TPM - Guia de sobrevivência (para eles)
Pois é, meus meninos. Se há coisa tramada neste mundo são as hormonas (a mim ninguém me tira da cabeça que o John Lennon e o Kennedy foram mortos a mando da Yoko e da Jackie durante o período, só porque naquela manhã não lhes disseram que as amavam). Adiante. Homens deste mundo, se querem sobreviver àqueles dois dias mais intensos, àquela TPM pura e dura, ouçam o que vos digo e sigam estas simples regras de sobrevivência do que fazer e do que não fazer.
Situação 1. Vocês chegam a casa com fome. Se disseram algo como “Já fizeste o
jantar?/ O que vais fazer para jantar?” arriscam-se a levar com “Mas eu sou tua
criada? Porque é que tenho de ser eu a fazer o jantar? Também trabalhei como tu” e
bla bla bla. Experimentem antes dizer “Querida, o que vamos fazer para o
jantar?” ou “Querida vai fazer o que te apetecer que eu hoje faço o jantar”. Mas
cuidado! Podem pensem que estão a dizer coisas inocentes e fofinhas como ”Vamos
fazer uma coisinha boa para jantar?” que se arriscam a ouvir "Estás a querer
dizer que eu cozinho mal? Nos outros dias eu não faço coisas boas?” ou “Querida, vai tomar um banhinho quente ou ver TV que eu hoje faço o jantar” porque a possível resposta andará à volta de “Estás a
insinuar que não tomo banho/que cheiro mal?”, "Estás a insinuar que eu não tenho
mais interesses do que ver TV?”
Situação 2. Chegam a casa, ela diz que está cansada e perguntam na vossa inocência ”Então
meu amor, trabalhaste muito hoje, foi?”. Arriscam-se a ouvir “HOJE?!? Estás a insinuar
que nos outros dias não trabalho? Achas que trabalhar fora e tratar da casa não
cansa?”. A resposta ideal à sua manifestação de cansaço será, obviamente, “Querida, tu
trabalhas imenso, deves estar estourada. Deixa que faço-te uma massagem. Porque
tu mereces”.
Situação 3. Ela serve-se de comida pela 5ª vez (o período dá fome, ok? Estamos
a perder muito sangue, ok?). Nunca digam algo como “Outra vez?”, “Depois
admira-te por estares gorda” (ok, isto não devem dizer em nenhuma altura do
mês), ou “Calma que a comida não vai acabar hoje”. A resposta ideal será
servirem-se também de mais comida (ainda que já estejam cheios) enquanto
elogiam o seu manjar “Realmente também me vou servir mais uma vez, a comida
está maravilhosa como sempre”. Se quiserem ganhar pontos extra, acrescentar no
final: “Nem a minha mãe faz isto tão bem como tu” mesmo que sejam uns meros bifes
de frango.
Situação 4. Estão prestes a sair de casa e dizem-lhe “Vais levar isso?/ Vais
assim?”. Depois dessa pergunta não há justificação possível. Se disserem que a roupa é
muito justa vão ouvir “Estás a chamar-me gorda??”, se disserem que está larga,
vão ouvir “Eu não sou como aquelas p**** que tu gostas que só usam roupa justa”.
Se disserem algo tão inocente como “não é por nada, querida, é só porque está
um bocado de frio para ir com essa camisola tão fininha” arriscam-se na mesma a
receber como resposta “Não gostas do que eu visto, não é?” ou “Pensas que mandas
em mim? Eu visto o que eu quiser, se eu tiver frio o problema é meu, não és meu
dono”. Se ela perguntar (e mesmo que ela não pergunte) digam apenas qualquer coisa
simples como “Estás linda - como sempre, aliás, meu amor”. Nota!!! A não ser que tenham
decorado tooodo o armário dela não se ponham a inventar e a achar que vão fazer um grande brilharete a dizer “Essas calças ficam-te mesmo bem, são novas?”. Se
forem efetivamente novas, ela vai responder “Eu sei que me ficam bem, fui eu
que as comprei! Mas estás a querer dizer que as calças antigas não me ficam
bem, é isso????”. Se não forem novas vão desencadear algo como “Estas calças têm 5 anos, estava
contigo quando as comprei, nunca reparas em mim, eu para ti sou transparente”.
Resumindo: Vocês estão lixados digam o que disserem, aqui o truque é só para definir o quão lixados poderão ficar. Por este motivo e porque as mulheres são seres imprevisíveis - e fantásticos!!! - não garanto a fiabilidade de nenhum destes conselhos, pelo que aconselho sempre prudência e retirar todas as facas da casa.
Resumindo (parte 2): Mulher é dose. Com TPM são dose ao cubo. Ou como diria a minha
amiga brasileira... NINGUÉM MERECE!










