Terça-feira, Julho 28, 2009

As merecidas

Pessoal, vou de férias.... para o Alasca. Mas antes ainda passo dois dias e meio em Seattle por isso, meninas, se quiserem mandar beijinhos ao McDreamy, McSteamy ou Karev estão à vontadinha. Não se inibem, mandem os beijinhos que quiserem que eu dou-lhos todos todinhos.

Sexta-feira, Julho 24, 2009

Pequenino...

...(ou deverei dizer meu velho?) chegou a hora de nos afastarmos. Contigo (ou dentro de ti) ri, chorei, cantei, disse segredos, beijei e fiz muitas outras coisas que não vale a pena enumerar (cof cof). Apesar de estar a mudar para melhor fico com aquele aperto no peito, aquela sensação de pernas cortadas , que falta alguma coisa, de perda. Pelos menos umas coisitas sei que me vão faltar: as migalhas, o lixo, os lenços de papel usados, os iogurtes vazios, as publicidades, os metros e destaks e outros que tal. Foram uns bons 6 anos, meu querido. Desde Janeiro de 2003 muita coisa mudou. Já não sou uma menina de vinte aninhos, entretanto já acabei o curso, já dei aulas, já vivo sozinha, já trabalho, já estou nos quadros de uma bela empresa, já viajei muito, já fiz muitos e bons amigos, já pago impostos, vê lá tu. Por isso vê isto apenas como uma mudança, não uma perda. Pensa que te pode calhar outra menina de vinte aninhos e que vai viver contigo grandes histórias. Ou um senhor mais velho cheio de experiência. Ou uma família, cheia de crianças e brinquedos e alegria. Boa sorte, meu lindo.

Quanto ao que te vem substituir... é este:


E espero daqui a 6 anos ter tantas mudanças, histórias e experiências para contar como agora.

Domingo, Julho 19, 2009

É de mim ou The Killers foi mesmo muito bom?


Sexta-feira, Julho 17, 2009

Homens vs. mulheres

As mulheres que me perdoem, mas depois de ouvir a gigantesca discussão que ouvi agora mesmo aqui no apartamento ao lado, só posso concluir que nós, gajas, somos mesmo muito histéricas. É que até podemos ter toda a razão do mundo, eles podem ser os maiores filhos-da-mãe que conhecemos, mas ao debitarmos insultos aos berros enquanto pedimos explicações a chorar, perdemos a razão toda. E contra mim falo, que também já fiz muitas ceninhas de caixão à cova que acabavam aos beijos e abraços passados 5 minutos, noutros tempos, noutra idade, noutra imaturidade. E, provavelmente, nessa altura estariam os mesmos vizinhos a dizer o mesmo que eu agora (embora eu ache que nunca fui assim tão barulhenta). A discussão acabou com o gajo a sair e a largar um "foda-se" num tom que gritava falta de paciência e a gaja a bater a porta estrondosamente atrás dele. Agora a miúda está a soluçar inconsolável sem parar e eu estou aqui de coração partido por ela, por saber o quanto doem estes momentos depois de uma discussão que parece o fim de uma relação, o fim do mundo. Porque na altura o que mais me doía não era o motivo da discussão, provavelmente a maior estupidez do mundo, e sim o facto de ele me ver a chorar, a gritar, infelicíssima e magoadíssima e ainda assim ir embora e deixar-me ali sozinha e em prantos. Agora, que não estou numa relação efervescente, consigo ver o lado deles, o "porra que não há paciência para tanto drama e histerismo", o "vou dar uma voltinha para arejar antes que diga alguma coisa que me arrependa e ver se a gaja se acalma um bocado". Mas, apesar da minha razão saber tudo isso, o meu coração está aqui no quarto ao lado do meu, nesta miúda a soluçar sem parar e no raio do gajo que, com ou sem razão, preferiu virar as costas à discussão, à resolução dos problemas, à companheira.

Homens e mulheres, somos mesmo diferentes...

Quarta-feira, Julho 15, 2009

Resumos europa-américa

Para quem teve preguiça de ler o texto anterior (e eu aconselho a ler porque é mesmo bom), o tema debatido são os kindles e readers em geral, e o facto de, com estas novas tecnologias, já não podermos julgar uma pessoa anónima que vemos num café ou no metro de livrinho na mão pelo que lê. E embora ache, tal como o autor do texto, que é uma atitude um tanto ou quanto snob, a verdade é que também o faço. Desconfio sempre de quem numa destas redes sociais escolhe como seu livro preferido "A Lua de Joana". É que esse é um livro muito jeitosinho para quem tem 13, 14 anos, agora ter-se 25 ou 26 e continuar a preferi-lo, das duas uma, ou não leu mais nada deste então ou... não há outra hipótese. Não leram mais nada desde então.

Coisa preocupante: com os ebooks,deixaremos de poder julgar uma pessoa pela capa do livro que está a ler. Porra.*

We’ve all had that moment. That dial tone that hums in your head after you glance across the train aisle or spot someone perched upon a park bench or peer into the window at Starbucks and, based on the cover of the book a stranger is reading, zings the hope that he or she must be a kindred spirit, a literary soulmate, because you too dig Mary Gaitskill down to the nasty bone. Or perhaps it’s Netherland being held like a hymnal, the acclaimed novel by Joseph O’Neill that you keep meaning to read and never will, and here it is, being read with such care by someone so cute. If only you could strike up a chat, the two of you might stroll off like French lovers thrown together by capricious fate, scampering to take cover from the christening rain. Romantic fantasy isn’t the only driver of curiosity—our inner snob is always clicking away, doing little status checks. In New York City (can’t speak for the other metro systems across this great land), every subway car is a rolling library, every ride an opportunity to spy on the reading tastes of fellow passengers and make snap judgments that probably wouldn’t hold up in court. Single women in their 30s and 40s gripping a teenage-vampire tale or a Harry Potter—they seem to be hanging out a surrender flag. Those parading the latest Oprah selection might as well honk like geese. Then there are those who defy stereotype. A tall, straw-thin model glides into seated position and extracts a copy of concentration-camp survivor Viktor Frankl’s Man’s Search for Meaning from her bag, instantly making an onlooker (me) feel rebuked for assuming she was vacuous and self-centered based on her baby-ostrich stare. In the same car is another, older woman—do men not read anymore? (Seinfeld’s Jerry, defensively: “I read.” Elaine: “Books, Jerry”)—holding up a Kindle at an angle to catch the light. Unless you were an elf camped on her shoulder, what she was reading was hoarded from view, an anonymous block of pixels on a screen, making it impossible to identify its content and to surmise the state of her inner being, erotic proclivities, and intellectual caliber. She might be reading Alice Munro, patron saint of short-story writers, or some James Patterson sack of chicken feed—how dare she disguise her download from our prying eyes! And reading an e-book on an iPhone, that’s truly unsporting. It goes the other way as well. How can I impress strangers with the gem-like flame of my literary passion if it’s a digital slate I’m carrying around, trying not to get it all thumbprinty?

(...)

Reading will forfeit the tactile dimension where memories insinuate themselves, reminding us of where and when D. H. Lawrence entered our lives that meaningful summer. “Darling, remember when we downloaded Sons and Lovers in Napa Valley?” doesn’t have quite the same ring to it.

Ler o resto aqui.

* Título roubadíssimo daqui.

Segunda-feira, Julho 13, 2009

Na mesinha de cabeceira para o Verão






E há itens nesta listinha que seriam justa causa para o meu despedimento, mas não há-de ser nada!

Terça-feira, Julho 07, 2009

Constatação

Pelos vistos só o acto de escrever o post abaixo foi catártico. Comecei com puta e merda, a meio foi mija e acabei, muito mais mansinha, no chichi.

%$#&%#$!!!

Puta que pariu os americanos e os canadianos e a merda das burocracias. Para dar uma mija na América é preciso meter um requerimento, se for mais demorada um bocadinho já é preciso meter outro, comprovativo de quem nos convidou a dar a mija e certificado de como o chichi não tem explosivos para destruir a América do Norte inteira.

Segunda-feira, Julho 06, 2009

0,00

Ontem ouvi nas notícias que a GNR (ou seria Brigada de Trânsito, não sei bem) em cooperação com um grupo chamado não-sei-das-quantas cool, andava a distribuir vales de 25 euros em gasolina a todos os condutores entre 18 e 30 anos, que levassem duas pessoas no carro e cujo teste de alcoolemia desse 0,00. Eu não podia achar esta ideia mais estúpida. Porque caso os senhores GNRs e os senhores cools não saibam, mas conduzir sem beber álcool é o que é suposto fazer, sei lá, está na lei! A mim também não me vêem a dizer ah e tal, nunca matei ninguém, desembolsem lá 25 000 como prémio. E também nunca roubei ninguém, 'bora depositar 2500 euros por eu ser tão boazinha. Nem sequer grafitei uma parede que seja, 250 euros, é justo?

Mas já que essa iniciativa está aí para ficar, no próximo fim de semana é ver-me mais duas ou três amigas a passar pelos spots mais frequentados pelos polícias, nuns ziguezagues estratégicos e com uma overdose de blush na cara para ficar com aquele rosadinho do tintol. Duas operações stops, dois soprozitos e já tenho a gasolina para o mês.

Domingo, Julho 05, 2009

Modernices

Se há coisa que me anda a irritar profundamente é a chamada nouvelle cuisine e os restaurantes que a servem. Vemos um restaurante muito bonitinho, falado nas revistas e recomendado pelos melhores chefs, fazemos a reserva, vamos, sentámo-nos, tudo muito educado, menu muito lindinho, escolhemos o prato e depreendemos que vamos que comer muito bem. É que uma pessoa lê medalhão de X com molho de Y e imagina logo uma bela posta de carne suculenta, regada com um molhinho apetitoso e, apesar de não dizer na carta, acompanhado de um belo de um arroz, quem sabe uma batatinha, quando muito um esparregadozito. O prato não chega e vamos atacando as entradas, que para 4 pessoas são 3 pedacinhos de alguma pasta desconhecida e duas fatiazinhas de pão. Nada dos 8 rissóis, croquetes e bolinhos de bacalhau com que sonhamos o dia todo, nada de um cestinho cheio de vários tipos de pão, nada de manteiga. Mas pronto, o prato compensará. Chega o prato, assim como a desilusão. Um prato XXL com uma rodelinha de carne mirrada no meio, uns sarrabiscos artísticos de molho à volta e uma folha de um legume não identificado e não comestível pousada de lado. "Bom apetite", dizem, e eu pergunto-me se saberão verdadeiramente o significado de apetite, se saberão que o sufixo -ão dá ideia de grandeza, quando na verdade o que servem é uma mísera medalhinha. Enfim... a sobremesa compensará. Vem a carta das sobremesas e escolho um bolo de chocolate, tenho que me consolar de alguma forma. Ou melhor, bolo não, gâteau, porque neste tipo de restaurantes os bolos são gâteaus, os cremes são crémes e os gelados são sorvetes. Com a pequena diferença que o gâteau afinal não é um bolo, nem sequer uma fatia e sim uma migalhinha de chocolate, mais uma vez enfeitada com uns desenhos muito artísticos e muito inúteis, feitos num molho de menta. Vem a conta e desembolsa-se um pequeno tesouro para se sair dali apenas com uma décima parte do estômago satisfeita e acabar a noite na barraca de cachorros ou de pão com chouriço.