quinta-feira, janeiro 14, 2010

Perigo, abrande!


Na minha vida gosto sempre de manter a distância de segurança. Gosto de achar que se o carro da frente travar de repente, que eu vou ter espaço para ficar para trás, sem problemas de maior. Quando muito, que tenho que fazer uma manobra brusca, sofrer um susto e já passou. No entanto, por alguma razão que desconheço, a minha distãncia de segurança parece não funcionar. Perante o perigo nunca tenho tempo de travar e acabo sempre por bater. Às vezes espeto-me toda, parto-me toda, fico com pisaduras durante semanas, meses, anos. Outras, como agora, é só um toquezinho. Daqueles que não destroem mas chateiam. Daqueles que se resolvem com um acordo amigável, uns dias na oficina e sai de lá como novo, como se aquela amolgadela nunca tivesse existido. Mas por mais pequenos que sejam estes toquezinhos moem sempre e mesmo que não venham no livrete, nós lembramo-nos deles e pensamos constantemente para a próxima é que é, para a próxima vou dar distância suficiente, para a próxima não bato, enquanto nos perguntamos o que fizemos de errado.
Só que depois ouço sobre o Haiti e leio coisas como isto e lembro-me das palavras da radiologista aquando do meu primeiro acidente: estás viva e estás bem, o carro que se foda!

20 comentários:

Gosto... disse...

As vezes perguntam-me porque ando sempre de sorriso na cara. Como posso ser feliz com tão pouco.

E eu tenho de lembrar que o que eu tenho passado são contratempos, não são problemas. E que há gente que os tem a sério e continua com toda a força...

Estas coisas têm esse condão...de nos fazer relativizar os nossos contratempos...

BEIJOOOOOOOOOOOO

Sonhadora disse...

Só quando vemos as verdadeiras tragédias é que nos apercebemos do quanto a nossa vida é fantástica...

***

Pocahontas na Cidade disse...

Terrível é ver estas tragédias... Não dar graças a Deus pela vida que temos e continuarmos a reclamar... Tenho colegas assim...

Lebasiana disse...

pois... eu tambem sou assim! é o problema (?) de se viver em sociedade! lol

na altura ficasse maluca, mas depois passa! SORRI!

jinhos

Rosa Cueca disse...

Porque é que eu acho que isto não é sobre carros?

kiss me disse...

Porque és uma menina muito inteligente que percebe a beleza (?) de uma metáfora.

Phyxsius disse...

Porque ninguém anda à distância de segurança e se espeta, supostamente, tantas vezes ;)

Pedro disse...

Tens toda a razão mas tb é verdade q com o mal dos outros podemos nós né?

Cada um sofre com os seus acidentes à sua maneira. Claro q há gente em muito pior estado do eu mas isso não anula os meus problemas.

Eu aprendi q sem essa distância de segurança estamos tramados. O mundo é um mundo cruel por isso essa distância de segurança é fundamental.

Goldfish disse...

Vou passar ao lado do verdadeiro post para me focar no "falso" - acidentes de carro e não conseguir travar a tempo, mas só porque cada vez que ouço histórias como esta me lembro do meu instrutor de condução. O conselho dele (que eu sigo religiosamente há mais de 10 anos e que já passei a todos quantos o quiseram ouvir) é: prestar atenção às luzes de stop do carro que vai à frente do que vai à nossa frente (é mais complicado descrever do que fazer, felizmente). Quando esse carro trava, acendendo os stops, nós passamos o pé do acelerador para o travão, poupando não-sei-quantos segundos em tempo de reacção. Quanto ao resto... efectivamente, o carro que se foda!

Carla Isabel disse...

pois ...
dar graças a Deus e agradecer e agradecer por tudo o que temos!

Bjs

Anónimo disse...

Isso quer dizer que as coisas más não acontecem se tivermos preparados?

kiss me disse...

Não... acontecem na mesma, podem é acontecer menos ou ser evitadas mais vezes. Agora se fores direitinho na estrada a cumprir todas as regras e fores albaroado por um camião, não podias ter feito nada para evitar, certo?

Melga disse...

A distância de segurança é sempre relativa, se estamos longe não sentimos o que deviamos sentir, se estamos muito perto sentimos aquilo que talvez não gostassemos de sentir mas os outros vão sentir que não estão sós...até o longe da vista mas perto do coração nos faz pensar que parece perto mas é muito grande a distância...

Flor disse...

Nem sempre conseguimos manter a distancia que gostariamos...:)

Cátia Gomes disse...

Bates assim tantas vezes? Então o preoblema deve ser teu. Deves ser um perigo na estrada :)

kiss me disse...

Cátia, todo o texto é uma metáfora....

Phyxsius disse...

Estava a pensar em alertar a Cátia para o mesmo, não fosse ela pensar (como já estava) o pior...

É o que dá não ler os comentários :)

Ricardo disse...

E então? Não é bom, de quando em vez, espetarmo-nos arriscando as consequências? Eu cá estou a entrar na fase do "fora as distâncias e o cinto de segurança"...

SusanaOliveira. disse...

Alguns acidentes sempre dão para aprender alguma coisa não é?
Nem que o carro vá para a sucata a seguir poderá vir um melhor!!
A vida é feita de "calços e percalços" =P

Anónimo disse...

mulheres a fazerem analogias com assuntos que não dominam,, não resulta bem: os acidentes não vêm averbados nos livretes dos carros.
da próxima vez bates logo e deixas de te preocupar com distâncias de segurança...a batida doi menos.