde é que ele passou a infância, que Skyfall era o nome da sua quinta quando era pequenino ou que James Bond é o nome verdadeiro dele. 

Não é pedir muito ó Sr. Sam Mendes!

Movies(s) night(s)

Aqui há uns tempos, quando vi o post do Arrumadinho sobre o filme Pequenas Mentiras Entre Amigos e os respetivos comentários de diferentes pessoas a elogiar o filme fiquei com uma grande vontade de  o ver.

Estes dias, a passear pelo Timewarp deparo-me com ele (o filme, não o Arrumadinho) e, como tinha lido que havia uma versão americana ou inglesa, rezei para que esta fosse a versão francesa, que era a que melhor crítica tinha. E era. Comecei logo a chamar pelo meu namorado, "oolllhaaa, é o filme que o Arrumadinho falou e que eu queria ver!", "Arruma... quê?", diz ele. "Esquece, anda mas é ver este filme".

O filme não é bom. É muito bom. Chorei, ri-me, revi-me em inúmeras situações, os jantares de amigos, o querer esconder um problema para que ninguém perceba, o perceber que um amigo tem um problema mas como está a tentar escondê-lo não o confrontar com isso, os jantares cheios de risos, os sentimentos, etc. Recomendo vivamente.




sexta-feira, novembro 02, 2012

Vou falar do Skyfall. E não vai ser bonito.

* contem mini-spoilers *


O filme é.... como é que eu hei de dizer isto sem ser indelicada... mau. 

Quer dizer, o filme tem o Daniel Craig. E o Daniel Craig a fazer de James Bond é capaz de ter sido o único motivo para eu ter começado a gostar dos filmes do 007. Antes dele era tudo muito limpinho, muitos socos, quedas, tiros, perseguições e os Bonds estavam sempre impecáveis, fatinhos sem uma ruga, sem uma pinga de sangue, sem as fraldas da camisa por fora. O Daniel Craig não. Trouxe-nos um Bond real, que sua, que sangra, que depois de uma cena de pancadaria está com a camisa aberta e amarrotada (e nós agradecemos, oh se agradecemos). Mas neste não. O filme simplesmente não tem ação. Tem uma perseguição espetacular no início do filme, digamos, até ao minuto 3, mas a partir daí é sempre a decair. Não há ação, não há grandes perseguições, não há mudança constante de cenário/cidade/continente e o raio do filme é quase todo passado em Londres. O que é uma seca, tendo em conta que Londres já eu conheço de trás para a frente e, numa perspetiva mais técnica, traz um ambiente muito cinzento ao filme (estão a ver as cores das filmagens em Montenegro no Casino Royale ou na América do Sul no Quantum of Solace? Esqueçam!). Os James Bond têm de ter praia, têm de ter bares na praia, têm de ter uma gaja boazuda a sair do mar a atirar a cabeça para trás em câmara lenta enquanto enxuga o cabelo. Aqui até as Bond girls assumem pouco protagonismo (embora uma delas seja linda de morrer) e aparecem pouco mais de 10 minutos ao longo de todo o filme. Eu diria que a veraddeira Bond Girl neste filme é a M. (podem tirar essas ideias obscenas da cabeça!).

Por fim, eu não sei quem se lembrou de pôr o Javier Bardem a fazer de vilão gay (ou melhor, quem se lembrou de pôr o Javier Bardem a fazer qualquer papel em qualquer filme) mas essa pessoa devia era levar um tiro. Pessoas, convençam-se de uma coisa de uma vez por todas, o Javier Bardem é mau ator, tão mau que eu diria mesmo que é o Joaquim Almeida do cinema contemporâneo e isso, como todos sabemos, não é bom.

Fiquei traumatizada. estava à espera de um filme de ação e levei uma banhada. Logo acho que vou ver um do Steven Seagal ou do Van Damme.