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quinta-feira, novembro 29, 2012

Palavras que nunca te ouvirei (outra vez)

Aqui há uns meses, o meu namorado disse-me uma coisa que eu nunca esperei ouvir da boca dele. Acho que foi tão inesperado e chocante para mim, que o meu cérebro automaticamente esqueceu, guardou aqui num recanto qualquer. Não sei porquê, estes dias voltei a lembrar-me desse episódio e voltei a sentir a mesma surpresa. Algures entre Manta Rota e Cacela Velha, num belo passeio a pé, o que é que ele me diz? Estas palavras, tal qual as escrevo:

***** [nome fofinho que ele me dá], se quiseres podemos ter um gatinho lá em casa. Não podia era ter unhas afiadas.

Ora, isto, vindo da boca dele, é a maior declaração de amor que me podia fazer. Primeiro porque os gatos estragam sofás, cortinas, colchas, cadeiras, etc. e a nossa casinha é bonita demais para começar a ter fios de coisas rasgadas por todo o lado. Depois, e isso sim é a parte da declaração, o rapaz é alérgico aos ditos cujos. Mal entra na casa dos meus pais (onde tenho 3 gatinhas lindas), mesmo que as gatas estejam presas, passados 5 minutos todo ele é olhos vermelhos e raiados, cócegas no nariz e espirros em série. Como raio queria ele ter um gato em casa, só para me agradar? Acho que, agora que me lembrei deste episódio, sempre que ele fizer algo que me desagrade vou ter de recorrer a isto. Ele esqueceu-se de comprar o que lhe pedi? Oh, ele queria ter um gato. Ele não me ajudou a arrumar a cozinha? Oh, deixa lá, ele queria dar-me um gato. Ele disse que a minha comida podia ter menos sal? Oh, 'tadinho, ele queria ter um gato só para me agradar. Acho que acabamos de encontrar aqui a solução para uma relação perfeita. Agora é só eu descobrir uma coisa que ele queira muito e eu prometer fazer, sem ter qualquer intenção de cumprir e já está. Pena uma Ducatti Multistrada ser um bocadinho mais cara que um gato. Aí uns 10 000 euros.


Mas que eu gostava de ter uma coisinha destas em casa, oh se gostava.

quinta-feira, novembro 22, 2012

O blogue e as relações

Cheguei à conclusão que tinha muitos mais leitores quando era uma mulher solteira e vinha para aqui destilar veneno sobre os homens.

Agora continua a apetecer-me destilar veneno sobre os homens, sobretudo durante um certo período de quatro dias de cada mês, mas já não o faço aqui e sim dirigido a um interlocutor (ou, neste caso, vítima) em particular. Não tem dado muito bom resultado, além de perder leitoras (porque toda a mulher gosta de um bom desabafo sobre o quão terríveis, maldosos, insensíveis e sei lá eu o que mais os homens são) ainda consigo arranjar problemas em casa (não é preciso desfazer-me em lágrimas ou virar o Hulk só porque deixou cair um talher, certo?), acho que a bem da relação e da saúde do blogue, devia fazer ao contrário, desabafar aqui e estar um doce em casa. É no próximo mês vou tentar, me aguarde! (agora cuidado com os comentários, têm de ser muito fofinhos e meigos e queridos e sensíveis e dizer 20 vezes que me amam e...)


quarta-feira, outubro 24, 2012

terça-feira, outubro 23, 2012

Ele há livros sobre tudo

Dei de caras, numa das minhas viagens pela WOOK, com este livro: Quando Te Casares A Tua Mulher Vai Ver-te o Pénis (só quando casar??? Coitadinho)

Eu não sei se o livro é bom ou mau, só sei que gostei muito desta descrição que aparece na sinopse:

[...] E a cada passo, Justin [o autor] pode contar com os conselhos mordazes, sarcásticos, por vezes agressivos e inadequados, mas sempre sábios, do seu pai, Sam Halpern, o homem para quem o segredo de um casamento feliz é:

Macacos me mordam se sei. Quanto a mim, tento sobretudo lembrar-me que encontrei alguém que parece gostar de todas as tretas inerentes a estar casada comigo, pelo que acho que devo tratá-la mesmo bem, porra. E também não vou cagar quando ela está na casa de banho a tomar um duche.


(felizmente na minha casa há 3 casas de banho)

domingo, outubro 21, 2012

Arrumações



Este foi um fim de semana de arrumações. Sapatos, carteiras e roupa. Sempre pensei que quando fosse viver com alguém ia ser o caos, o drama, o horror e que dividindo a casa com outro ser, nunca iria ter espaço para nada. Mas não. Não só tenho mais espaço (a casa também é o triplo) como o simples facto de viver com algém (e esse alguém ser super organizado) faz com que, além de estar muito mais monitorizada e ter sempre as coisas arrumadinhas, também compre muito menos tralha e prefira gastar o dinheiro em coisas mais giras como jantares, surpresas, etc.

Vai daí, em poucas horas consegui arrumar tudo o que era coisas de verão e já tenho todas as roupas mais quentinhas logo ali à mão.

As previsões é que são de 25ºC para esta semana, mas isto agora não interessa nada.

terça-feira, outubro 16, 2012

quarta-feira, setembro 26, 2012

Home alone

Quando o meu homem me disse que ia 3 dias para fora, criei todo um imaginário na minha cabeça e comecei logo a fazer mil planos para aqueles dias. Ver uma série de filmes de gaja de rajada, fazer um jantar de mulheres lá em casa, redecorar a casa toda, experimentar uns quantos novos petiscos na cozinha, vestir todos os meus trapinhos novos sossegada em frente ao espelho, arranjar um cão ou um gato, mudar a cor das paredes, ocupar 90% dos armários, etc.

Acontece que ele foi há pouco mais de um dia e toda eu já sou saudades (diz quem sabe que isto deve ser amor). Chego a casa e não me apetece fazer nada e todas as horas que passei sozinha foi a fazer zapping sem objetivo, navegar na net, vegetar e ter medo dos barulhos que ouço vindos da cozinha (socorrooo, esta casa é grande demais para uma só pessoa, vooooltaaaa!).

O rapaz felizmente regressa hoje, senão estou a ver que ia cometer algumas loucuras, tipo... aspirar a casa toda, limpar os armários da cozinha, passar a ferro toda a roupa que está no cesto, engomar camisas, ou esfregar as pratas.



terça-feira, setembro 25, 2012

domingo, setembro 16, 2012

A minha avó sempre me disse que para ser feliz numa relação temos de aprender a ceder

E eu hoje, infelizmente, cedi.

Quando ouvi falar no Timewarp achei que ia mudar a minha vida. Que nunca mais me iria entregar a ver séries e programas manhosos (Encantador de Cães, etc.) enquanto esperava que algum programa verdadeiramente interessante começasse. Pensei que iria ser o paraíso. Eu sentava-me no sofá, via o que estava a dar e se não gostasse, ia ver nos últimos sete dias algo que me interessasse. Perfeito.

Esqueci-me é que moro com outra pessoa. Hoje, e porque a programação de domingo varia entre "o verão na aldeia" (ou qualquer coisa do género) e a repetição de tudo o que é filmes do Chuck Norris, Van Damme e Stallone, decidimos ir espreitar o que tinha dado nos TVCine nos dias anteriores. Nesse momento decidi dar ouvidos à minha avó e deixei-o escolher. E podia ter escolhido os Idos de Março, Tropa de Elite 2, Albert Nobbs, entre muitos outros. Mas não. Quis ver o Capitão América. Eu sei que os homens têm aquela coisa de continuar a gostar de carrinhos e helicópteros telecomandados, não podem ver LEGO à frente que começam logo a construir qualquer coisa e que continuam a gostar de desenhos animados japoneses mesmo com 45 anos mas..... o Capitão América???

Bem, o filme trata de um rapazinho franzino que toma esteróides e fica alto e forte e mata os maus. Fim.

Pelo que agora tomei uma decisão: não cedo mais em questões cinematográficas. Deixo as cedências para quando ele diz que arruma ele a cozinha para eu ir descansar. 

E agora vou ver o Marcelo Rebelo de Sousa (e esperar que ele não queira ver o Lanterna Verde. Ou o Homem Aranha)

quarta-feira, setembro 12, 2012

Mais ideias?

O meu namorado não gosta muito de ir ao cinema. É porque tem lá pessoas a comer pipocas, é porque as pessoas falam durante os filmes, é porque passado um tempo os filmes vêm para o videoclube e podemos ver no conforto do lar, é porque ir ao cinema só vale a pena em filmes grandiosos, com grandes efeitos, é porque é muito alto e o espaço entre as filas é desconfortável, é porque sei lá eu que mais.

E eu, que adoro o ritual de ir ao cinema, só tenho três opções: ou o arrasto comigo e se o filme for mau sujeito-me a levar na cabeça durante meio ano; ou realmente espero que os filmitos apareçam no Videoclube da ZON; ou vou com as amigas. Das três opções a que opto com mais frequência é ir com as meninas. Três ou quatro mulheres, sair do trabalho, ver trapinhos, comer qualquer coisa satisfatória e altamente calórica em qualquer lado, falar de tudo e de nada, rir e, por fim, ir ao cinema. Confesso que é dos programas que mais gosto (sou uma mulher simples, como podem ver).

Acontece que hoje queria ver um filme que elas já viram durante as minhas férias (bandidas! traidoras! feias!): Selvagens. Vai daí, ando há dias a preparar o rapaz, mimo aqui, mimo ali, decote maior, comida preferida, gelado, e outros truques que não vou revelar até que ele lá aceitou fazer-me companhia. A questão é que eu não quero um trambolho ao meu lado a fazer-me um favor (vai que depois ainda me pede para ir com ele ver motas e baterias para motas e Ducatti não sei das quantas). Não, eu queria tornar a experiência em algo agradável para ele também. 

Ora... tendo em conta que não posso proibir as pessoas de comer pipocas, que não posso mandar um cinema inteiro calar-se (quer dizer...), que não posso garantir que o filme vai ser um candidato ao Oscar e que não lhe posso providenciar uma poltrona com muito espaço para as suas longas pernas..... será que vou lá com isto?







Caraças, é que se a Blake Lively nua não funcionar, não sei que raio inventar para o Para Roma com Amor!

sexta-feira, julho 20, 2012

I have a dream... ups, not anymore!

O meu namorado tem um sonho. Escrever um livro? Ter um filho? Plantar uma árvore? Ter uma Ducati Multistrada 1200? Ou várias? Também... (tirando a parte do livro, do filho e da árvore),mas tem um ainda maior. Ultimamente lembrou-se de querer que eu ande de bicicleta (o drama, o horror...)

Eu não sei se já aqui falei sobre este tema (provavelmente não, tendo em conta a minha aversão ao mesmo) mas eu não gosto de bicicletas nem um bocadinho. Para mim as bicicletas são aqueles objectos do demo que só servem para nos causar stress, dores nas nádegas e atirar-nos ao chão com as calças rasgadas e as pernas a sangrar (traumas de infância? Quem? Eu?). 

Ora, se eu já tenho medo das bicicletas quando vou passear a pé, com os dois pezinhos no chão, completamente equilibrada, imaginem o que seria se me metesse na marginal do Porto, no meio de 84529 corredores e mais 541236354 ciclistas (sem falar nos skaters, patinadores em linha, pescadores, alimentadores de patos, outros espécimes não identificados) aos ziguezagues numa bicicleta. Já me estou a ver, capacete, cotoveleiras, joelheiras, a repetir incessantemente co'cença, co'cença... plim plim... co'cença... plim plim.... SAI DA FRENTE.... %$"#/"#"%&... CRASH.

Não, meu amor, tenho muita pena mas terei de concretizar qualquer outro sonho que tenhas. Qualquer um. Tu mandas.


quinta-feira, maio 10, 2012

O que uma pessoa não faz por amor..... ao corpo

O meu namorado tem a ideia entranhada que, vá-se lá saber porquê, fazer desporto faz bem à saúde (e comer legumes e grelhados e essas coisas todas…. Manias!). Ora, toda a gente que me lê há algum tempinho sabe que eu gosto tanto de fazer desporto (e de legumes) como de bater com o dedo mindinho no pé da cama. Mas o rapaz faz-me uma chantagenzinha emocional, que era tão bom se eu o acompanhasse, que faz tão bem à saúde, que o desporto devia ser encarado como algo que tem de ser, como tomar banho ou lavar os dentes (wtf? Tomar banho é bom e não cansa) e bla bla bla (a esta altura o meu cérebro já desligou). E se quando isto me é dito ao fim da tarde a coisa até corre bem e eu lá me enfio na piscina  sem grande custo (é só descer uns andares), a novidade destes dias foi ir de manhã. De manhã!!! Antes do trabalho!!!

Assim, às 6h50 lá me arrastei da cama, engoli um pão e um copito de leite (para não desfalecer na água) e lá fui. E a verdade (ele que não me ouça) é que não só fui como gostei. 60 piscinas e um banho quentinho depois saí de lá como nova e cheguei ao trabalho enérgica e revigorada.

No entanto, apesar de ter gostado, já sei que da próxima vez que o despertador tocar às 6h50 vou maldizer a minha vida e vou preferir morrer a ter de me levantar para me meter numa piscina. Acho que além de um alarme vigoroso, vou programar o meu telemóvel para me despertar com as fotos do meu biquíni vermelho novo. Pode ser que resulte.

sexta-feira, abril 27, 2012

You complete me [ao bom estilo Jerry Maguire]

Eu e o meu namorado completamo-nos (oh, que lindo, que romântico, que cutchi-cutchi). Tendo em conta que ele é dos números e eu sou das letras, é frequente pedirmos ajuda um ao outro. Enquanto ele me explica coisinhas sobre a banca, a bolsa, a EURIBOR, o spread e o mundo dos negócios em geral, eu revejo-lhe os emails, cartas ou documentos importantes. Até aí tudo bem.

Acontece que, enquanto ele acarreta de boa vontade todas as sugestões linguísticas que eu lhe dou, já eu tenho a mania que sei coisas da bolsa, banca e gestão ponho-me a mandar bitaites, como se ele (que é formado na área) não soubesse do que está a falar, só parando (eu) quando ele me explica mesmo muito direitinho e detalhadamente cada coisa, até deitar por terra toda a razão que eu acho que tenho (que, normalmente, não tenho).

Quer-me parecer que isto o irrita um bocadinho assim pequenino mas eu quero acreditar que é mais uma coisa que faz parte do meu charme irresistível.

quinta-feira, abril 26, 2012

Para que é que homens servem #2

Provar o vinho antes de nós - quais escravos a provarem a comida do seu mestre a ver se não havia venenos inimigos - e, caso este não seja bom, ficarem eles com um sabor terrível na boca, deixando imaculadas as nossas papilas gustativas.

terça-feira, abril 24, 2012

Para que é que os homens servem #1

Evitar que acumulemos lixo na mala do carro.