sexta-feira, fevereiro 25, 2011

:(((((( (e só não ponho mais ((( porque acho piroso)

Quando nos morre um animal de estimação parece que os nossos olhos ligam um mecanismo qualquer e não conseguimos parar de chorar. Choramos muito por ele (neste caso, ela) e choramos por todas aquelas merdas do dia a dia que nos deitam abaixo mas pelas quais não achamos bem chorar (vou agora chorar por causa disto?). Finalmente o corpo encontrou uma desculpa boa, muito boa, para deitar tudo cá para fora, todas as lágrimas ali contidas durante não sei quanto tempo, todas as neuras, todos os sapos engolidos, todas as quebras de orgulho, todos os dedos mindinho na esquina da cama logo pela manhã e todos os dias maus.

Estou mais triste que sei lá o quê :(

Left vs. Right?


Left brain: I am the left brain. I am a scientist. A mathematician. I love the familiar. I categorize. I am accurate. Linear. Analytical. Strategic. I am practical. Always in control. A master of words and language. Realistic. I calculate equations and play with numbers. I am order. I am logic. I know exactly who I am.

Right brain: I am the right brain. I am creativity. A free spirit. I am passion. Yearning. Sensuality. I am the sound of roaring laughter. I am taste. The feeling of sand beneath bare feat. I am movement. Vivid colors. I am the urge to paint on an empty canvas. I am boundless imagination. Art. Poetry. I sense. I feel. I am everything I wanted to be.

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Shot de felicidade

E, assim de repente, eis que alguém me liga e diz "Cuba ou cruzeiro nas Caraíbas, tu escolhes".

Pois que vai ser uma escolha difícil, mais difícil ainda porque será Cuba ou cruzeiro nas Caraíbas, chegar e ir logo a seguir para o Rio de Janeiro. Oh vida cruel!

Assim não dá, uma pessoa quer maldizer a sua vida, que nada lhe corre bem, começa a pensar nestas viagens e já parece que a vida corre às mil maravilhas. Apetece ir já a correr para a agência de viagens, dizer quero isto, isto e aquilo, pagar e vir de lá já com os bilhetinhos na mão. Mas sobretudo ir. O que me apetece é ir.

quarta-feira, fevereiro 23, 2011

O The Pacific pode ser muito bom a nível cultural, mas não tem tiradas destas # 2

I met someone. It was an accident, I wasn’t looking for it, I wasn’t on the make. It was a perfect storm. She said one thing, I said another and the next thing I knew I wanted to spend the rest of my life in the middle of that conversation. Now there this feeling in my gut. She might be the one. She's completely nuts in a way that makes me smile, highly neurotic, a great deal of maintenance acquired. She is you Karen, that’s the good news. The bad news is that I don't know how to be with you right now, and that scares the shit out of me. Because if I am not with you right now I have this feeling we will get lost out there. It’s a big bad world full or twist and turns and people have a way of blinking and missing the moment. The moment that could have changed everything.

Californication S02E10

O The Pacific pode ser muito bom a nível cultural, mas não tem saídas destas

Abby: We had sex.

Hank: Don’t do that. Don’t reduce it. That was not sex. That was naked poetry. I mean, if we had let them hook up cables to our private parts, I bet we could’ve lit up the entire Sunset Strip. I’m serious. I haven’t been fucked like that since I was an altar boy.

Californication S04E07

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

5

Aqui o blogue fez 5 (!!!) anos no dia 8 de Fevereiro e eu não me lembrei (blogger desnaturada). Está um rapazinho, para o ano já vai para a escola. Parabéns a mim (a mãe), a ele, e a todos vós que me aturam desde 2006 (se eu fosse a vocês procurava tratamento médico, a sério).

Ai que eu estou tão mal, ai que sou tão infeliz, ai que tenho uma unha encravada, ai que me nasceu uma borbulha

Quem me lê há algum tempo sabe que há muitas coisas que me irritam. Mas se há coisa que me tira mesmo do sério são pessoas coitadinhas. Pessoas que estão sempre mal, mesmo quando têm tudo. Pessoas que quando estão mal acham que todas as outras pessoas também estão mal. Eu tenho dias não, eu fico impossível de aturar quando tenho sono. Ou fome. Mas são coisas de momentos, horas, no máximo dos máximos um dia e mesmo nessas alturas já não me consigo aturar a mim própria. Mas há uma pessoa que me pergunta todo o santo dia como é que eu estou. Com aquela entoação de "eu sei que a vida é terrível, que o mundo é um poço fundo e negro e que nos devíamos enforcar todos, mas como estás?". Eu respondo sempre que estou bem. Só isso, "bem", mas na verdade o que me apetece dizer é que estou óptima, estou sempre óptima e a ti que te falta caraças? Então quando me vêm com aquela história de que estas privações hão-de passar, que isto (esta vida) é tudo um teste e o diabo a quatro, o meu cérebro só pensa: amiga, eu não tenho privações (só de sono e, às vezes, de chocolate), a vida corre-me bem, tenho uma família e amigos que me adoram (adoram, não adoram? 'tá tudo a dizer que sim, não me deixem ficar mal!), tenho trabalho, casa, comida na mesa e roupa lavada. Além de dias de férias não me falta nada e, que eu saiba, a ti também não. Mas não, deixo-me estar caladinha e faço hã hã enquanto me visualizo a dar-lhe dois abanões e a dizer "faz-te à vida mulher!"

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

terça-feira, fevereiro 08, 2011

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

O nosso cérebro é mesmo uma mente*

*frase pronunciada pela progenitora mais linda, que queria dizer algo como "o nosso cérebro é mesmo uma máquina"

No último episódio do Californication a Karen pensa que o Hank se tenta suicidar e nesse momento apercebe-se que ainda gosta dele e pondera voltar para ele. Acontece que o sex symbol não se tinha tentado suicidar, apenas fez um cocktail de drogas e álcool que correu pior do que o costume. Quando ela descobre isso, pede-lhe para ele se afastar ao que ele responde "So wait - it was more romantic when you thought I wanted to kill myself? How fucked up is that?". Ela responde que é freaking fucked up e que ele é fucking toxic e que por isso é que não o quer ver nunca mais (um post em que falo da minha progenitora e já é a terceira vez que escrevo derivados de fuck. O respeito já não é o que era). 

Queria eu dizer com isto (com a primeira parte do parágrafo acima, porque a segunda parte não tem propósito nenhum para o post, apenas gostei do diálogo) que muitas vezes só nos apercebemos que queremos ou não alguma coisa em situações extremas.

Ando há uns tempos a pensar que quero uma coisa, que queria muito uma coisa, digo às pessoas que sim, que quero, que quem me dera e é qu'era bom. Recentemente tive uma pequena possibilidade dessa merda acontecer. E ao ter essa possibilidade tão real à minha frente, passei-me, entrei em pânico, deu-me uma coisinha má e eu só pensava que não, que afinal não, não quero nada daquilo, socorrooo.

Por isso, como diria aquela grande blogger dois posts abaixo deste (olha, fui eu), o ser humano é um bicho complicado e isto, meus amigos, às vezes é uma merda.