Segunda-feira, Setembro 28, 2009

As reacções continuam

X: Então foste a algum lado no Verão?

Eu: Sim, Alasca e Algarve.

X: Ah, fixe. Espera lá..... ONDE?!?!?

Sobre o Citybank

Peço desde já desculpa aos senhores que trabalham nessa área, mas não há coisa mais irritante do que os agentes do Citybank. Ainda por cima os sacanas estão por todo o lado, nos shoppings, nas empresas, nas escolas... Quando vejo um a aproximar-se ponho logo aquele ar de "se falarem comigo eu mordo" e, quando isso não funciona, despacho-os sempre com um "já tenho" ou "ainda estou a estudar" (que não vai ser possível usar por muito mais cedo, que estas ruguinhas nos cantos dos olhos não mentem). Da única vez que caí na asneira de falar com o senhor e ouvir o que ele tinha para dizer, já estava ele de folhinha na mão, todo contente a escrever o meu nome, profissão, idade. A coisa parou quando me perguntou quanto ganhava, soltei um "acha que vou dizer isso a um desconhecido?" e vim-me embora. É que já me faz espécie que os senhores do meu banco saibam da minha vida financeira e até certo ponto, pessoal ("no seu cartão de crédito tem uma viagem para Londres e uma encomenda de livros pela amazon", como me disseram uma vez), quanto mais pessoas de bancos (?) onde eu não tenho um tostão.

Mas ao telefone a coisa agrava-se. Hoje ligaram-me 5 vezes, das 5 vezes número anónimo. Eu, burra, atendo todas, sei lá eu se pode ser alguém meu conhecido a ligar. Da primeira vez, muito simpática como sempre, ainda ouvi a explicação do cartão milagroso, que não tem anuidades, que tem seguro disto e daquilo, que até devolvem o dinheiro de um item comprado até x euros se ele se estragar (ou partir) em não sei quantas horas depois da compra (sim, se eu comprar um vaso, chegar a casa, vir o meu homem com outra na cama e lhe atirar com o vaso à cabeça, eles devolvem-me o dinheirinho, claro está!). Eu digo sempre que não estou interessada, que raramente compro coisas a crédito (só mesmo viagens e coisas do género), que já tenho um cartão de crédito que serve para o propósito, que sou poupadinha e não preciso de crédito. Lá convenço a primeira senhora que não estou mesmo interessada, ligam-me segunda, terceira, quarta vezes, cheguei à quinta já a espumar. Sem nem os deixar falar, perguntei como tinham arranjado o meu número, como sabiam a minha área de residência, se uns agentes não têm acesso às bases de dados dos outros porque já era a 5ª vez que me ligavam hoje, que se às duas da tarde disse que não estava interessada, às cinco ia continuar na mesma, e pedi formalmente que escrevessem no meu processo, ficheiro, o que for, que não estou interessada na merda do cartão e para não me voltarem a ligar. Eu sei que essa é a profissão deles mas porra, que se organizem, e se digo a um que não, não vai ser pela bela voz do outro que vou mudar de ideias. Por isso, senhores do Citybank que me lêem, gastem os vossos telefonemas com pessoas que realmente precisem de crédito, que daqui já sabem que não levam nada.

Segunda-feira, Setembro 21, 2009

Exploração infantil

A propósito deste post da Kitty Fane também eu ontem estava a fazer zapping e deparo-me com o Porto Tenis Open (nem sabia que havia "opens" cá no Porto mas adiante) e reparei que quando os jogadores se sentavam entre sets, havia uma criancinha mínima, de 6 ou 7 anos, a segurar num guarda-sol enorme para fazer sombra ao dito jogador. Ora, porque raio não podiam pôr ali um guada-sol, daqueles normais, com um pé de ferro (metal?) em vez de carne e osso? E para ser de carne e osso que tal um adulto que já é, sei lá, responsável pelos seus actos? Escusado será dizer que não sei que pais é que prestam os filhos a coisas destas mas isso agora dava para muito texto e eu tenho que trabalhar.

Terça-feira, Setembro 08, 2009

O que eu quero ver este filme!

E recordar as aulas de Literatura Inglesa, com o professor Eduardo Ribeiro e a sua barriga imponente. Era a minha cadeira preferida e só não ia a todas as aulas porque uma delas era à sexta e toda a gente sabe que à sexta devia ser proibido haver aulas, principalmente quando à 5ª era noite da mulher no Soundplanet ou no Estado Novo ou festas de Letras no Swing (meeeedooo!). Provavelmente o filme será uma grande desilusão, mas tenho esperança que, pela primeira vez, um filme seja quase tão bom como o livro que o inspira.

Segunda-feira, Setembro 07, 2009

Saturday night

Irrita-me assim um bocadinho quando me chateiam a cabeça e me atormentam com comentários e perguntas, quando eu digo que não vou sair. Estás cansada? Estás doente? Que choca! Estás velha! Ora, a maior parte das vezes não estou choca, doente ou cansada, apenas não me apetece. É a mesma coisa entre darem-me a escolher entre uma bela mousse de chocolate e um bom bolo de noz com ovos moles. Umas vezes apetece-me um, noutra o outro. Umas vezes apetece-me ir ao cinema, outras ao shopping. Umas vezes apetece-me dormir para o lado direito, noutras para o lado esquerdo. Porque me apetece! E eu gostava que me pudesse apetecer jantar com os meus amigos, estar no café e conversar com os meus amigos, deitar-me relativamente cedo para no dia seguinte acordar cedo, aproveitar o belo do domingo ao sol numa vivenda com piscina e com picanha e alheira e tarde de amêndoa e chila e o pessoal que foi ao Alasca na converseta na relva (que foi o que aconteceu este domingo) sem ter montes de gente a perguntar-me se estou bem e a dizerem mil vezes oh vem vem vem depois de eu dizer, pela milésima vez, não vou, não vou, não vou.

Claro que não estou a falar das minhas amigas que me dizem "oh anda lá, queríamos que fosses, ia ser tão giro", mas que vendo que não me apetece mesmo ir, dão-me dois beijinhos com um "dorme bem" e sim daqueles que gritam "não vais sair a um sábado à noite?" como se eu fosse o alien mais alien alguma vez visto!

Sexta-feira, Setembro 04, 2009

04.09


Quarta-feira, Setembro 02, 2009

Vício - take III

Encontro-me na posse das temporadas 1 e 2 de Mad Men. Ainda não tive coragem para começar a ver. É que ainda é verão e há coisas giras para fazer fora de casa, e sei que, se começar, ninguém me põe mais a vista em cima durante umas semanas.

Terça-feira, Setembro 01, 2009

E, contudo, foram das melhores férias de sempre*

Quando eu, que mais do que uma semana num sítio fora de casa começo logo a stressar, venho de férias com a sensação de que ficaria lá mais duas semanas, é porque gostei mesmo muito.

*Celebrity Infinity (Julho-Agosto 2009)

Eles sobre elas

Nestas minhas últimas férias aos States aconteceu um episódio que me deixou de lágrimas no olhos. Quer dizer, nos olhos, nas bochechas, na boca, na t-shirt, nos lenços, etc. Resumindo, umas pessoas malvadas, entre as quais uma americana, um inglês e um canadense (&!R#&%!) não quiseram deixar outra pessoa fazer uma coisa e essa proibição punha (e pôs) em causa toda a minha viagem.

Ora bem, na primeira (e mais séria) crise de choro, em que tentei convencer uma dessas três pessoas a desproibir o que tinham proibido (mas as lágrimas eram verdadeiras, atenção!), estava acompanhada de um jovem de 30 e poucos anos que conhecia há 2 ou 3 dias, divertido, animado, despachado, relaxado, boa gente, que pela sua postura, pensava eu, não tinha qualquer tipo de traumas femininos ou coisa que o valha. Quando a cena acabou (depois de baba e ranho e muitos please, sir, please sem sucesso) diz-me o gajo, sem qualquer pudor, meio a brincar meio a sério, e acompanhado da mais variada linguagem vernácula (vulgo, palavrões): foda-se, as gajas são mesmo todas umas falsas. Olha a facilidade com que começaste logo ali a chorar só para ver se levavas o gajo na cantiga. Tiveste azar em apanhar um cabrão daqueles, mas só vem comprovar a teoria que as gajas são todas umas cabras. Ora, não fosse o facto de estar fragilizada com a situação, a chorar e a sangrar de um dedo (com os nervos roí-me toda) e todo o apoio que essa pessoa me tinha dado (e ainda daria) depois desses tristes episódios e tinha-lhe pregado um belo par de estalos, que a mim ninguém me chama cabra, muito menos gente que eu não conheço de lado nenhum. Mas ele disse isso sem ofensa, apenas muito desiludido por comprovar a sua própria teoria. Não adiantou dizer-lhe que chorei mesmo porque estava triste e não para demover o filho da mãe (pronto, só um bocadinho) mas não adiantou. Para ele as mulheres são cabras. E não é o único. Aliás, eles "andem" aí. Já no Algarve (sim, voltei do Alasca e fui directa para o Algarve, há que variar) os espécimes masculinos que me acompanharam disseram repetidas vezes "elas são bem piores que nós".

Ora, minha gente masculina, pronunciem-se. Vocês acham mesmo que nós somos umas cabras insensíveis, cujo único interesse é comer meninos indefesos e fazer deles gato e sapato até que encontremos brinquedo melhor?