quarta-feira, abril 30, 2008

Banda sonora do feriado



Um dia destes, mandaram-me este tesour(inh)o pelo email e não pude deixar de partilhar convosco. Tudo nele me deliciou. Não sei se o que mais gostei foi do nome da dupla (para quem não reparou "Duo Saolindas", porque são, há que admiti-lo), se das roupas, se da permanente com a repa, se das bailarinas (?) completamente descordenadas (repararam que uma dela se mexia numa mistura de macaco Adriano com robocop?), se do saltinho quando saem do trabalho, se do pijaminha, se do beijo "afogado" (eu bem me pareceu ver ali uma onde de cuspe), se dos namorados giros e sexy (que eram também os trabalhadores da empresa das meninas), se da dancinha das cantoras, se da sua sensualidade e movimentos ondulatórios dos quadris, se do grupo de amigos, se do pormenor "no trigo que brilha", quando estamos claramente numa grande cidade, se da subida de tom final. Uma pérola que vos dou meus amigos. Vá, cantem e dancem ao som desta obra prima da música portuguesa, e aproveitem o feriado, saiam com os vossos amigos e beijem os vossos namorados, que a vida é po-e-sia.

segunda-feira, abril 21, 2008

Ainda sobre o carjacking

Este fim de semana tive a minha primeira experiência de chegar sozinha a casa a meio da noite (não sei se seis e meia da manhã ainda é considerado "meio da noite") depois de ter desenvolvido este meu medo do carjacking. Depois de uma noite fantástica e de deixar um amigo numa ponta da cidade, esperava-me o caminho para casa até à outra ponta da cidade. Com o telemovél enfiado no meio do decote (não vá o diabo tecê-las e eles aparecerem mesmo e me deixarem sozinha, sem carro e nuns tacões de 10 cm no meio do nada), lá fui eu olhando de 3 em 3 segundos pelo retrovisor a ver se não via nada suspeito. Sempre que parava num semáforo imaginava toda a cena na minha cabeça. Eles, encarapuçados, a chegarem, encostarem uma pistolona ao vidro, enquanto eu me despedia carinhosamente do meu carrinho. E lembrei-me de uma reportagem que vi na sic um dia destes. Um carjacker a falar da sua "profissão", que disse algo muito curioso. Que é melhor roubar rapazes do que raparigas. Diz ele que as meninas ficam histéricas e tentam arranhar e tirar-lhes as máscaras. Mas esta gente é doida? Tirar a máscara para quê? Queridas, essa cena de chegar à polícia e dizer "ele tinha olhos castanhos, cabelo castanho e barba por fazer" e sair do computador uma cara igualzinha à do ladrão só funciona mesmo nos filmes, ok?

Se eu fosse "abordada" por um carjacker a única coisa que eu faria era afastar-me educadamente enquanto dizia "tome lá sr. Bandido. A gasolina está nos cascos mas deve dar até ao próximo assalto. E tome lá estes brinquinhos e esta pulseira, como prova da minha boa vontade. São da Parfois mas devem render uns bons 12 eurinhos.Vá com Deus e beijinhos para a família."

No entanto, consegui chegar casa sem me cruzar com nenhum desses profissionais. Acho que nem os bandidos gostam de chuva torrencial. Ou o meu carro não presta para nada. Ou tenho cara de miúda histérica que arranha e esperneia. Ou então não gostam da nova colecção da Parfois. Acho que é mais isso.

quarta-feira, abril 16, 2008

A minha vida dava uma comédia (romântica)... ou então não!

Hoje aconteceu-me uma cena de filme. Ia eu descansada da vida a caminho de casa quando, ao chegar a uma esquina, me esbarro com uns peitorais de metro e oitenta. Eu trazia umas fotocópias na mão, que com o impacto (que, diga-se de passagem, é bem mais brusco do que o que parece nos filmes) cairam todas no chão. Ora, que comédia romântica que se preze não tem uma cena de esbarramento com queda de papéis à mistura? Ainda para mais, debaixo de chuva (quase) torrencial. Abaixo-me para apanhar a minha papelada, que neste momento já estava encharcada, e começo logo a fazer o filme, tipo anúncio do AXE aqui há uns anos atrás (aquele em que a senhora e o senhor se baixam ao mesmo tempo para apanhar um lenço, há uma troca de olhares e se ouve uma voz sensual "AXE, poder de atracção"). Imaginei que as nossas mãos se tocariam, os nossos olhares se cruzariam e que imediatamente saberíamos que eramos a alma gémea um do outro destinadas a viver felizes para sempre. Cheguei, inclusive, a pensar no vestido de noiva e onde faria a lista de casamento. E lua-de-mel? Brasil? Cuba? Polinésia francesa? Tailândia? Foi então que olhei para a frente e........ cadê o gajo? Nos segundos que durou este devaneio, já o rapaz estava a 10 metros de mim, a gritar "desculpa ehehehe" e a fugir como o diabo foge da cruz. Seria telepático?

domingo, abril 06, 2008

sexta-feira, abril 04, 2008

E assim em cinco dias...

... trabalhei muito, ganhei a coordenação de dois projectos, fui a um aniversário, apanhei sol na varanda, passeei à beira-rio, jantei fora, comi um gelado de doce de leite com cobertura de chocolate numa esplanada ao som de acordeão, e vi dois fantásticos fantásticos filmes no cinema.


A semana correu bem!


Quanto aos filmes, a não perder:






*Escusado será dizer que praticamente não vi o fim dos dois filmes. Não, não estava no marmelanço. Estava, simplesmente, banhada em lágrimas.

terça-feira, abril 01, 2008

Mãos ao alto que isto é um assalto!

Desde pequena sempre fui muito medricas. Até aos meus 7 anos dormi sempre com os meus pais (depois as pessoas admiram-se que só tenham tido uma filha) porque tinha medo dos bandidos. Não era dos monstros, não era dos aliens, não era dos assassinos e serial killers, era dos "bandidos". Se depois dessa idade a coisa lá me passou, todos esses medos latentes voltaram quando na flor dos meus 14 anos vi o Scream. Lá voltou o medo de dormir sozinha (mas nessa altura já os meus pais me diziam "juizinho!" mal eu mencionava as palavras "tenho med..."). Cheguei a dormir uns tempos com luz acesa e ainda hoje quando vou à casa de banho do cinema ou outras do género, imagino uns pezinhos debaixo da porta, com aquela túnica preta a cobri-los. Mas mais uma vez a coisa lá me passou. E durante muitos anos fui muito feliz na minha inconsciência. Andava a altas horas da noite sozinha pelas ruas do Porto, entrava na minha garagem de noite sem qualquer problema... Até que vi o Mr. Brooks, filme em que senhor Kevin Costner se lembrou de interpretar o papel de um psicopata que entra de noite nas casas de pessoas que vivem sozinhas. E mais uma vez me veio aquele medinho nocturno, como se fosse muito mais provável encontrar o gajo do Scream numa casa de banho do cinema ou o Kevin Costner de pistola em riste no meu quarto, do que encontrar um ladrão nas ruas do Porto. Mas a verdade é que as duas primeiras situações me assusta(va)m muito mais.

Mas hoje, pela primeira vez, tenho medo de algo real. Esta merda do carjacking anda a dar-me cabo do juízo. Desde que vim morar para o Porto que tranco as portinhas mal entro no carro, que não deixo nada visível no banco do lado e que passo os amarelos todos para não ficar parada nos vermelhos (senhores carjackers, depois mando-vos a conta das multas!). Mas inquieta-me saber que pode sair um gajo sei lá de onde, encostar-me um canudo às têmporas e levar o meu carrinho. Ou a mim. Ou deixar-me sem telemóvel e sem nada no cu de Judas. Ou magoar-me. Ou matar-me. Ligar a net e ler na primeira página "carjacking aumenta em 60% em 2008" também não ajuda. Resta-me esperar que esta onda passe rápido e até lá pedir encarecidamente aos meus amigos do coração "anda tu buscar-me, pleeaaaseee".