quinta-feira, abril 29, 2010

Ocorreu-me agora um pensamento


Será que o Guardiola precisa de mimo?

quarta-feira, abril 28, 2010

Ele há coisas do diabo

Descobri que sou tão boa a consertar autoclismos quanto a destruir persianas.

segunda-feira, abril 26, 2010

Ansiedade

Sabem aquela sensação de quando têm mesmo que dizer alguma coisa ao rapaz/rapariga de quem gostam e enquanto não disserem andam ali a dormir mal, coração apertado, resumindo... não ficam descansados?

Pois é essa a sensação que tenho enquanto não comer os 8 petit gateâus que tenho em casa.

quarta-feira, abril 21, 2010

Dia da mãe

Já não me lembro há quanto tempo não fazia isto

Eu, que numa noite normal acordo no mínimo uma vez a meio da noite e demoro imenso a conseguir dormir outra vez. Eu, que ultimamente não conseguia dormir mais de seis horas e sempre a acordar. Eu, que nas últimas semanas andava a acordar antes do despertador. Eu, que só nestas semanas gastei metade do meu Erase Paste... hoje dormi 9 horas e meia seguidinhas, como uma pedra, sem acordar.

Estou com uma cutis que é uma maravilha.

domingo, abril 18, 2010

Querida nuvem vulcânica islandesa

Vamos lá ver se nos entendemos. Li agora num jornal online que podes andar por aqui a voar por mais uns dias ou... meses! E com dias eu ainda aguentava, tenho muita peninha das pessoas que tinham viagens marcadas e não podem ir, ou pior, que foram e não podem voltar (este é um dos meus piores pesadelos) mas é como se diz, com o mal dos outros podemos bem e mais uns dias era naquela. Agora meses? Meses já me chateia mais um bocadinho. É que sabes, nuvem, eu em Junho tenho 3 voos marcados, sendo que dois deles são ida e volta para/de Londres e eu não quero ficar em terra, queria mesmo ir ver o Ben Harper, os Pearl Jam, Jamiroquai, James Morisson, Stevie Wonder e os outros todos no Hyde Park. E queria passear por Westminster e rever as Houses of Parliament. E fazer comprinhas em Oxford Street. E eu sempre fui boa menina, nunca pedi nada. Quando os meus pais me levavam ao Corte Inglês de Vigo eu ficava lá sossegadinha a olhar para as Barbies mas nunca pedinchava o que quer que fosse. Já na faculdade quando o meu pai se esquecia de me dar a semanada eu nem sequer tinha lata para lhe dizer (tendo os dois sido crianças endiabradas e adolescentes rebeldes e contestatários os meus pais tiveram mesmo muita sortinha comigo, há que dizê-lo). Por isso que dizes, nuvem (até porque as nuvens costumam ser coisas fofinhas, por isso acho que vais satisfazer o meu pedido) sei lá, de desapareceres do mapa? Ou então vai lá para os lados da Gronelândia ou coisa que o valha e deixa aqui a Europa (eu sei que Gronelândia faz parte da Europa but you know what I mean) sossegadita, que te parece? A mim parece-me  mesmo muito bem. Estamos combinadas?

quarta-feira, abril 14, 2010

Curto-circuito


Sabem quando a nossa cabeça (coração?) faz curto-circuito, uma espécie de interruptor se desliga e por algum motivo, mesmo que insignificante mas que constituiu a última gota de água, nós dizemos "já chega"? Aquele momento em que os fusíveis se queimam, em que nos apercebemos da situação, em que algo nos atinge e faz querer distância? Que nos faz gritar "caga nele", que nos faz pegar no telemóvel e apagar tooodas as sms's dele, desde as mais queridas às mais idiotas ("ok" ou "até já" mas que ainda assim nunca quisemos apagar, como se fosse dar azar ou qualquer coisa do género), que nos faz querer distância e rezar a todos os santinhos para que a empresa o mande para o Uzbesquistão durante 3 anos, sem qualquer acesso a internet, telefones e correio? Que nos faz ter que respirar fundo quando ele nos manda aquelas mil mensagens a dizer "que andas a fazer?" e nos faz pensar "tenho que ser muito zen, tenho que ser muito zen, inspira, expira" para respondermos cordialmente quando a vontade é gritar-lhe "vai para a p*** que te pariu e deixa-me em paz"?

Adoro esses momentos. Não adoro ter que os ter, mas quando é preciso, é uma alegria quando chegam. Porque antes disso eu até me posso forçar, até posso fingir que tomo resoluções, até posso dizer nunca mais e tuditudo mas eu no fundo sei que não adianta nada. Enquanto não tiver um momento curto-circuito o caldo continua entornado. Mas depois que o fusível se queima, aí meus amigos é limpar o fogão e fazer outro caldo.

Ai ai estes anónimos

vasqueiro2


adj.

1. vesgo, oblíquo, enviesado, torto;


n.m.


1. coloquial barulheira, confusão, desordem;

Insónias II

O apartamento ao lado do meu está vazio. O rapaz (ou casal, nunca percebi muito bem) foi morar para outro lado, emigrou, não faço ideia, a questão a reter é que não mora ninguém "colado" a mim. O que é óptimo, posso pôr a música alta de manhãzinha e à noite, posso cantar à vontade, posso pôr a TV ao som que me apetecer e sobretudo não ouço o tal vizinho a ressonar como unm porco, nem acordo com o despertador dele (sim, as paredes do meu prédio devem ser muito boas).

Acontece que a criatura deve ter desaparecido do mapa sem antes arrumar o seu terraço e lá terá deixado uma espécie de garrafão (se não é, parece pelo som), que em noites ventosas como as de ontem e hoje, anda a rebolar por todo o lado, toda a noite. Sendo que os nossos terraços têm qualquer coisa como 30 e muitos m2 o $#%& do garrafão tem muito por onde rebolar e bater e fazer um vasqueiro (palavra bonita esta, não?) infernal.

Por isso, se ontem já estava aqui com olhos inchados e um sono de cair para o lado, hoje sinto-me uma mistura entre ET (e sim, também me apetece "go home", não tenho é um dedinho luminoso) e um zombi. Hoje as compras do dia vão ser uns belos de uns tampões para os ouvidos (aproveito para dizer que os de silicone são uma bela bosta, muito bons para a natação mas péssimos para isolar ruído) e um cházinho calmante. Se isto não me der uma noite de sono ininterrupta amanhã resolvo a coisa com drunfos. Me aguardji Salgadinho! (quem não se lembra desta telenovela é favor ignorar a última frase).

terça-feira, abril 13, 2010

Medicina no trabalho

1. Porque é que quando nos dizem para respirar normalmente, a nossa respiração sai aos solavancos?

2. Porque é que quando nos dizem para não nos mexermos, nos apetece sempre coçar o nariz ou as orelhas?

3. Porque é que o gel usado para fazer um electrocardiograma cheira tão mal?

4. Porque é que eu nunca consigo ver as letrinhas da última linha quando faço o exame na empresa e depois vou ao oftalmologista e está tudo bem?

Insónia

Se há coisa que me tira o sono, muito mais do que um problema, que um desgosto amoroso ou uma paixão, que um exame importante ou um stress no trabalho, é a $#&/% do chá verde. É que basta-me beber duas tacinhas, nada mais, para passar a noite a rebolar na cama, a acordar de meia em meia hora, o coração a querer saltar-me do peito, um nervoso miudinho que não acalma nem com um leitinho quente antes de dormir ou musiquinhas chillout, por mais cansada que esteja.

E isto acontece-me sempre que bebo o raio do chá, na altura penso nunca mais toco nesta porcaria, mas passado um tempo acho sempre que eu na altura já devia estar stressada por causa de outra coisa, que não devia ser do chá, que se posso beber café à vontade que nunca perco o sono, também não é por causa do chá de certeza, mas a verdade é que é.

E agora estou aqui com cara de quem me morreu o cão e passei a noite toda a chorar. Raio do chá, coisa do demo!

sexta-feira, abril 09, 2010

Maluqueiras

Se uma diz mata, a outra (eu) diz esfola. E em 15 minutos decide-se ir a Londres e noutros 15 minutos compram-se os bilhetes e os vôos.

Gosto muito do verbo ir e, como ela diz, conjugado no plural, ainda melhor!

quinta-feira, abril 08, 2010

Pesquisas

Continuando, há pessoas que vêm aqui parar através de pesquisas muito estranhas. A ver:

Ana Cristina Antunes decoradora: eu não estava a ver quando é que tinha falado nesta criatura aqui, mas depois lembrei-me que é a "querida" que acha que "amei" é um adjectivo.

palmilhas emagrecedoras: sobre isto já escrevi, até disse que não acreditava nada nessas tretas. Mas o verão está à porta por isso se souberem de algumas que funcionem avisem, que estas coxas têm que diminuir até ao verão e eu já estou por tudo (e escrevo-vos isto enquanto bebo um leite chocolatado e como um pão com manteiga. Pois!)

óleo Johnson no cabelo: nunca experimentei mas tenho para mim que é coisa para nos dar um ar seboso tipo Axl Rose. Mas cada um sabe de si.

a minha vida é uma comédia: olha, que coincidência, a minha também. E uma tragédia, e um filme de terror, e um filme romântico e um filme de aventuras. Às vezes até documentário. Mas sobretudo comédia.

abri as pernas ao médico: e foi bom?

as pessoas que já não são virgens: não sei o que alguém pretende ao fazer esta pesquisa mas vou ali reflectir um bocadinho sobre isto e já volto.

Próximo mês há mais.

quarta-feira, abril 07, 2010

Olhem olhem!

O estaminé completou meio milhão de visitinhas. São os maiores vocês! Obrigada!

terça-feira, abril 06, 2010

E por falar em Facebook

Acabei de receber uma mensagem na dita rede social a dizer: "És mto mto. Amei o teu perfil*".

Primeiro, a questão que se coloca é, sou muito muito... o quê? Está certo que eu até tenho uma boa auto-estima mas se fosse uma pessoa complexada poderia ficar a pensar, sou muito muito... gorda? Sou muito muito... feia? Sou muito muito... acastanhada? Sou muito muito... estrábica? Sou muito muito...cabeçuda? Orelhuda? Nariguda? Vamos acreditar que não.

Segundo, "amei o teu perfil". Quem "amou" este comentário fui eu, visto que o meu perfil (para estranhos) diz apenas o meu singelo nome (primeiro e último, não sou daqueles que põem 5 apelidos para aparecerem todos os "de Albuquerque e Souza Menezes de Saldanha") e a minha localidade, que até é uma terrinha bem pequena à beira-mar plantada mas que não faz maravilhas pelo meu perfil. Vai daí, o que terá o moço amado?

Tenho para mim que nem vou dormir a pensar nisto.

Vício - Take V

Hoje sonhei que quando uma pessoa ia a casa de outra, no Facebook aparecia automaticamente:

Kiss me foi a casa de Maria Albertina
Há cerca de 1 hora. Comentar - Gosto

sábado, abril 03, 2010

Conselho da mãe

"Se sabemos que uma coisa está quente, que nos vai queimar ou magoar, não lhe tocamos. Se vires uma panela de água a ferver, já sabes que aquilo queima e não metes lá a mão, não é?"

O pior é quando nós até sabemos, mas deixa-me só lá tocar a ver se queima mesmo. Olha, caiu-me uma pinga e não queimou muito, desta vez vai ser diferente, vou meter a mão na água a ferver e não me vai acontecer nada, vai estar quentinho, confortável, hmmm que bom, delícia. Mas não. Água a ferver queima mesmo. Fodeu-se.

(para a I.)
(e para mim, vá)
(e, no fundo, para toda a gente)