*este é o pensamento imediato da maioria dos rapazes (pelo menos aqueles com quem tenho falado), quando se trata de escolher o sexo dos futuros filhos. Quando ouvi isto a primeira vez ainda pensei "ei, que machista!", mas a verdade é que ser pai/mãe de uma rapariga, hoje em dia, é muito mais preocupante. Hoje entra-se numa disco e dá-se logo de caras com não sei quantas "pitas" de 13, 14, 15 anos, mais produzidas que eu, com brutas minissaias e decotes, grandes tacões, todas maquilhadas, a cairem de bêbedas e com um cigarro na mão. Ora eu, que brinquei com as minhas Barbies até aos 12 anos e que até entrar para a faculdade só saía no Verão ou em festas especiais, não consigo deixar de ficar preocupada com estas crianças, porque sim, miúdas desta idade são ainda crianças. Um amigo meu ainda este fim-de-semana, apercebendo-se do que se passava à nossa volta me disse: "estas miúdas... se andam nesta vida aos 15 anos... aos 20 andam na droga!" Eu não sou assim tão radical... mas é triste. Os rapazes também saem, também bebem, também fazem as suas asneiras, mas tenho reparado que os miúdos hoje em dia se comportam bem melhor que as "meninas". Estas querem parecer mais velhas, querem afirmar-se de uma maneira que só lhes fica mal, querem ser outra pessoa que na realidade não são (pelo menos aos 13 ou 14 anos), e acabam a noite nos braços de um miúdo qualquer de 18 anos que no dia seguinte nem se lembra da cara delas. Por estas razões também eu, se calhar, queria pilinha.
No entanto, não posso deixar de dizer que a culpa não é só dos filhos. Os grande culpados são os paizinhos, que para não aturarem as crianças à noite ou porque simplesmente não estão para se chatear, os deixam sair e fazer tudo o que lhes apetece. É ir para festivais, é passar férias sozinhos, é sairem de casa sem avisar e só aparecerem em casa na madrugada do dia seguinte, é estarem simplesmente livres para fazerem o que entenderem. Eu não tive essa sorte (ou azar), eu tinha horários, proibições. Talvez na altura não achasse piada quando via alguns dos meus melhores amigos a irem de carro para o Porto com amigos mais velhos e eu ter que ficar em casa a ver a novela. Mas hoje quando penso nisso, só tenho é que agradecer aos meus pais, porque educar um filho não é deixar andar, não é permitir tudo e não se chatear com nada. Também é saber dizer não quando for preciso, quer se trate de pilinha quer não.