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quinta-feira, maio 02, 2013

O sono e os sábados à noite

Quem diz sábados, diz vésperas de feriado, que é o que tem mais havido nas últimas semanas.

Ora, eu não sei o que se passa comigo, se ando mais cansada, se ando a dormir menos, se o raio que o parta, a verdade é que na maior parte dos dias às 23h (em alguns dias, se fosse às 23h já era muito bom!) já estou cheia de sono. E se isto acontece todos os dias, não deixa de acontecer só porque é sábado. Ou véspera de feriado. Mas aos sábados existe aquela pressão social de "fazer alguma coisa". O quê? Ficar em casa ao sábado? Não pode ser, ir dormir cedo, A UM SÁBADO?? E muitas vezes já me senti na obrigação de ir a qualquer lado, com tanta vontade de sair quanto de bater com o dedo mindinho no pé da cama, só para dizer que fui, que fiz.

Agora que cheguei a uma certa idade (cof cof) penso... mas qual é o mal? Qual é o problema de fazer um jantar bom em casa com o maridinho ou ir só ao cinema ou só ir jantar fora e voltar para casa e ir para a cama cedo, se me apetecer, a um sábado? Incomoda alguém? Ofende alguém? Traz algum mal ao mundo? Há mais baleias a morrer na Nova Zelândia? Há mais espécies de moscas albinas em vias de extinção? Não me parece! Ainda por cima eu gosto de acordar cedo. E gosto das manhãs de domingo. E tenho uma mobília nova na varanda onde espero tomar muitos pequenos almoços nos feriados e fins de semana, sem ressacas, sem sonos, sem serem "pequenos almoços" às três da tarde.

Por isso, chamem-me velha e acabada mas quando eu tiver sono....eu vou dormir!!!




quarta-feira, março 06, 2013

Cultura vs. descanso

Quando ouvi falar a primeira vez do Em Parte Incerta de Gillian Flynn não liguei muito. Com esta invasão de livros pornográficos sensuais por tudo quanto é livraria, física ou online, olhei para a capa do livro, preto, letrinhas avermelhadas e achei que era mais do mesmo. No entanto, tantas pessoas a lerem o raio do livro e a dizerem bem, que é viciante, que está muito bem escrito e não sei quê, lá resolvi comprá-lo. Agora estou na dúvida se começo esse ou se começo este aqui do lado (da Trilogia Millenium). Nunca fui muito de romances policiais (sou um bocado palerminha, certo?) mas como sou muito influenciável e ultimamente quer mãe, quer namorado só dizem maravilhas desse género literário, vou dar-lhe uma oportunidade. 

Mas, como não posso fugir aos meus próprios gostos, comprei também o primeiro livro da Trilogia do Cairo, de Naguib Mahfouz: Entre os Dois Palácios (os seguintes são O Palácio do Desejo e O Açucareiro, para quem estiver interessado), que pelos vistos, retrata a história de uma família a viver no Cairo nos anos 20. Segundo a descrição, esta trilogia tem tudo o que eu gosto: capas bonitas (sim, eu sou daquelas que julga os livros pelas capas, já não há paciência para capas com rostos/mãos de mulheres, um mar ao fundo, uma flor, etc.), passa-se noutra época, noutra civilização, pode considerar-se um romance histórico pois a ação desenrola-se no meio de factos verídicos (ocupação britânica do Egito depois da I Guerra Mundial) e o autor já ganhou um Nobel.

No entanto, ando acometida de um mal que não me tem deixado pôr em prática as minhas intenções literárias, de seu nome sono. Acho que volta e meia, pelo menos toda a gente sofre de uma ou duas semanas em que anda com mais sono do que o normal. Estes dias mal acabo de jantar e me sento no sofá, os olhos começam quase a fechar, quase não consigo ver um filme inteiro sem adormecer e só me apetece ir dormir às 21h e só acordar às 8h. pelo que os livrinhos têm ficado a olhar para mim a dizer "lê-me lê-me" mas para já a cama anda a ganhar todos os rounds.

segunda-feira, dezembro 10, 2012