sexta-feira, abril 27, 2012

You complete me [ao bom estilo Jerry Maguire]

Eu e o meu namorado completamo-nos (oh, que lindo, que romântico, que cutchi-cutchi). Tendo em conta que ele é dos números e eu sou das letras, é frequente pedirmos ajuda um ao outro. Enquanto ele me explica coisinhas sobre a banca, a bolsa, a EURIBOR, o spread e o mundo dos negócios em geral, eu revejo-lhe os emails, cartas ou documentos importantes. Até aí tudo bem.

Acontece que, enquanto ele acarreta de boa vontade todas as sugestões linguísticas que eu lhe dou, já eu tenho a mania que sei coisas da bolsa, banca e gestão ponho-me a mandar bitaites, como se ele (que é formado na área) não soubesse do que está a falar, só parando (eu) quando ele me explica mesmo muito direitinho e detalhadamente cada coisa, até deitar por terra toda a razão que eu acho que tenho (que, normalmente, não tenho).

Quer-me parecer que isto o irrita um bocadinho assim pequenino mas eu quero acreditar que é mais uma coisa que faz parte do meu charme irresistível.

Oh, a sério?

A revista Lux - o expoente máximo do jornalismo em Portugal, para quem não conhece - revelou ontem uma surpreendente notícia sobre o caso Maddie. Segundo eles, Maddie tanto pode estar viva como morta. Tendo em conta que Maddie poderia estar muitas outras coisas (assim de repente lembro-me por exemplo de morta-viva, zombi, vampira, fantasma, morta e viva simultaneamente ao bom estilo do gato de Schrödinger. etc....), é incrível como a imprensa portuguesa consegue ser tão boa que limita as hipóteses apenas a duas. Ou está viva, ou está morta. E isto, parecendo que não, é fantástico.

quinta-feira, abril 26, 2012

Dúvida existencial #62514

Dá-se o caso de [por mera junção de determinados factores cósmicos e nunca por desleixo culinário] ter uma queimadura na parte de cima da mão. Estando a dita queimadura em carne viva, de todas as vezes que as pessoas me cumprimentam com um belo aperto de mão, aquela treta dói-me como tudo para além de eu ficar a magicar com tudo que é germes, bactérias, micróbios e sabe-se lá que outras porcarias mais, a infectarem-me a ferida.

A questão que vos coloco é: como escapar educadamente a um aperto de mão?

Eu consigo pensar em algumas alternativas mas não estou a imaginar o meu chefe, gestor de conta ou outros que tal, de mão estendida na minha direcção e eu dar-lhes um hi5 ou umas palmadinhas no ombro.

Ainda em relação à reunião do post abaixo....


Para que é que homens servem #2

Provar o vinho antes de nós - quais escravos a provarem a comida do seu mestre a ver se não havia venenos inimigos - e, caso este não seja bom, ficarem eles com um sabor terrível na boca, deixando imaculadas as nossas papilas gustativas.

quarta-feira, abril 25, 2012

O poder do silêncio

Eu não sei se nas vossas reuniões é igual mas nas reuniões onde estou presente há sempre um (ou mais) palerma que acha que tem de falar. Não interessa sobre o quê, não interessa se é boa ou má ideia, não interessa se é uma intervenção inteligente ou não. Têm é de dizer alguma coisa, têm é de abrir aquelas boquinhas. Eu não sei se o fazem porque acreditam piamente que o que estão a dizer bate o Einstein aos pontos ou se pensam simplesmente que qualquer bacorada é melhor do que não dizer nada. Só sei que o fazem, deixando o resto da sala dividido entre dizer alguma coisa que o faça calar, ou remeter-se ao silêncio, constrangidos pela figurinha do participante. O pior é quando alguém (outro inteligente) para o calar diz algo como "sim sim Mário José, é uma boa ideia para discutirmos no futuro" e ele sai de lá todo inchado, achando que esteve muito bem e preparando-se para subir a parada da estupidez na próxima reunião. Mal posso esperar!


terça-feira, abril 24, 2012

Para que é que os homens servem #1

Evitar que acumulemos lixo na mala do carro.

quinta-feira, abril 19, 2012

Regresso ao passado

Eu não sei como são as conferências ou congressos de economia, da banca, de gestão ou do mundo de negócios, de medicina (quer dizer... estes até sei), de ciências ou outros do género. Mas acredito que em nenhum deles haja espécimes tão "sui generis" como nos de letras. Ou informática. Ou, pior, como os de letras e informática juntos, mais especificamente, linguística computacional e processamento de linguagem natural, como onde me encontro agora.

Os homens nestes congressos parecem ver com muito maus olhos coisas básicas como usar calças com o comprimento certo (e não um palmo acima), usar pastas em vez de bolsas à tiracolo (Indiana Jones style), camisolas normais e sem ser ao etsilo do Colin Firth no Diário de Bridget Jones e ter conversas normais e não olá como te chamas? O que achas do algoritmo sobre a f0 e ASR (a.k.a. automatic speech recognition) que apresentei há pouco?.

Já as mulheres nestas conferências parecem ver coisas simples como lavar o cabelo, pentear o cabelo, usar blush, roupa do tamanho certo (e não 3 tamanhos acima), roupa sem borbotos e/ou comprada depois de 1985 como coisas do demo.

Eu entrei aqui e tive vontade de fugir, com medo de estar num daqueles filmes em que o protagonista fecha os olhos e acorda 20 anos antes, com aparelho nos dentes e permanente no cabelo. Mas não, corri ao WC para confirmar e não. Eu continuo no presente, quem não saiu do passado foi esta gente. 

quarta-feira, abril 18, 2012

Girls are from Venus and men are from Mars #2

Ao jantar, a comer esparguete.

Eu: Vamos fazer como a Dama e o Vagabundo?

Ele: O que é isso? Um filme porno?

segunda-feira, abril 16, 2012

As vidas que a volta dá (ou post lamechas da semana)

Eu até devia ter vergonha de dizer isto mas eu tinha bilhete para ir ao Coachella 2012, que ocorreu no fim de semana que passou. No entanto, não fui. Comprei-o num acto de loucura colectivo (5 ou 6 amigos) no primeiro dia (primeiros minutos?) em que foram postos à venda (algures no início de Junho de 2011). Sim, leram bem, nós compramos a #%#$%# dos bilhetes com quase um ano (UM ANO!!!) de antecedência. Acontece que as nossas vidas deram tantas voltas, mudaram tanto (a minha, pelo menos) que já não faria sentido ir no contexto em que foi planeado (3 semanas, roadtrip ou train trip pela costa oeste). Nem para mim, nem para os outros futuros companheiros de viagem. As pessoas chamam-me louca, dizem-me que devo ser muito rica para deitar tanto dinheiro fora, que devia ter ido no matter what e outras coisas que tal. A verdade é que não trocava os 200 e tal euros nem uma viagem pela costa californiana pelos últimos 6 ou 7 meses. Mesmo sem ver as minhas bandas preferidas, mesmo sem viagens transatlânticas, mesmo sem sol e praia, mesmo sem roadtrips (ok, houve uma ao Gerês, que será tema para outro post). É que o que eu ganhei nestes meses não só compensa essa perda como, por comparação, torna esses planos pequeninos pequeninos.

 Por isso não, I'd rather NOT be at Coachella.