Eu bem que queria escapar-me às minhas responsabilidades mas os meus amigos começaram a perguntar, a insistir, a dizer que se iam juntar todos numa noite de nevoeiro e atirar-se do décimo andar e agora ficar sem amigos era coisa que não me dava jeito nenhum, até porque este sábado faço anos por isso resolvi cá vir escrever qualquer coisinha, não vão eles atirar-se mesmo e eu ficar sem prendas de anos. E vim escrever sobre o quê, perguntam todos. Venho lamentar-me, claro está, que para diversão e alegrias já me basta a vida real, além de que tenho medo de perder o estatuto de mulher se não me lamentar frequentemente e sobre coisas estúpidas.
Pois que fui assolada por um mal horrível, que me anda a tirar anos de vida, enquanto me arredonda as formas. A fome. Sei que é um tema recorrente e que já falei disso aqui no post abaixo, mas as crises têm-se agravado, sendo que posso comer duas grandes postas de filet mignon que meia hora depois já lá está o meu estômago a dizer "já comias qualquer coisinha oh sovina". E se isto de dia é mau (eu tenho reuniões que duram 3 horas!), imaginem de noite. Eu sou aquela pessoa que gosta de dormir no mínimo umas 7 horinhas e eis que ultimamente a meio da noite acordo com o estômago a roncar (antes o meu estômago que um eventual companheiro) e lá tenho eu que me levantar, olhos semi-abertos, corpo meio adormecido, para ir fazer torradas e beber leite, quando podia muito bem estar a ter belos sonhos (as minhas projecções* ultimamente têm sido óptimas).
Tudo isto para dizer que daqui a 3 semanas estou a passear pelo Grand Canyon e estou a ver que vou ter que pedir uma lancheira azul emprestada. Das grandes.
*só para quem viu o Inception