Mostrar mensagens com a etiqueta dinheiro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta dinheiro. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, janeiro 14, 2013

Estou? É da polícia?

É para comunicar que estou a ser assaltada.

Estou a olhar para as novas tabelas de retenção na fonte.

quinta-feira, dezembro 13, 2012

Estão a querer comer-me por lorpa

Detesto a minha nova gestora de conta. Desde o início, há coisa de 2 meses, mês e meio, nunca me inspirou muita confiança. Seja porque tem um nome cheio de ípsilones (pessoas com muitos ípsilones no nome, não me levem a mal), seja porque tem uma voz estranha, a verdade é que não fui com a cara dela. Menos ainda, quando me apercebi que era, efetivamente, má funcionária.

Está certo que nem todos nos podem fazer "um miminho" mas tentar aldrabar é que não. Um dia dirigi-me ao balcão, falei com ela, disse que tinha x euros para aplicar e ela lá me falou no produto y com a taxa z mas que para conseguir essa aplicação tinha de ter a conta poupança tal e tal. Eu disse que ia pensar, entretanto fui a outros bancos, e comuniquei-lhe que os outros bancos me davam a mesma taxa (ou mais alta) sem requisitos de conta poupança nenhuma, por isso ou ela me conseguia isso ou lá se ia o dinheirinho a voar em direção ao banco do outro lado da rua. A moça lá me escreveu a dizer que tinha falado com os superiores e bla bla bla consigo-lhe a taxa x,xx% e sem ter abrir conta poupança nenhuma. Até aí tudo bem, porque eu queria mesmo era ficar no banco em que estou e não ter de abrir conta em mais nenhum. Hoje fui lá para assinar a papelada e ela "ah e tal doutora queria pedir-lhe um favorzinho para nos ajudar aqui nos nossos objetivos. Como tem sempre aqui uma quantia jeitosa à ordem e é muito poupadinha, queria pedir-lhe se não quer abrir uma conta poupança, todos os meses lhe saem x da conta, mas pode ir lá buscá-los sempre que quiser, é só mesmo para nos ajudar nos objetivos aqui do banco".

Das duas uma: ou a dita cuja é completamente idiota ou acha que eu é que sou completamente idiota. Então eu acabo de rejeitar um produto que tinha como pré-requisito que eu abrisse uma conta poupança e ela agora vem pedir que eu faça a conta poupança como favor?  Poupem-se. Felizmente estou a ganhar as competências para dizer não. Dantes custava-me um bocado. Hoje foi fácil.

*peço desculpa a quem leu a primeira versão deste post, com algumas palavras incompreensíveis/sem sentido no meio. É que escrevi-o no telemóvel e o Swype pode ser a coisa mais fantástica do mundo mas às vezes é meio traiçoeiro.

sábado, novembro 24, 2012

Ma-ma-ma-ma-ma-ma-madness

Uma pessoa vai a um shopping inocentemente comprar uma prenda de anos para a mãe e para a cunhada, chega lá e depara-se com aquilo: filas gigantescas de gente para comprar os bilhetes para Muse no Estádio do Dragão a 10 de Junho. Eu, apesar de querer ir ao concerto, já nem me lembrava que era hoje que eram postos à venda, por isso quando vi aquilo tratei logo de ligar para a mãe e pedir para me comprar lá na terriola quando fosse ao Continente fazer as suas compras da semana porque de certeza que a Worten de lá não ia ter fila alguma. Meu dito, meu feito. Passado um bocadinho lá recebo o telefonema "já tenho os bilhetes". Maravilha. Agora é decidir como pagar a dívida. Se faço como na Grécia e consigo que me "desculpe" metade do valor, se faço como na Islândia e não pago porra nenhuma, ou se começo a explorar alguém para a poder pagar, como em Portugal.

A verdade é que, desde pequena, sempre que a minha mãe me pedia umas moedas para ir comprar tabaco, eu depois lhe exigia a dobrar (com a desculpa de que era para um vício e tal). Espero que ela agora não se lembre desses episódios e queira vingança.


quinta-feira, novembro 15, 2012

Anjinho vs. diabinho

Isto de fazer aplicações bancárias e daí colher os seus frutos é muito bom. De repente, assim do nada, e só porque tivemos o dinheiro x anos na aplicação y, ganhamos z euros. 

Acontece que isto de ganhar dinheiro não é só vantagens e quando esse tempo acaba e o dinheiro dos juros efetivamente cai na conta, aparece um diabinho no ombro direito a dizer para gastá-lo. Podia ser um diabinho mesmo mau e dizer para gastá-lo todo na tal viagem a Istambul (ou outro lado qualquer) ou para trocar o meu Mac mas o meu diabinho até é porreiro e até agora (ok, também só tenho o dinheiro na conta há umas horas) só quer que gaste uma parte desse dinheiro numas botas. Foi sair do banco, passar pela montra e ouvir o dinheiro das moedas a cair lentamente plim... plim... plim...

O raio da sapataria também está bem situada. É perto do banco e mesmo ao lado de uma clínica (?) de ecografias e radiografias e a última vez que lá fui saí tão descansada por um papo que tinha numa perna não ser nada que toda aquela adrenalina fez logo com que gastasse um dinheirão numas sandálias. Agora não há papos, nem preocupações de saúde, nem sentimentos de "é tão bom estar viva, vou viver todos os dias como se fossem o último e carpe diem, amanhã posso não estar cá, siga comprar umas sandálias caras" mas há aquele sentimento de dinheiro extra na conta, que é o mesmo que ter um bolo de chocolate em casa e não conseguir dormir descansada enquanto souber que está um prato com um bolo de chocolate na cozinha a chamar por mim. Este dinheiro também vai ter de sair dali. 

A questão é se sai pela via do anjinho (aplica noutra coisa, põe de lado, oferece um tablet ao teu namorado) ou se vai pela via do diabinho (compra as botas, oferece o tablet ao teu namorado e, se sobrar algum, compra uns rebuçados).

Ainda por cima as botas são Dr. Scholl's, marca que eu sempre associei a sapatos ortopédicos horríveis, sem qualquer design e, sobretudo, sem qualquer bom gosto. Acontece que não, são altas, lindas, bom material, macias, confortáveis, e "só" custam 135 euros e.... SAI DAQUI DIABO D'UM RAIO!

(não são estas mas são parecidas, desde quando a Dr. Scholl faz coisas giras? 
Ninguém me avisa?)

segunda-feira, outubro 01, 2012

Company Men (ou um post sobre a crise e as mentalidades)

*spoiler* Ora bem, o filme trata de um gestor de 37 anos (Ben Affleck), casado, dois filhos, mulher dona de casa, casa de 1 milhão de dólares e um Porsche, que, de repente e sem nada que o fizesse prever (ou havia mas ele ignorou), perde o emprego. Nos entretantos, e porque não conseguiu arranjar emprego em lado nenhum dado o pessoal só querer gestores acabados de sair da faculdade que trabalhassem mais horas por uma quantia menor, deixou de conseguir pagar as contas, vendeu o Porsche, vendeu a casa, mudou-se para casa dos pais com a mulher e as duas crianças, a mulher voltou a trabalhar e ele aceitou trabalhar com o cunhado na construção civil (até aí tudo bem, entre trabalhar com o Tommy Lee Jones - ex-chefe - e o Kevin Costner eu também escolheria a segunda hipótese).

O que me marcou neste filme foi o facto de o rapaz não ter qualquer poupança. Conseguiu viver os primeiros meses de desemprego com a indemnização da empresa mas depois kaputt, nada feito. Eu acredito que seja assim para a maioria das pessoas (diria mesmo uns 90%), mas eu, que sempre fui ensinada a poupar, não sei como conseguiria viver sossegada se não tivesse um pé de meia de lado (e, tanto quanto sei, a render - isto se o governo não tiver já implementado um imposto de 100% sobre os juros das aplicações). Acho que viveria em pânico e não conseguiria sequer pensar em ter filhos se não tivesse esse porquinho mealheiro e se visse que, mês após mês, gastava a totalidade do meu salário ou mais. E se perco o emprego? E se fico incapacitada? E se adoeço e preciso de gastar muito em tratamentos?

Sobre isto posso dar o exemplo de dois casais que conheço. Um desses casais ganha um pouco mais do que o outro e ambos compraram casa mais ou menos ao mesmo tempo. No entanto, enquanto o primeiro fez contas, pensou, refletiu na eventualidade de um deles perder o emprego e comprou uma casa mais modesta (T2+1) que podem pagar sem esforço, libertando-os, desta forma, para outras coisas que gostam de fazer (viajar, cinema, jantar fora, etc.) mas que podem muito bem deixar de fazer caso as contas apertem, o segundo casal (que, lembro, ganhava menos) meteu-se a comprar um T3 com áreas bem maiores e com uma mensalidade que não só os deixa esganados como não lhes dá margem para pouparem noutras coisas caso seja necessário, pois já não têm mais por onde cortar despesas.

O problema das pessoas é verem-se a ganhar bem (ou pelo menos certinho todos os meses) e iludirem-se que é para sempre e que a empresa ou o estado lhes deve isso. Ah e tal o meu chefe gosta de mim, se despedir alguém é a chata da Mariquinhas. Ou eu sou insubstituível. Ou eu sempre trabalhei muito bem, eles não me podem despedir sem mais nem menos. Esquecem-se é que não só não há pessoas insubstituíveis, como são substituíveis por alguém que trabalha mais, melhor e por menos dinheiro; que o código de trabalho vai permitir despedimentos com muita maior facilidade; e que muitas empresas não vão ter a possibilidade de escolher entre eles e a Mariquinhas para despedir porque provavelmente vão ter de despedir ambos.

Desses casais que descrevo em cima eu seria sempre o primeiro e tenho comigo alguém que é tanto, ou mais, consciente do que eu. Felizmente a vida corre bem e o dinheiro tem chegado e sobrado quer para outras coisas boas, quer para deixar umas coroas de lado, mas sei que se um dia não chegar, iremos ter juizinho e não vamos viver acima das nossas possibilidades. É que, caso não tenham reparado, o Estado anda a fazer isso há não sei quantos anos e olhem no que deu!


sexta-feira, abril 27, 2012

Profissões

Chego à conclusão que afinal até não tinha tão pouco jeitinho para ensinar quanto isso.

Acabo de ensinar a uma senhora de 60 anos (não, não é a minha mãe, que essa já está craque em computadores) como se trabalha e formata uma base de dados. E tudo isto por telefone!

Se algum dia precisar de dinheiro já sei: cursos de informática para 55+