quinta-feira, dezembro 13, 2012

Estão a querer comer-me por lorpa

Detesto a minha nova gestora de conta. Desde o início, há coisa de 2 meses, mês e meio, nunca me inspirou muita confiança. Seja porque tem um nome cheio de ípsilones (pessoas com muitos ípsilones no nome, não me levem a mal), seja porque tem uma voz estranha, a verdade é que não fui com a cara dela. Menos ainda, quando me apercebi que era, efetivamente, má funcionária.

Está certo que nem todos nos podem fazer "um miminho" mas tentar aldrabar é que não. Um dia dirigi-me ao balcão, falei com ela, disse que tinha x euros para aplicar e ela lá me falou no produto y com a taxa z mas que para conseguir essa aplicação tinha de ter a conta poupança tal e tal. Eu disse que ia pensar, entretanto fui a outros bancos, e comuniquei-lhe que os outros bancos me davam a mesma taxa (ou mais alta) sem requisitos de conta poupança nenhuma, por isso ou ela me conseguia isso ou lá se ia o dinheirinho a voar em direção ao banco do outro lado da rua. A moça lá me escreveu a dizer que tinha falado com os superiores e bla bla bla consigo-lhe a taxa x,xx% e sem ter abrir conta poupança nenhuma. Até aí tudo bem, porque eu queria mesmo era ficar no banco em que estou e não ter de abrir conta em mais nenhum. Hoje fui lá para assinar a papelada e ela "ah e tal doutora queria pedir-lhe um favorzinho para nos ajudar aqui nos nossos objetivos. Como tem sempre aqui uma quantia jeitosa à ordem e é muito poupadinha, queria pedir-lhe se não quer abrir uma conta poupança, todos os meses lhe saem x da conta, mas pode ir lá buscá-los sempre que quiser, é só mesmo para nos ajudar nos objetivos aqui do banco".

Das duas uma: ou a dita cuja é completamente idiota ou acha que eu é que sou completamente idiota. Então eu acabo de rejeitar um produto que tinha como pré-requisito que eu abrisse uma conta poupança e ela agora vem pedir que eu faça a conta poupança como favor?  Poupem-se. Felizmente estou a ganhar as competências para dizer não. Dantes custava-me um bocado. Hoje foi fácil.

*peço desculpa a quem leu a primeira versão deste post, com algumas palavras incompreensíveis/sem sentido no meio. É que escrevi-o no telemóvel e o Swype pode ser a coisa mais fantástica do mundo mas às vezes é meio traiçoeiro.

10 comentários:

Anónimo disse...

Eu acho que andam a querer comer-te, sem ser por lorpa.

teardrop disse...

É preciso ter mesmo muita atenção com os bancos, a mim já me fizeram uma coisa que me desagradou bastante porque não me pediram autorização...

H. Ayres Pereira disse...

acho que devias mudar para o ActivoBank. são os mais transparentes, e eu estive no início do banco, logo é mesmo de confiança.

esses gajos não se tocam!

Marta disse...

Ó anónimo? Não era uma gestora? Bom, isso também não quer dizer nada :)

FC disse...

E não é isso que os bancos fazem, sempre que uma pessoa não está atenta?...

Anónimo disse...

Sim Dra. é horrivel tudo isso. A Dra. é Dra. e rica e ganha imenso dinheiro, ah e é Dra.

RCA disse...

Ó anónimo, estás a confundir inveja com ambição. Se não tens dinheiro para aplicar faz por teres. E antes de começares com as tretas que não tiveste pais ricos para estudar, estudasses depois de adulto, que é o que muita gente fez. E se casaste e tiveste filhos e o catano, não o tivesses feito. E se... acho que já percebeste, essa coisa da inveja portuguesa a modos que mete nojo. Forte abraço

kiss me disse...

Anónimo, se eu fosse rica e ganhasse imenso dinheiro qual era o mal? E se mesmo não sendo, nem ganhando, qual é o mal em ter poupado para agora investir? E qual é o problema em querer ser bem atendida no meu próprio banco? Ou noutro serviço qualquer?

O Sexo e a Idade disse...

Está a terminar o ano e andam doidos para cumprir objectivos, mas é preciso ter lata!

Anónimo disse...

Cara RCA,

Nao sou casada nem tenho filhos. Efectivamente os meus pais nao podiam pagar-me um curso (mesmo na Uni. Publica) por isso, nos primeiros 3 anos de curso estudei de dia e a noite trabalhava num hipermercado, nos ultimos dois anos trabalhei de dia e estudei a noite. Curiosamente, quando trabalhava em Portugal, no emprego todos se tratavam por Dr., mas quando estava fora do trabalho, i.e.: bancos, financas, etc, sempre referi que nao queria que me tratassem por Dra. Nao gosto desse tipo de tratamento, e agora que ja trabalho ha algum tempo fora de Portugal vejo o quao pretencioso isso e. E reiterar isso no blog acho ainda mais. Talvez tenha exposto esta ideia de forma errada, pelo que peco desculpa a autora do blog (autora que gostava mesmo de ler justamente por achar que nao era nada pretenciosa, como a maioria das bloguers que agora existem).
Quanto a RCA, deixe-me dizer-lhe que nao tenho ressabiamento nenhum, estou onde gostava de estar a nivel profissional e pessoal, e trabalhei mesmo muito para aqui chegar.
Kiss, continuo a gostar de a ler, mas esta e a minha opiniao quanto ao tratamento "adoutorado".