quarta-feira, setembro 19, 2012

Vale a pena pensar nisto #2

"One day Alice came to a fork in the road and saw a Cheshire cat in a tree.
'Which road do I take?' she asked.
'Where do you want to go?' was his response.
'I don't know', Alice answered.
'Then', said the cat, 'it doesn't matter'"

Alice's Adventures in Wonderland, Lewis Carroll


terça-feira, setembro 18, 2012

Aprendam que eu não duro sempre



(e nem tudo o que luz é ouro)
(e mais vale um pássaro na mão do que dois a voar)
(e quem mal a cama fizer, nela se deitará)
(e diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és)
(e em casa de ferreiro, espeto de pau)

"Vale a pena pensar nisto"

Num momento de crise política, económica e social, este blogue dedica-se a falar de um tema verdadeiramente importante: o topless da Kate Middleton (há lá coisa mais importante que mamas? Pois, não há!)

Ora, tal como aconteceu com o Príncipe Harry que apareceu de pirilau e rabiosque ao léu, agora foi a vez da princesa, futura rainha, mostrar as maminhas. Eu não percebo tanto escândalo nem as vozes que dizem que ela se devia dar ao respeito e bla bla bla. Com que então agora fazer topless - num sítio recatado, em ambiente de férias, e não no meio da rua - é sinal de que não nos damos ao respeito? As rainhas não têm mamas? Vão ser governantes piores só porque lhes vimos o peito? Não, não vão. Ainda por cima a Kate Middleton é jeitosa, é bonita, está na flor da idade e tem as mamas no sítio. 

Se fossem as mamas da Raínha Isabel, aí sim, seria motivo para susto e pesadelos e a revista devia ser processada, não pela família real, mas pelos leitores, que nunca mais se recomporiam após tal visão do Inferno. Mas a Kate? A rapariga é gira, é sexy, é jovem. E querem transformá-la numa avozinha!




segunda-feira, setembro 17, 2012

Olha quem vai casar



(eu também prometo)

Meia-mini-micro-nano maratona

Não sei se se passa o mesmo nas vossas cidades mas aqui no Porto toda a gente de uma certa idade (30 e muitos, 40) decidiu correr. De há um ano para cá, ao fim da tarde, é vê-los a passar, de t-shirt cor-de-laranja da Sportzone patrocinada pela última corrida oficial que realizaram e lá vão eles (sobre as maratonas e os #$%&#$" dos cortes de trânsito que elas provocam, escreverei noutra altura).

Eu não me oponho, até acho muito bem que se comece a pensar na imagem e na saúde, seja em que idade for, mas suspeito que os seus médicos lhes esqueceram de dizer que correr faz mal às articulações e tendões e que para se manter saudável caminhar é uma alternativa muito mais simpática para os ossos e igualmente (ou mais) benéfica para a saúde. Mas o objectivo destes recém corredores não é ser saudável, é ser magro. De repente viram-se com uma certa idade, com barriga e com mulheres mais novas e/ou bonitas (toda a gente sabe que as mulheres à medida que ganham idade, aumentam em beleza) que saíam de casa com um decote cada vez maior, chegavam cada vez mais tarde e falavam muito com a amiga ao telefone sobre o novo estagiário da contabilidade. O problema é que estes homens não se limitam a correr. Não. De repente começam a alimentar-se só de salada e meio filete grelhado. Vestem pólos e t-shirts de cores estranhas (rosa com laranja? roxo com rosa clarinho?) um número abaixo do seu tamanho para mostrarem o quão magros estão, deixam crescer o cabelo à adolescente e - pasme-se! - começam mesmo a pintá-lo! (se vissem o que eu acabei de ver....).

Eu não tenho nada contra (e se calhar estou a falar, chego aos 40 e faço o mesmo), se querem correr que corram (depois aos 80 não venham cá dizer "aaaiii os meus joelhos!") e sempre prefiro cruzar-me com corredores do que com ciclistas (pelo menos a correr têm tempo de travar e não me aterrorizam quando vou caminhar). Mas sempre que passo por alguém em sofrimento, curvado, a arrastar os pés com ar de quem vai deitar um pulmão pela boca, ponho logo o telemóvel nas chamadas de emergência, não vá o diabo tecê-las.




(depois há aqueles como o Cloney mas não falemos sobre isso)


domingo, setembro 16, 2012

A minha avó sempre me disse que para ser feliz numa relação temos de aprender a ceder

E eu hoje, infelizmente, cedi.

Quando ouvi falar no Timewarp achei que ia mudar a minha vida. Que nunca mais me iria entregar a ver séries e programas manhosos (Encantador de Cães, etc.) enquanto esperava que algum programa verdadeiramente interessante começasse. Pensei que iria ser o paraíso. Eu sentava-me no sofá, via o que estava a dar e se não gostasse, ia ver nos últimos sete dias algo que me interessasse. Perfeito.

Esqueci-me é que moro com outra pessoa. Hoje, e porque a programação de domingo varia entre "o verão na aldeia" (ou qualquer coisa do género) e a repetição de tudo o que é filmes do Chuck Norris, Van Damme e Stallone, decidimos ir espreitar o que tinha dado nos TVCine nos dias anteriores. Nesse momento decidi dar ouvidos à minha avó e deixei-o escolher. E podia ter escolhido os Idos de Março, Tropa de Elite 2, Albert Nobbs, entre muitos outros. Mas não. Quis ver o Capitão América. Eu sei que os homens têm aquela coisa de continuar a gostar de carrinhos e helicópteros telecomandados, não podem ver LEGO à frente que começam logo a construir qualquer coisa e que continuam a gostar de desenhos animados japoneses mesmo com 45 anos mas..... o Capitão América???

Bem, o filme trata de um rapazinho franzino que toma esteróides e fica alto e forte e mata os maus. Fim.

Pelo que agora tomei uma decisão: não cedo mais em questões cinematográficas. Deixo as cedências para quando ele diz que arruma ele a cozinha para eu ir descansar. 

E agora vou ver o Marcelo Rebelo de Sousa (e esperar que ele não queira ver o Lanterna Verde. Ou o Homem Aranha)

sábado, setembro 15, 2012

Fim do mundo

Eu ouço o Passos Coelho, o Vítor Gaspar, e as notícias sobre a subida da SS e dos impostos.

Mas quando ouço a About a Girl dos Nirvana em versão raggae na SWTmn é que vejo que este mundo está mesmo perdido.

sexta-feira, setembro 14, 2012

Governo prevê queda do consumo privado em 2013

Oh, a sério? Que novidade tão inesperada.

Pois eu acho que há consumos que vão aumentar... o consumo de álcool, drogas e pílula do dia seguinte.

Eu (não) sou a mestre da culinária (mas sei enfeitar a travessa)

Apesar de nos últimos dias as personagens mais frequentes na minha televisão sejam políticos (Passos Coelho, Vítor Gaspar, António José Seguro, Relvas, Francisco Assis, António Costa, etc.) e comentadores (Miguel Sousa Tavares, Ricardo Costa, Graça Franco, José Gomes Ferreira, Marcelo Rebelo de Sousa, etc.) - ontem acho que das 21h às 24h vi todos os telejornais, debates e entrevistas possíveis - o meu último vício televisivo são os programas de culinária.

Do Masterchef à Nigella, do Topchef (que não gosto muito - exploram demais a parte "reality show" da coisa e menos a cozinha) ao Jamie Oliver, do Ingrediente Secreto do Sá Pessoa ao do Chef Avillez. Então agora com aquela treta nova da ZON (Timewarp) que nos permite ver o que deu nos últimos 7 dias sem nos preocuparmos em pôr a gravar (oh yeah!), sempre que tenho um tempinho e não está a dar nada de interessante, lá vou ao Warp e pesquiso logo pelos programas de culinária (se tivesse o Food TV e o Kitchen 24h então é que não fazia outra coisa mesmo).

O problema é que vejo muita coisa, mas pôr em prática, que é o que interessa, nada! Adorava ser como a minha mãe ou o meu cunhado, que vêem uns camarões enrolados em massa filo e já está, vão para a cozinha e sai sempre direitinho, igual à TV. Eu não, eu guardo as ideias, digo "um dia hei-de fazer isto" mas quando chego à cozinha (ok, vou-me justificar com falta de tempo e chegar tarde a casa e cuidar das crianças - ups! Não tenho crianças) faço sempre uns assados, estufados, fritos ou cozidos mais ou menos normais (vou-me aventurando num creme de bacalhau, folhados de peixe, ovos recheados, etc.).

Agora que me vão sacar uma quantidade jeitosa de salário todos os meses, tomei uma decisão. Vou-me dedicar a fazer todas aquelas coisinhas deliciosas que normalmente vou comer aos restaurantes e vou começar a fazê-las em casa. À primeira pode não sair bem, à segunda também não mas à 16534ª vez aposto que já não vou matar ninguém de indigestão.

Se souberem de cursos no Porto ou sites jeitosos ou livros indispensáveis, avisem. O melhor livro de culinária, para já, ainda são os emails da minha mãe, mas se tiverem receitas giras, segredos e ideias, partilhem faxabor, que isto nos tempos que correm temos de ser uns para os outros.




quinta-feira, setembro 13, 2012