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quinta-feira, dezembro 20, 2012

Sexo como nos filmes

Toda a gente sonha com aquelas cenas de sexo apaixonadas dos filmes (nós sonhamos com filmes como o Lendas de Paixão, eles sonham com Escuteiras de Minissaia). Acontece que nos filmes, quando se passa alguma coisa que não estava no guião, é só parar e começar tudo de novo. Já na vida real, as coisas nem sempre se dão como estava previsto no "guião" mental que criamos para o evento e por vezes, aquelas cenas que achamos muito sensuais nos filmes, acabam por se tornar um filme, mas desta feita, uma comédia. 

Sexo no meio do feno.
Ah e tal que romântico e selvagem. 
Mas e os arranhões? E as cócegas no pipi, no traseiro? 
Cuidado para não acabarem a fazer sexo com uma espiga de milho. 
Amor o teu pénis hoje está mais rugoso, pica um bocadinho.



Sexo contra a parede.
Muito sexy, a maluqueira total.
Mas, e as pernas dela, ficam onde? E faz-se tração onde?
Eu pego-te ao colo amor!
Sim, muito bonito quando ela pesa 45 kg. 
A partir dos 50kg a coisa já custa mais um bocadinho.

Sexo na varanda.
O perigo e emoção de se ser apanhado.
Muito estimulante, até vermos o vizinho da frente, com as calças abertas e a mão no...
Ok, já entenderam.

 Sexo na banheira.
Nem todas as banheiras têm o tamanho da do hotel do Pretty Woman
em que cabe lá a Julia Roberts, o Richard Gere e todo o staff do hotel.
As banheiras normais são pequenas.

 Sexo no carro.
Disto nem preciso falar porque toda a gente já teve uma (ou mil) experiências no carro.
Num Hummer ou numa limo é capaz de ser agradável.
Num Fiat ou Alfa Romeo pequenino a coisa não é assim tão fácil.

Num barco. 
A paisagem idílica à volta, sem ninguém a não ser nós e os passarinhos,
as minhas amigas vão morrer de inveja quando lhes contar 
vs. 
o que eu tenho de inventar para conseguir dar uma queca.
Quando se dá por ela o barco já virou e estamos cheios de algas e lama por todo o lado.


 Sexo à chuva.
E o frio? E as constipações?
Continua a ser romântico quando interrompemos um beijo para espirrar?
Oh meu amor, tu és linda de qualquer maneira.
Mesmo com ranho a cair do nariz? 
Não me parece.

 Sexo na praia.
Talvez o maior mito da história do cinema.
Pois que é maravilhoso e romântico e a minha lua de mel foi só truca truca na praia.
E as areias que se metem em sítios que nunca veem a luz do dia?

Sexo no chão.
Aos 18 a coisa ainda se consegue, se o tapete for muito rugoso escapa-se quase ileso
só com umas feriditas nas costas.
Agora, a partir dos 30 é literalmente prejudicial à saúde.
E o reumático? As dores nas costas? Nos joelhos?

Ah, na caminha é que é bom.

terça-feira, dezembro 18, 2012

quinta-feira, novembro 29, 2012

Palavras que nunca te ouvirei (outra vez)

Aqui há uns meses, o meu namorado disse-me uma coisa que eu nunca esperei ouvir da boca dele. Acho que foi tão inesperado e chocante para mim, que o meu cérebro automaticamente esqueceu, guardou aqui num recanto qualquer. Não sei porquê, estes dias voltei a lembrar-me desse episódio e voltei a sentir a mesma surpresa. Algures entre Manta Rota e Cacela Velha, num belo passeio a pé, o que é que ele me diz? Estas palavras, tal qual as escrevo:

***** [nome fofinho que ele me dá], se quiseres podemos ter um gatinho lá em casa. Não podia era ter unhas afiadas.

Ora, isto, vindo da boca dele, é a maior declaração de amor que me podia fazer. Primeiro porque os gatos estragam sofás, cortinas, colchas, cadeiras, etc. e a nossa casinha é bonita demais para começar a ter fios de coisas rasgadas por todo o lado. Depois, e isso sim é a parte da declaração, o rapaz é alérgico aos ditos cujos. Mal entra na casa dos meus pais (onde tenho 3 gatinhas lindas), mesmo que as gatas estejam presas, passados 5 minutos todo ele é olhos vermelhos e raiados, cócegas no nariz e espirros em série. Como raio queria ele ter um gato em casa, só para me agradar? Acho que, agora que me lembrei deste episódio, sempre que ele fizer algo que me desagrade vou ter de recorrer a isto. Ele esqueceu-se de comprar o que lhe pedi? Oh, ele queria ter um gato. Ele não me ajudou a arrumar a cozinha? Oh, deixa lá, ele queria dar-me um gato. Ele disse que a minha comida podia ter menos sal? Oh, 'tadinho, ele queria ter um gato só para me agradar. Acho que acabamos de encontrar aqui a solução para uma relação perfeita. Agora é só eu descobrir uma coisa que ele queira muito e eu prometer fazer, sem ter qualquer intenção de cumprir e já está. Pena uma Ducatti Multistrada ser um bocadinho mais cara que um gato. Aí uns 10 000 euros.


Mas que eu gostava de ter uma coisinha destas em casa, oh se gostava.

quarta-feira, outubro 24, 2012

terça-feira, outubro 23, 2012

Ele há livros sobre tudo

Dei de caras, numa das minhas viagens pela WOOK, com este livro: Quando Te Casares A Tua Mulher Vai Ver-te o Pénis (só quando casar??? Coitadinho)

Eu não sei se o livro é bom ou mau, só sei que gostei muito desta descrição que aparece na sinopse:

[...] E a cada passo, Justin [o autor] pode contar com os conselhos mordazes, sarcásticos, por vezes agressivos e inadequados, mas sempre sábios, do seu pai, Sam Halpern, o homem para quem o segredo de um casamento feliz é:

Macacos me mordam se sei. Quanto a mim, tento sobretudo lembrar-me que encontrei alguém que parece gostar de todas as tretas inerentes a estar casada comigo, pelo que acho que devo tratá-la mesmo bem, porra. E também não vou cagar quando ela está na casa de banho a tomar um duche.


(felizmente na minha casa há 3 casas de banho)

terça-feira, outubro 16, 2012

terça-feira, outubro 02, 2012

Ricardo + Diana = amor (no meu tempo era assim)

Oh ceús, o drama, o horror, o.... previsível! Afinal a história de encantar do Ricardo e da Diana não passou de um golpe publicitário da Cacharel.

Não é que eu seja pouco romântica, que não sou (a sério, eu até acredito no amor à primeira vista, gosto de receber flores e que me façam declarações bonitas e lamechas!) mas era óbvio que esta história estava mal contada desde o início. Aquela coisa de deixar o futuro nas mãos do destino já me irritou no filme Serendipity (ah e tal, estamos em NY, cidade com milhões de habitantes, estou loucamente apaixonada por ti mas vou escrever o meu número num livro e pô-lo à venda e se algum dia tiveres acesso a ele é porque o destino, o mundo, deus ou o pai natal queriam que ficássemos juntos - blergh, que ideia mais estúpida!) e continuou a irritar nesta história, com a diferença que o Serendipity é um filme e isto era "a vida real".

Acontece que na vida real, caso a outra pessoa tenha interessado mesmo, ninguém deixa nas mãos do destino o próximo encontro. Não. Dámos-lhe/pedimos-lhe o número de telefone, email, perfil no Facebook, nº de bilhete de identidade, segurança social, cartão europeu de saúde, nº do seguro multicare, cartão de cliente massimo dutti, tudo! E ficamos ansiosos para contactar a outra pessoa ou que ela nos contacte. E para ficar até às tantas ao telefone e acordar cedo para ligar outra vez, porque é a última pessoa em quem pensamos antes de dormir e a primeira de quem nos lembramos quando acordamos. E por trocar mensagens parvas em que tentamos parecer inteligentes, divertidos, cultos, viajados e interessantes. E por estar com essa pessoa hoje, amanhã e depois e falar muito e rir muito e beijar muito. 

Por isso vi logo que aquilo só podia ser golpe. Não pensei é que fosse tão elaborado. Pensei, quando muito, que seria golpe de um ou de outro, ou de ambos, para ganhar visibilidade e irem ao Bom Dia Portugal ou à Fátima Lopes ou ao Goucha, até que eram convidados para os Morangos e eram felizes para sempre. Mas não, foi ainda mais perverso. A marca - Cacharel - quis criar um "movimento romantismo". Até aí tudo bem, só deus sabe o quanto as pessoas (e por pessoas refiro-me àquelas que têm pénis) precisam de romantismo, mas a enganar as pessoas? O que é que ganharam? Visibilidade? Mas pela negativa? Isso serve para alguma coisa?

Gente do marketing, isto é uma estratégia válida? É que se for vou já criar uma campanha fantástica aqui para a empresa. Já estou a imaginar, sempre que lançarmos obras com vampiros mandamos aí umas pessoas para a rua, vestidas de drácula e a morder efetivamente quem passa. Podia morrer uma série de gente mas, who cares?, é publicidade!