Mostrar mensagens com a etiqueta episódio da vida real. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta episódio da vida real. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, fevereiro 28, 2013

Episódio da vida real #14

Cenário: Festa com muitas crianças, ao ar livre.

Uma miúda dos seus 3 anos aproxima-se de mim com uma tigela cheia de erva:

Ela: Olha, fiz caldo verde.
Eu: [entrando na brincadeira] Hmmmm. Que delícia, deixas-me provar?
Ela : Não!!!
Eu: Então, porquê?
Ela: Duhhh! É relva!
Eu: (.......................................)

terça-feira, fevereiro 19, 2013

Episódio da vida real #12

Acabei de ouvir na rádio uma senhora dizer, a propósito da sua adesão a uma daquelas igrejas tipo IURD, que desde que conheceu Jesus, deixou de ter asma e nunca mais teve oxigénio.

sexta-feira, janeiro 25, 2013

Episódio da vida real #11

Numa loja de "coisas" naturais, acabaram de me querer vender um produto contra o anti-envelhecimento.

Isso quer dizer que esse creme.... me põe mais velha?

quinta-feira, dezembro 20, 2012

Episódio da vida real #10

Hoje, a caminho do trabalho, parada num semáforo, amarrei o cabelo, pintei os lábios e ri-me bastante ao som da Mixórdia de Temáticas.

Quando olho para o lado, está um senhor, dos seus 70 e tal anos, de boca aberta, horrorizado a olhar para mim com cara de "que menina tão maluca, e ainda deixam pessoas destas andar na estrada".

sábado, dezembro 08, 2012

Episódio da vida real #8

Hoje à tarde resolvi ir fazer compras para Santa Catarina. Cheiro a castanhas, muita gente, frio, luzes e música de Natal. Assim sim, entra-se logo no espírito.

Estacionei o carro no Via Catarina, mas como estava tanta gente e foi muito complicado estacionar, esqueci-me de um pequeno pormenor: reparar em que piso tinha estacionado.

Após fazer as minhas compras, dirijo-me ao parque e lembro-me que não sabia em que piso estava o carro. Vou tentar o 9. Elevador no 9, espreito e nada. 10, nada. Se calhar estava mais abaixo. 5, 6, 7, 8 nada. Bom, se calhar estava mais acima. 11, 12, 13, 14, nada. Ou seja, saí em todos os pisos, espreitei e voltei a entrar no elevador. Nada. Meu Deus, onde raio está o carro? Roubaram-me o carro. Foi rebocado. Foi abduzido por ETs. Resolvi ficar no 14 e percorrer os andares a pé por ali abaixo à procura da viatura. 6 andares abaixo, que eu desci estoicamente a pé, lá estava ele, ar gozão a olhar para mim.

Ele e os senhores da segurança. Não sei se eles são gajos para estarem atentos às câmaras de vigilância, mas se estavam, devem ter chorado a rir com esta minha aventura.

sexta-feira, dezembro 07, 2012

Episódio da vida real #8

A espuma condicionadora que uso no cabelo cheira a caramelo. Até aí tudo muito bem, o cabelo não só fica condicionado como cheiroso. Mas sempre que a uso, o meu namorado sai-se com coisas como "esse cheiro é igual ao pudim a minha avó", "quando cheiro o teu cabelo lembro-me sempre da minha avó", "quando usas isso lembro-me sempre da minha avó".

Ainda estou a decidir se continuo a usá-la ou se deito já aquela treta fora.

terça-feira, dezembro 04, 2012

Episódio da vida real #7

Cenário: Gabardine pousada na cadeira da entrada desde o dia anterior.


Eu: [de mau humor] Aquela gabardine não se vai arrumar sozinha.

Ele: E o que queres que eu faça?

Eu: Que a arrumes, não é?!? [não sou tua criada]

Ele: [dirigindo-se à mesma e eu a pensar "acho bem, meu menino!!!"] Olha lá, esta é a tua gabardine!

Eu: Aaah .................................................... (-_-) [ups!]

terça-feira, novembro 20, 2012

Episódio da vida real #7

Uma das minhas colegas (que chegou tarde) acabou de se justificar ao nosso chefe dizendo que adormeceu e..... sonhou com ele!!!

WHAAAAT???

quinta-feira, novembro 15, 2012

Episódio da vida real #6

[em contexto profissional]

[email com uma série de pontos ordenados alfabeticamente]

Eu: Mas acho que devíamos dar mais atenção ao ponto G.

[silêncio]

segunda-feira, outubro 22, 2012

Episódio da vida real #5

Num ato de extrema benevolência, generosidade, amor ao próximo e preocupação (nunca se sabe se a administração lê este blogue) a minha empresa fornece todos os anos a possibilidade aos funcionários de tomarem a vacina da gripe (daquelas injetáveis mesmo, com agulhas verdadeiras que entram na pele e fazem doer, nada daquelas paneleirices de broncovaxom e tal). Eu, como já tomava antes, aproveito sempre a oferta. Todos os anos lá vou eu - que, confesso, nao sou a maior fã de ter objetos de metal pontiagudos a despejarem vírus no meu sangue só para ver se os anticorpos estão atentos (e se não estiverem????) - e todos os anos o filme é o mesmo.

Primeiro, o gabinete médico lá da empresa fica no c* de Judas e tenho sempre medo de me perder no caminho por entre corredores e vãos de escadas, agravando ainda o facto de alguns desses vãos só abrirem por fora e correndo o risco de ficar lá encurralada num dos edifícios desabitados da empresa (desde que me aconteceu a primeira vez, agora faço-me sempre acompanhar do meu telemóvel).

Depois porque está sempre lá uma fila de colegas a ver tudo. E se me doi? E se eu desmaio? E se choro? (nunca aconteceu, são só possibilidades!)

E por fim, porque esses colegas, quando são do sexo masculino, para a aplicação da vacina têm de tirar a camisa. Isto até nem seria tão doloroso se eles fossem uns Noah Mills, uns Brad Pitt no Fight Club, uns Ryan Reynolds. Mas não são e quando lá chego dou sempre de caras com corpos desnudos, barrigas e peitos peludos, troncos  magricelas ou gorduchos. Mas isso cada um sabe de si e há gostos para tudo. O mal é que não fecham a porta e se já é mau ver colegas nestas figuras, pior é ver diretores, adjuntos e outros que tal, camisa aberta ou mesmo sem camisa, de punhos cerrados a bater no peito e a urrar, qual Tarzan uns anos depois de sair de selva e ter começado a emborcar 4 McDonals por dia.

A menina bem me disse para pôr gelo na picada e seria de esperar que saísse de lá com o braço a doer. Mas não. O que me doi são os olhos. E aquela coisa da vergonha alheia.

sexta-feira, outubro 19, 2012

Episódio da vida real #4

Com o telemóvel na mão a escrever uma mensagem para o namorado, vejo meu chefe na minha direção para me cumprimentar, viro-me sorridente e digo: Bom dia, X [nome do namorado].

sexta-feira, outubro 12, 2012

Episódio da vida real #3

Acabado de ouvir:

- Eu tinha um amigo colorido que....

- O que é isso "amigo colorido"? É um amigo gay?

sábado, setembro 29, 2012

Episódio da vida real #2

Acabo de passar por uma senhora que, no meio da rua, berrava quase histericamente com um dos filhos, com cerca de quatro, cinco anos.

Como se já não fosse engraçado suficiente ela gritar com a criança mas tratando-a sempre por você ("eu disse-lhe, não disse? E você desobedeceu!") o motivo do ralhete era ainda mais inacreditável. O que é que o miúdo tinha feito? Batido no irmão? Partido alguma coisa? Estragado a carteira preferida da mãe? Vomitado no carro? Saltado do carro em andamento? Não. O pequeno demónio, aquele mafarrico em forma de gente, aquele ser pior que o Chucky e o Freddy Krugger juntos - e perdoem-me desde já por relatar um ato tão violento - tinha-se atrevido a calçar os sapatos azuis quando a mãe o tinha mandado calçar os castanhos. 

Eu não sei quanto a vocês mas se fosse um filho meu a atrever-se a tal desobedecimento eu castigava-o fortemente. Dava-lhe, sei lá, dois chupas em vez de três. 

quarta-feira, setembro 26, 2012

Episódios da vida real #2

Hoje, a caminho do trabalho, sou abordada por um homem (rapaz, menino, senhor) com ar atarantado.

Homem - Desculpe, conhece bem esta zona?
Eu - Sim...
Homem - Preciso de tratar de um seguro e é na Tranquilidade. Eu passei agora ali na rua de cima por um edifício a dizer Tranquilidade, sabe se é aí?
Eu - Deve ser... [enquanto penso "seguro Tranquilidade, edifício Tranquilidade... sim, bate certo!]
Homem - Mas não sabe se há outro por aqui?
Eu . Não, que eu saiba só há esse. O documento não refere nenhuma morada?
Homem - Sim, diz Rua ****
Eu - Pois, essa é a Rua ****, de certeza que é ali.
Homem - Mas será que é nesse edifício que se trata dos seguros, não haverá outro?
Eu - Bem, eu penso que é nesse, agora com licença que tenho de ir.

E fui à minha vidinha. Mas foi por pouco que não lhe perguntei "Mas o senhor quer o quê? Que eu vá lá ver e depois venha aqui chamá-lo?". Haja paciência!

quinta-feira, setembro 20, 2012

Episódio da vida real

Ando a ficar cada vez com mais medo de reunir com o meu chefe. Não, ele não me dá muito (ou nada) na cabeça, não é irascível e as tarefas das quais me encarrega normalmente são interessantes.

Acontece que ultimamente, a meio da tomada de decisão e para esclarecer algumas dúvidas que vão surgindo na discussão sobre o caminho a seguir nos projectos, o senhor tem-se socorrido do Google para vermos uma ou outra coisa. E, isso sim, já me causou uns pequenos ataques cardíacos e tirou-me anos de vida. 

Por motivos de adaptação de umas ilustrações para PALOP, veio à baila se as bonecas com que as crianças africanas brincam seriam brancas (isto pode ser uma pergunta mesmo estúpida mas olhem, nem eu nem ele sabíamos). E que pesquisa de imagens é que ele resolve fazer? Pois, nem mais nem menos do que.... "bonecas angolanas". Era vê-lo a escrever estas duas palavras no Google Imagens e eu só pensava "eu não estou a acreditar nisto", toda eu tremia, o coração a galopar no peito, vivendo segundos de verdadeiro terror à espera do que me sairia dali. Felizmente a coisa correu bem, as bonecas que apareceram eram efectivamente bonecas, de plástico ou madeira (sei lá eu de que material são feitas as bonecas), não apareceu nenhuma senhora de pernoca aberta a fazer "ginástica" e a coisa ficou por ali.

Uns dias depois, outra reunião, e ao discutirmos as visitas e as origens das mesmas num dos sites da empresa do qual sou parcialmente responsável, decidimos ir ao Google Analytics. Até aí tudo muito bem, até que surge mais um momento "não acredito que ele está a fazer isto!!!", quando o vejo a escrever simplesmente "google anal" e clicar em enter. Gelei, fechei os olhos, pedi ao pai do céu e rezei a todos os santos cujo nome me lembrei para que quando os abrisse não estivessem lá uma série de sites XXX com imagens. Felizmente a Google ainda não passou para o "dark side" e o primeiro resultado que devolveu foi mesmo Google Analytics. Bebi uns golinhos de água, acalmei-me e lá analisamos os dados como se nada de anormal se tivesse passado.

Maneiras que desde então sempre que ouço "****, podia vir aqui?" levanto-me sempre muito a medo e aproximo-me apreensiva, à espera que as próximas pesquisas sejam expressões "inocentes" como bolas enormes, boa(...)zona para comer, entrar por trás ou pau preto.