quarta-feira, abril 25, 2012

O poder do silêncio

Eu não sei se nas vossas reuniões é igual mas nas reuniões onde estou presente há sempre um (ou mais) palerma que acha que tem de falar. Não interessa sobre o quê, não interessa se é boa ou má ideia, não interessa se é uma intervenção inteligente ou não. Têm é de dizer alguma coisa, têm é de abrir aquelas boquinhas. Eu não sei se o fazem porque acreditam piamente que o que estão a dizer bate o Einstein aos pontos ou se pensam simplesmente que qualquer bacorada é melhor do que não dizer nada. Só sei que o fazem, deixando o resto da sala dividido entre dizer alguma coisa que o faça calar, ou remeter-se ao silêncio, constrangidos pela figurinha do participante. O pior é quando alguém (outro inteligente) para o calar diz algo como "sim sim Mário José, é uma boa ideia para discutirmos no futuro" e ele sai de lá todo inchado, achando que esteve muito bem e preparando-se para subir a parada da estupidez na próxima reunião. Mal posso esperar!


6 comentários:

RCA disse...

A mim não deixa de me surpreender o ar grave e convicto com que intervêm, em especial quando conseguem alinhar 5 ou 6 palavras seguidas com mais de 3 silabas e acabadas em mente.

Para essas reuniões há sempre o bingo das palavras, que os restantes participantes podem ir jogando para desanuviar.

kiss me disse...

RCA, bingo das palavras? Não conheço, tem de me ensinar.

tiago leal disse...

Como dizia um amigo meu: "Mais vale ficar calado e parecer parvo do que falar e confirmá-lo."

Mónica disse...

Como eu sei o que isso é!!

Mak, o Mau disse...

Ah, o intervencionismo sabujo, conhecido desde o céu até ao inferno.

É o tipo de anjinho que, depois de Deus elaborar uma palestra sobre os céus diz coisas como "É importante não esquecermos que o céu tem nuvens".

É também o tipo de pobre diabo que depois de Belzebu falar do fogo do inferno adiciona "É preciso ter em conta que o fogo arde a uma elevada temperatura".

Constatações óbvias, participações que acrescentam zero ou simplesmente alertas "eu estou aqui". Só desculpo broas genuínas e inapelável estupidez. Chico-espertice não.

Duluoz disse...

enganadinho, enganadinho mas feliz - o tótó. vive na ilusão dquilo que não é - irritam-me esses tipos!