quinta-feira, junho 22, 2006

A Praia

Hoje voltei à praia onde tudo começou. Quase um ano depois lá fui eu, com a mesma amiga, com mais vento e com menos expectativas. Não é que seja uma praia assim paradisíaca, o estacionamento é terrível, a paisagem (fábricas e mais fábricas) do pior, o mar estava horrível, o vento muito forte e mesmo assim gosto desta praia. Mal cheguei veio tudo à memória. Os calções azuis e cinzentos, os primeiros olhares, os comentários com as amigas, a oferta de boleia, o caminho até ao meu carro, as primeiras conversas ("andas na Faculdade de Letras, não andas?"), a troca de sorrisos através do espelho retrovisor, as primeiras mensagens.

Hoje, mal cheguei e olhei para a frente, vi um vulto familiar. "Aquele não é o X?", pergunto eu à minha amiga. "Não sei. Tu é que o conheces", disse ela. E é verdade, eu conheço-o muito bem. E mesmo sem óculos, mesmo a 50 metros de distância, reconheci o jeito de mexer no cabelo, o jeito de andar, o corpo, os peitorais, tudo. Como já não o consegui apanhar resolvi brincar e mandei uma sms: "esse verde fica-te a matar". "Onde tas?", pergunta ele, admirado, sem saber que eu estava sequer naquela praia. "Na esplanada, sobe". E foi assim. Passado um bocado lá estava eu, com ele ao lado, quase um ano depois. E quase um ano depois, aqui nesta praia, estava tão bem ao lado dele que, apesar de tudo, não posso amaldiçoar o dia em que o destino (como ele disse) resolveu juntar dois estranhos que se cruzavam e se olhavam por entre os corredores da Faculdade de Letras...

quarta-feira, junho 21, 2006

Entrevista de emprego

O mau de se ser entrevistada por uma mulher é que elas olham-nos de alto abaixo.

O bom de se ser entrevistada por um homem é que eles olham-nos de alto abaixo.

terça-feira, junho 20, 2006

Esta noite dormi tãaaao mal e ao mesmo tempo tãaaao bem...

Não é para perceberem :P

segunda-feira, junho 19, 2006

Exames nacionais


Não, não vou estar para aqui a falar se os exames deveriam existir ou não, sobre as polémicas dos exames nos colégios, sobre se a percentagem que eles valem na nota final é justa ou não. A minha visão dos exames nacionais ficou muito alterada desde o ano que passou.

No ano passado tive que vigiar 4 exames e diga-se de passagem que vigiar exames é a maior seca que existe no mundo!!! Estar 3 horas fechada sem poder falar, escrever, ouvir música, ler, olhar para o lado, sentar, enfim, acho que lá nas regras até diz que não se pode pensar (brincadeirinha!), é muito, mas muito seca. Primeiro já achei as regrinhas estúpidas demais para o meu gosto... não se poder sentar?!?! Enfim, e depois olhar para 20 marmanjos a fazer exame de matemática, psicologia e filosofia, sem podermos piscar os olhos sequer, é desesperante. O meu primeiro exame foi matemática. Estava lá as 8.30h em ponto, o exame começou às 9.00h e às 9.30h já estava eu a desesperar! Lembro-me que contei quantos rapazes e quantas raparigas estavam na sala (só duas miúdas), contei quantos rapazes traziam t-shirts da Pull & Bear, quantos tinham as orelhas furadas, quantos eram esquerdinos, quantos escreviam com caneta azul ou preta... Imaginem o desespero! Saí de lá mais cansada do que os próprios miúdos, a maior parte dos quais (eu estava na sala dos Diogos - é sinaaa!!!) tentou fazer um exercício, viu que não conseguia e ficou a dormir o resto do tempo todo.

Os outros exames correram melhor. Pelo menos as profs mais velhotas que estavam comigo não eram assim tão rígidas e fomos falando um bocadinho (shhhh, não contem a ninguém). E depois era ver de cada vez que eu entrava na sala, com a minha carinha de 20 aninhos e roupinhas leves de Verão, os meninos a darem cotoveladas e a comentarem uns com os outros "esta é prof?" e a rirem-se baixinho.

Seca mesmo foi nenhum ter tentado copiar. Aquilo teria sido muito mais divertido se um fosse apanhado com copianços ou a perguntar alguma coisa ao colega do lado. Entre apanhar o puto, conversar com ele, chamar algum responsável da comissão de exames, passavam-se ali uns bons 15 minutos. E acreditem amigos, o tempo durante uma vigilância passa muuuuito devagar. Só equiparável à lentidão do tempo enquanto estamos a correr na passadeira no ginásio...

Claro que por outro lado há que reconhecer que é um mesito em que recebemos os nossos 700 euros e só temos que ir à escola 6 ou 7 vezes... e que o resto do tempo foi ocupado a trocar mensagens com um desconhecido giríssimo do hi5 (ahahahahaha isto é verídico), a ir a praia com as minhas babes, a conhecer tenistas e amigos e a desenvolver uma amizade colorida que na altura ainda me deixava maluca (agora também mas por outros motivos), a ir almoçar com os meus coleguinhas divertidos e tarados como só eles e a tomar café e a dançar com as amigas de sempre.

Afinal...vendo bem...não era assim tão mau! Se o resto dos dias fosse passado como eram no ano passado...ninguém tem aí uns examezinhos para eu corrigir? ;)

Das duas uma...

...ou eu tenho cara de psicóloga ou de doida!

É que só me saem gajos marados da cabeça! Ou é traumatizados com acontecimentos familiares, ou com ex's malucas, ou com ex's vacas, ou com o corpo ou com o raio que o parta. E das duas uma: ou olham para mim e vêem alguém a quem contar os problemas, alguém com cara de quem está para os ouvir e ajudar ou então vêem em mim uma deles, uma doida que ficou traumatizada por também ter tido um ex traumatizado e deprimido e que os compreende na perfeição...

Acontece que eu não sou uma coisa nem outra. Acho que sou uma miudita muito saudável mentalmente, graças a Deus, com as maluquices "normais" de cada um, mas sem depressões, traumas ou coisa que o valha. E muito menos sou do tipo de pessoas que gosta de levar com gente maluca, com os ditos traumas e depressões. Por isso, meus amiguinhos, há aí tanto psicólogo desempregado, tantas casas de saúde mental, tantos comprimidos para tomarem ou tantas pontes para se atirarem... agora deixem é a Ritinha em paz, que se há coisa para a qual eu não tenho a mínima pachorra é para aturar tolos!

segunda-feira, junho 12, 2006

Os homens são machistas mas as mulheres são interesseiras

Pois é... Quem pensava que eu só vinha para aqui falar mal dos espécimes masculinos, chegou a altura de descascar nas minhas companheiras de sexo, ou melhor, companheiras de género (antes que comecem a achar que eu virei pró outro lado).

É que nos últimos tempos tenho vindo a notar que as gajas estão cada vez mais interesseiras. Já vos contei a cena da minha amiga que trocou um dia da semana com o namorado por um casaquinho de brilhantes, mas esse não é o único caso. Tenho outras "amigas" (conhecidas, colegas, porque amigas só gente de carácter) que só se interessam pelos tostões que o moço tem no banco, que carro conduz e que herança é que os pais lhe vão deixar, que é para começar já a elaborar um plano maquiavélico para matar os futuros sogros. Ultimamente sempre que alguma conhecida diz que conheceu um rapaz e eu pergunto "e então?", na minha inocência, a querer saber se é giro, quais os hobbys, se é divertido ou mais reservado, enfim, traços da personalidade, so tenho como resposta referências ao carro, conta bancária, emprego dos cotas, zona onde mora... coisas que, pelo menos a mim, não são as essenciais...

Ainda há uns tempos uma amiga (e sim, esta era mesmo amiga) me disse que "andava" com um rapaz e eu lá fiz a pergunta do costume:

Rita - E então, como é que ele é?
Amiga - Olha, acabou agora o curso de economia, o avô deu-lhe agora um BM, os pais moram na Foz mas deram-lhe agora um apartamento (já não sei onde), já arranjou emprego numa empresa dos amigos dos pais e tá a ganhar ****euros por mês.
Rita - Sim, mas que tal é ele, é fixe?
Amiga - Hmmm, é...... mas às veezs não me apetece estar com ele!
Rita - Ah, ok... (com aquela cara de quem "eu não devo ter ouvido bem")

E a carinha laroca? E a personalidade? E a atracção, o interesse, os olhares? Será que agora o olhar só vai na direcção do cartão de crédito que ele tira do bolso para pagar a noite na discoteca?? Ou para a marquinha minúscula que tem do lado esquerdo da camisa? Ou para a marca dos ténis??... Eu continuo a olhar para os olhos, para o cabelo, para o sorriso, para a maneira de falar e de olhar para mim, para a educação, para a cultura, para os gostos, para a maneira de ser. Mas isso sou eu... felizmente!

Mas o que contei foi só um exemplo de muitos que podia dar. Respostas destas são constantes. Em conversas com conhecidas, em conversas que ouço de desconhecidas, em conversas com amigas, em conversas com amigas das amigas. As raparigas cada vez mais querem ter a vida de mulher de jogador de futebol, com a conta recheada e as tardes no shopping. Não condeno quem sonha com uma conta recheada e queira viver bem. Todas (e todos) queremos! Mas que o consigamos à nossa custa!!!

domingo, junho 11, 2006

Carpe diem

Esta sexta, numa das melhores noites que eu tive nos últimos tempos, ao som de Tom Novy, alguém que eu mal conhecia disse-me:

Pareces triste. Quero ver um sorriso! Rita, a vida é para aproveitar!

E essas palavras continuam a soar, a soar na minha cabeça...

quinta-feira, junho 08, 2006

Machismo do ano 2006


Nota inicial: aquelas pessoas que já me disseram que este blog é feminista estão já avisadas que vou falar mal de alguns homens!

Bem, este post é sobre machismo. E como ele existe mesmo nas mais pequenas coisas e naqueles de quem estamos menos à espera. Ora bem, um dia destes estava eu e um amigo a almoçar, ambiente hiper-romântico (visualizem: McDonalds de Braga, mil miúdos pré-adolescentes a entrar e a sair, na mesa ao nosso lado uma miúda que dava risinhos histéricos de 5 em 5 segundos), como eu estava a dizer, estava eu a almoçar quando me começo a aperceber que o meu, digamos, companheiro, era um machista do pior. Claro que o facto de usar muitas vezes expressões como "ah, mas ele é gajo" ou "com gajos é diferente" e de ter passado o caminho todo do Porto a Braga a dizer "dá o pisca", "cuidado com o que vem da esquerda", "olha que eles é que têm prioridade" (coisas que me irritaram profundamente, como podem imaginar) já davam uma ideia do que podia estar à espera, mas foi só nesta conversa que me apercebi.

Calhou de falarmos sobre blogs, especificamente de um post que uma amiga dele tinha escrito na altura sobre sexo oral. O rapaz estava escandalizado, que uma menina não pode falar assim, que se devia dar ao respeito, que não se devia expor dessa maneira, que se fosse gajo tudo bem porque os gajos são uns ordinários mas como é rapariga não lhe fica nada bem e outras tretas do género... eu ainda soltei um "mas tu és um machista da pior espécie!!!", ao que ele respondeu "não, muito pelo contrário, eu acho é que as raparigas se devem salvaguardar e proteger e não dizer essas coisas porque se deviam dar mais ao respeito". POR FAVOR!! Mas o que é isto? Agora uma pessoa não pode falar de sexo, seja oral, seja de outro tipo qualquer, que automaticamente perde o respeito? Em que século estamos?? Quer dizer que uma mulher pode fazer tudo na intimidade do quarto mas quando chega a altura de falar nisso passa a ser ordinária?? É este o mundo em que vivemos, em que ainda há muitos rapazes que olham de lado para as meninas que falam abertamente sobre todos os assuntos, e que pensam que as suas namoradinhas nunca, mas nunca teriam certas conversas com as amigas.

Pois é, rapazes, mas eu tenho novidades para vocês. Caso não saibam, as mulheres (mesmo as mais sonsinhas) também falam sobre sexo, também comentam, também riem, também comparam, também fantasiam, também tudo!! E não é por isso que têm menos respeito ou que vão deixar de ser umas boas mães para os vossos filhos!

terça-feira, junho 06, 2006

EU FOI!!! (achei que "EU FUI" já era muito batido)

Pois é! Este fim-de-semaninha lá fui para a capital aproveitar para estar com amigos que adoro e divertir-me à grande. Foi um fim-de-semana recheado de "primeiras vezes": primeira vez que comi num restaurante vegetariano, primeira vez que fui ao Bairro Alto, primeira vez que andei de metro, e outras primeiras vezes que não vale a pena especificar (afastem os pensamentos perversos!!!). E não, não sou nenhum ET, apenas nunca tinha tido oportunidade de fazer as coisas referidas... :P

A noite de sábado foi muito gira! Jantar vegetariano no Psi, que as minhas meninas me levaram a conhecer (e ainda bem), conhecer o Hard Rock e dançar e rir a ver as danças estranhas que por lá andavam, passear no Bairro Alto, e dormir, que o dia seguinte ia ser cansativo. Claro que não dormi praticamente nada porque "alguém" se lembrou de me mandar mensagens até as 4h da manhã e a partir das 6h, mas como diz aquela famosa senhora que anda aí a morder o lábio inferior do sr. Falabela, isso agora não interessa nada.

No domingo, e depois de um banho refrescante, lá saímos para almoçar. O sítio escolhido, do qual já não me lembro o nome (meninas, ajudem-me) também era muito giro e depois de umas voltas pelo shopping, tivemos a brilhante ideia de ir para casa descansar antes dos concertos. Estava eu deitadinha na minha cama quando voltam as mensagens e telefonemas, e eu, querida como sou, lá fui ter com o autor das mesmas, que isto de deixar um rapaz jeitoso como só ele, sozinho por Lisboa e pelo Rock in rio não está com nada. Uma viagem de taxi e 3 estações de metro depois, eis que chego à cidade do rock, ainda a tempo de ver Marcelo D2 e depois Corinne Bailey Rae, que adorei, o Pedro Granger aos berros e casais de não-namorados a fingir que eram namorados para ganhar uma viagem a Cabo Verde... Os meus amigos entretanto chegaram e aí foi dançar com a Anastasia, vibrar com o Sting e relembrar os anitos passados com os GNR.

Ontem era hora de voltar... Um bom pequeno almoço e 300 km pela frente. A viagem correu bem e no final já se pensa qual é o próximo programa e a próxima paragem. Nós somos assim, não é Esteleve e Maria João?!?

Não estou a conseguir pôr fotos, ficam para um próximo post...

sexta-feira, junho 02, 2006

O Boss ac diz que só precisa de 5 minutos mas eu preciso de muitos mais!!!

Daqui a cinco minutos onde é que tu vais estar?
Cinco minutos chegam para o mundo acabar
Cinco minutos parado no vermelho, não há paciência
Cinco minutos vai-se dos insultos á violência
Cinco minutos mal parado e és logo multado
Faz diferença ficar cinco minutos deitado
Cinco minutos a discutir e já disseste tudo
E reprovas no exame por teres cinco minutos de estudo
Cinco minutos chegam para perderes o avião
Cinco minutos de atraso causam má impressão
Em cinco minutos quantas bombas podem explodir?
Quantas crianças com frio por não terem o que vestir
Em cinco minutos vais de garanhão a desilusão
Cinco minutos chegam para saberes se gostas ou não

Cinco minutos num foguete e atravessas continentes
Cinco minutos a correr e ficas com as pernas dormentes
Cinco minutos aflito e podes fazê-lo nas cuecas
Cinco minutos de peões deixam-te os pneus carecas
Trezentos segundos a ferver e entorna-se o caldo
Cinco minutos para outra rede e acaba-se o saldo
Em cinco minutos quantos bebés nascem no mundo?
Cinco minutos a entrar água e o barco vai ao fundo
Cinco minutos chegam para mudares de opinião
Cinco minutos sem ela já aperta o coração
Cinco minutos no dentista quanto é que ele te cobra?
Cinco minutos ouves esta música e ainda sobra,
Cinco minutos ás vezes custam tanto a passar
Cinco minutos chegam para muita coisa mudar

Sim, meu querido Boss (eu gosto dele, do Boss, pronto, não digam a ninguém), 5 minutos dá para muita coisa... mas 5 minutos com uma pessoa especial é pouco, MUITO POUCO!