domingo, agosto 20, 2006

Smsólicos anónimos

Vamos todos dar as boas-vindas à Rita que está aqui pela primeira vez connosco. Rita, queres partilhar a tua história?

Olá, eu sou a Rita e sou viciada em mandar mensagens do telemóvel. Tudo começou quando recebi o meu primeiro telemóvel. Era da rede Tmn e nesse verão houve uma promoção em que as mensagens eram grátis durante um mês. Foi o início do meu vício. Comecei por mandar uma e outra, quando realmente queria dizer alguma coisa mas fui-me habituando. Mesmo depois da promoção já não passava sem umas quantas mensagens por dia, e o vício foi ficando cada vez mais sério. Dei por mim a precisar de receber as famosas mensagens antes de dormir ("boa noite, princesa, dorme bem, adoro-te") e ao acordar ("bom dia meu amor, só para te desejar um bom dia!"). Primeiro ano da faculdade foi o descalabro... conhecer gente nova, manter contacto com os amigos do liceu, para tudo servia uma mensagem. E lá andava eu, sempre de telé na mão, o polegar cada vez mais rápido, o vício cada vez maior e a conta bancária cada vez mais pequena.

Mas quando perdi o controlo foi no verão passado. Troquei o meu tmnzinho por um cartão vodafone e foi a minha perdição. Não é que eles deram mensagens de graça durante um verão inteiro?!? Aquilo era mandar mensagens a torto e a direito. Tinha conversas de horas e horas por mensagem, chegava a mandar mais de 200 mensagens por dia, recebia uma mensagem à uma da tarde e era capaz de continuar a conversa por mensagem até as 5 da manhã. Não contente com o meu próprio vício ainda desencaminhei amigos completamente saudáveis, que num instante ficaram quase tão viciados quanto eu... As mensagens de graça continuam e como tal, também continua o meu vício. Os amores vão e vêm, os colegas de trabalho vão e vêm, os amigos de verão vão e vêm, mas o meu vício continua tão forte ou mais forte que no início. Ouço constantemente bocas do tipo "Rita, larga o telemóvel", "esta rapariga tá sempre com o telemóvel na mão", "tu não te enches de mandar mensagens?"... frases que me fizeram aperceber do meu grave problema e procurar ajuda. Não sei mais o que fazer..será que tenho cura? Ajudem-me!

Vamos todos bater uma salva de palmas para a Rita que teve a coragem de vir aqui partilhar a sua história connosco. Todos juntos vamos vencer esta luta! Alguém mais quer partilhar a sua doença com o grupo?

quinta-feira, agosto 17, 2006

It's the final countdown!

É verdade, estou em contagem decrescente para começar no meu novo empreguinho. Ou melhor, mesmo emprego mas noutra posição, uma melhor, claro! Por mais que goste de estar de férias e da boa vida que tenho levado, dos cafés com os amigos, das tardes na praia ou na piscina, confesso que já sinto aquele friozinho na barriga, aquele nervoso miudinho e aquela ansiedade saudável, tal e qual como quando era miúda e chegava ao fim de Agosto cheia de vontade de ir comprar a mochila, os cadernos, os lápis e as canetas para a escola.

Provavelmente vou-me arrepender do que estou a dizer, acho que segunda à noite já vou estar a queixar-me "eu quero é férias", principalmente porque já recebi um mail do meu chefe a dizer "espero que tenha aproveitado as férias, porque já tenho muito trabalho para lhe dar". Mas agora só consigo é sentir ansiedade. É que vou trabalhar para uma das melhores editoras do país... e estou mortinha para conhecer as instalações por dentro, os colegas, as relações, o trabalho em si. Sim, porque ainda não faço a mínima ideia do que vou fazer, mas isso é secundário. Já me estou a imaginar numa sala enorme, tipo Jerry Maguire, cada funcionário com a sua mesinha separada por biombos brancos, cada um com o seu computadorzinho... a foto da esposa e dos filhinhos em cima da mesa ou um peixinho num aquário... ai ai nunca mais é segunda.

Quanto a vocês, wish me luck, que acho que vou precisar e segunda já vos conto como correu!

Etiquetem-se!

A senhora/menina Rivera desafiou-me a etiquetar-me, ora bem, pelo que eu entendi é descrever-me com 6 informações ao calhas, dar-me uma etiqueta para cada uma e depois desafiar outros 6 pobres coitados que vão ter que expor os seus segredos mais íntimos (esperemos) aqui ao pessoáli. Ora aqui vai:

- Perdoo tudo e mais alguma coisa. Fico furibunda com certas coisas mas basta as pessoas virem com cara de carneirinho mal morto que a Kiss me fica logo suavezinha, pronto...já passou, amigos outra vez.

Etiqueta: Tão boazinha que até doi

- Adoro ver séries de TV. Vejo todas (quando posso), cómicas, românticas, de terror, de advocacia, policiais, de amor, com piada ou sem piada nenhuma... adoro mesmo. Atenção, séries estrangeiras, não comecem já a pensar que a Ritinha vê Floribelas ou Aqui não há quem viva. Blargh!!!

Etiqueta: "Serial killer" (percebem a piada? série - serial, vejo tudo - killer... pronto eu sei que não tem piada)

- Sou do pior quanto a bebidas, não gosto de nada. Comer, ultimamente até como de tudo (ou quase) mas beber continuo do mais esquisita possível. Gozem à vontade mas gostar, só gosto mesmo de água, sumos NATURAIS, leite (com café, tofina, chocolate) e iogurtes líquidos. Não gosto de NENHUM refrigerante e bebidas alcoólicas só mesmo whisky cola.

Etiqueta: Enjoadinha

- Sou super desastrada e esquecida. Esqueço-me de pagar as contas da TV cabo, perco tudo, nunca sei onde guardo os papéis importantes, sou desorganizadíssima. No entanto, tudo acaba por se resolver. As contas mesmo que pague atrasadas nunca me cortaram nada, as coisas que perco acabo por encontrá-las, os papéis importantes aparecem sempre quando preciso deles e embora as minhas coisas estejam numa confusão total, na minha cabeça está tudo organizadinho.

Etiqueta: Destrambelhada qb.

- Gosto muito de sair à noite. Não sou de grande bebedeiras (nem grandes nem pequenas, 99,9% das vezes), normalmente nem bebo nada, o que gosto mesmo é de me produzir para sair, de "cheirar" os ambientes, dançar até não poder mais, descobrir os mocitos jeitosos, conversar com as amigas ou amigos enquanto se dança ou se vai ao bar, resumindo, o convívio e a dança.

Etiqueta: nondrinker party-goer

- Não gosto muito de ir à praia em Agosto, então fins-de-semana não há quem aguente. Pelo menos na minha praia (Esposende). A terrinha enche-se de emigrantes (nada contra) e as praias são inundadas por famílias com 20 elementos, desde os 2 meses aos 102 anos, todos a berrarem, cada um para o seu lado. "Oh máiiiiinhe, o Quim Manel bateu-me", "Cala-te Raquel Carolina, se não queres que eu te parta a cara!", "Oh Vó, passa-me três pães com rojões!", "Quêeee?? Podes falar mais alto??", "Oh paaíiiiii, posso levar a prancha pró mar?", "Pergunta à mãe e deixa-me ler a Bola", "Oh máaaiiinhe! Posso ir com a prancha pró mar?", "Não, senta-te e cala-te!", "Buuuuaaáááá!! Paqéqetrouxemusapranchasenumépraleválapómari? Buááááá!!!"


Etiqueta: pseudo-jet-que-se-dá-ao-luxo-de-poder-ir-prá-piscina

E agora os felizes contemplados com um fantástico automóvel, quer dizer, com um fantástico desafio:

- Pipoca

- Leididi

- Maria João

- Buttafly Su

- Boneca de Trapos

- Sergonov

terça-feira, agosto 15, 2006

Há coisas impossíveis mesmo...

Um homem caminhava pela praia de Cascais e tropeçou numa velha lâmpada. Ao pegar nela, esfregou-a e... um génio saltou lá de dentro e disse: "O.K.! Libertaste-me da lâmpada, blá, blá, blá! Esquece aquela história dos três desejos! Tens direito a um desejo apenas e ponto final."

O homem sentou-se e pensou por um instante. Depois disse: "Eu sempre quis ir aos Açores, mas tenho um medo enorme de voar. E no mar costumo ficar enjoado. Poderias construir uma ponte até aos Açores, para que eu pudesse ir de carro?"

O génio riu muito e disse: "Isto é impossível. Pensa na logística do assunto. Como é que as colunas de sustentação poderiam chegar ao fundo do Oceano Atlântico? Pensa em quanto betão armado. Em quanto aço. Em quanta mão-de-obra...Não, de maneira nenhuma! A ponte não pode ser! Pensa noutro desejo..."

O homem compreendeu e tentou pensar num desejo realmente bom. Finalmente disse:
"Sabes... Eu fui casado quatro vezes e quatro vezes me divorciei. As minhas esposas sempre disseram que eu não me importava com elas e que sou um insensível. Então o meu desejo é que eu possa entender as mulheres; saber como elas se sentem por dentro e o que elas estão a pensar quando não falam connosco... Saber porque é que estão a chorar... Saber o que elas realmente querem quando não dizem nada... Saber como fazê-las, realmente, felizes!"

Ao que o génio respondeu: "Queres a merda da ponte com duas ou quatro faixas?"

domingo, agosto 13, 2006

Ei nós chegamos à party
tá na hora de pôr as pedras de gelo no Bacardi (ou no whisky)
Quando o feeling é de festa, ninguém nos pára
e a noite só acaba quando for de madrugada!

Este fim-de-semana partiu tudo, foi do melhor!!! Sexta-feira no Forte, noite TOP top top!!! Ao Tiaguinho, Bruno, M.João e Fernando, companheiros de sempre no que toca a festas, diversão, risota e muita muita dança, só posso dizer que vocês estão aqui, bem lá no alto! Agora vou descansar mais um bocadinho que terça é feriado e amanhã à noite já há festa outra vez ;)

sexta-feira, agosto 11, 2006

As crianças é que sabem

Ontem à noite, toda arranjadinha para sair, estaciono o carro e dirijo-me para o barzinho de sempre para beber um coffee e estar com os amigos antes de ir para a borga. No caminho para o café a fila de carros estacionados era, como sempre, enorme. Numa casa ao lado estavam algumas criancinhas a brincar e a fazer a chinfrineira habitual desses seres. Até que uma delas, diz para um miúdo aí dos seus 5, 6 anos:

Olha tantos carros!

Diz o puto, quando eu passei:

Eu só tou a ver um avião!

Começam cedo!!

quarta-feira, agosto 09, 2006

Relato fotográfico (ou imagens não censuradas)


A minha mão e da Raquel (La Pamplonica) à chegada

Eu e a Raquel a curtir Daft Punk


Los Bigaristas já todos malucos :P

Falta o Bigarista-mor

(Sergonov, tás a ver a garrafinha de "água"?)

Não abram os vidros por favor!!!

Pipóooolll* Tou de volta!!!

E cá está a Kiss me de volta de mais um fim de semana cheio de aventuras. Cheio de azares, mais propriamente. Lembram-se de um filme que passou aqui há uns tempos chamado "uma série de desgraças"? Bem, estes dias no Alentejo foram mais ou menos isso.

- Primeiro perdemo-nos e não conseguimos ficar no aldeamento que queríamos. Ficamos numa vivenda mesmo no centro de Vila Nova de Mil Fontes. A casa até era porreirinha, por isso, primeiro azar superado.

- Quando chegamos a essa casa, todos contentes por a casa até ser gira, dirigimo-nos para o jardim, já a imaginar as jantaradas que íamos fazer lá. Pimba, fechou-se a porta, connosco lá dentro. Teve um amigo meu que saltar o telhado e pedir às pessoas que passavam na rua para nos virem abrir a porta. Apareceu um espanhol gordo e horrível, mas que acabou por ser a nossa salvação. Azar número dois superado.

- Estavamos nós a tomar banho e a fazer grande tortilha para comer antes de ir para o festival, acaba-se o gás. Banho de água fria aqui para a Kiss me e uma tortilha um bocado esquisita... os meninos foram à bomba de gasolina mas já estava fechada. Por sorte encontraram no caminho um camião do gás e lá trocaram a botija. Azar número três superado.

- Bem "jantados" e bem vestidos lá foram os Cinco pró festival. Aquele friozinho na barriga de chegar rápido, ver concertos, curtir à grande. Como estava calor, nada mais natural que abrir o vidro. E fechá-lo? A merda do vidro não fechava de maneira nenhuma. Era ver os nossos meninos, qual Giannechini, a desmontar a porta, puxar vidro, montar porta. Resultado? Zero, vidro que é bom, nada! "Deixa lá", diz o dono do carro, "vamos e caga pó vidro". Alguém teve a ideia brilhante de mandar um soco à porta e o vidro zzzzz todo para cima. Azar número quatro superado.

- Noite de quinta, grandes concertos, encontros imediatos com pessoas que se quer mas ao mesmo tempo não se quer encontrar, danças e conversas. Um bom soninho com a minha coleguinha de cama. Um bom pequeno almoço. Um sol radiante. "Aahhh, agora é que as férias vão começar!", pensamos todos. Bora lá para a piscina ou praia! Eiii, quem é que trouxe as chaves? Eu não, eu também não, etc etc etc e já estão a ver o filme. Chaves por dentro da porta e os Cinco cá fora. Saída fantástica do Hélder: "Eu pensava que estes filmes já tinham acabado!". Mas o dono lá tinha uma chave suplente, que nos salvou o dia, e assim, azar número cinco superado.

- Restantes dias foi sol, praia, muitos banhos de mar, muitos camarões e ameijoas, muito descanso, muitas caipirinhas e whisky cola, muito bons jantares da nossa amiga Raquel, muitas piadas, muitos beijos, muitos saltos, muita dança, muita música, muito pó, muitas discussões políticas (não fosse um do nosso grupo um proeminente político do nosso país), muitos abraços, risos, maluquices, fotos censuradas, enfim...tudo aquilo que quem vai a festivais sabe!

- Domingo, o azar que não teve remédio. Faleceu a avó de um dos nossos amigos do grupo, que por acaso é meu primo... Apesar dele estar bem e de ser algo que já se estava à espera, grupo que é grupo não se divide em ocasião alguma e viemos todos para o norte... férias que acabaram mal, mas que foram fantásticas enquanto duraram!!!

Ia postar umas fotos mas não estou a conseguir, quando puder mostro-vos ;)

*People

quinta-feira, agosto 03, 2006

Sudoeste aqui vou eu!!!

Bebés, não contem comigo até terça... vou para o Alentejo! Festival, piscina, praia... claro que este ano não vou ficar numa casa em obras, nem dormir com mais 10 pessoas, vou simplesmente para um aldeamento giríssimo... bem, xauzinho que se faz tarde e tenho uma noite de concertos à espera.

Mi aguardem!

quarta-feira, agosto 02, 2006

Coração

Diz a Tina*: Who needs a heart when a heart can be broken?

Diz a Rita: EU!!!

Pois que partido ou não, um coração é uma coisa que dá jeito comó raio! Ele bate, ele bombeia sangue a todos os outros órgãos do corpo, ele aperta-se quando há problemas sentimentais e bate mais quando há a parte sentimental, mas sem os malditos problemas. É um amigalhaço, é o que é. E, de qualquer das maneiras eu sempre fui uma gaja com paciência para puzzles, eu e o meu ex até ficávamos tardes inteiras a fazer puzzles (esta é a parte em que vocês pensam já lhe ouvi chamar muita coisa mas “fazer puzzles”? e eu respondo, sim sim, puzzles mesmo com aquelas pecinhas malucas que se encaixam e formam um desenho piroso). Mas como eu estava a dizer antes de me pôr com pensamentos patetas, quem consegue fazer um puzzle de 5000 peças também consegue voltar a juntar os caquinhos de um coração dilacerado e voltar a ter um coração vermelho à Benfica (como não podia deixar de ser), cheio de potência para novas paixões e, provavelmente, para novas desilusões. E o meu, partido partido, só esteve uma vez e consegui colá-lo (e bem!), de resto só umas rachadelazitas de nada que foram resolvidas de imediato com super cola3 (uma fórmula própria que eu arranjei, mais conhecida por Rita-tu-nem-penses-que-vais-ficar-a-chorar-por-causa-desse-idiota). Por isso, seja para partir, para colar, para deitar ao chão e pisar ou para pegar nele e cuidar, o coração é meu e eu quero UM!
.
*Turner