segunda-feira, setembro 27, 2010

O tempo

Nada melhor do que ir uma semana para bem longe (8625 km para ser mais exacta), com poucas pessoas conhecidas e muitas desconhecidas, ter conversas que não costumo ter, sobre outras pessoas, outras histórias, outras vivências que não as minhas de sempre, não falar do trabalho, dos casos amorosos, dos amigos, dos problemas, ver cidades e lugares diferentes do que se vê por cá ou do que se tinha visto até então e conhecer pessoas novas, divertidas e cheias de vida, para nos desligarmos da rotina e da nossa própria vida e uma semana fora nos parecer um mês. Baterias recarregadas, sono (quase) em dia, jet lag (quase) ultrapassado e chega-se ao trabalho com o sentimento de quem sou eu, o que faço aqui, em que ponto é que eu ia nos meus projectos, o que me falta fazer... É disto que se quer. Muitas e muitas vezes.

Grand Canyon


quarta-feira, setembro 15, 2010

E isto, parecendo que não, não é um simples post sobre unhas e a cor das mesmas

Uma cor qualquer da Sephora
(a máquina não é minha)

Mãe: A cor é engraçada, se quiseres pinta e se depois não gostares é fácil, tiras.
Pai: Que coisa horrorosa, parece que tens uma doença ou que és um ET. Mas por mim podes pintar uma de cada cor, tu é que sabes.
Amigas: É gira, é o máximo, adoro.
Amigos: É... diferente.
Primo: Já sabes que eu gosto é de unhas escuras.
Avó: Estás muito fashion. Eu não te disse que este verão se ia usar o verde e o laranja nas unhas?
Avô (o tal): Olha-me que raio de cor que a catraia foi pôr!

terça-feira, setembro 14, 2010

A PDI. Mas é a minha!

O meu avô, que tem 92 anos, quase 93 e que ainda vai todos os dias a pé ao pão e comprar jornais, que lê os diários todos, que ainda lê livros com letras pequeninas, que vê todos os jogos de futebol, partidas de ténis, corridas de ciclismo e todos os debates que há na TV, o meu avô, dizia eu, disse-me este fim-de-semana qualquer coisa coisa como: "Eu estou muito bem filhota, obrigado, mas há uma coisa que me anda a chatear. Às vezes [às vezes!!] não me vem logo à ideia o nome de algumas pessoas que me cumprimentam na rua".

E eu quero muito ter uns genes iguais aos dele.

sexta-feira, setembro 10, 2010

Vampiros energéticos? Não me lixem! #2

Ouvi falar neste termo ontem. Ao que parece no meu local de trabalho há uns quantos. E eu até gosto de vampiros, que gosto, papo todas aquelas fantochadas de Twilight, True Blood e outros que tal, mas eu gosto daqueles que sugam sanguinho do bom, nada de vampiros fraquinhos que andam aí a sugar energias, tudo muito limpinho. Por outro lado, acho que a notícia até pode ser boa. Até agora sempre pensei que para gastar energia - e consequentemente calorias - tinha que me exercitar (coisinha que adoro tanto quanto bater com o dedo mindinho no pé da cama). Ora, se anda por aí uma sanguessuga energética mesmo aqui ao meu ladinho, eu já não preciso de me preocupar com o que como ou faço. estou aqui quietinha a trabalhar nas minhas bases de dados, nos meus livrinhos e shluuuupfff (som de sugamento) lá se vão as energias, melhor que ginástica passiva e ainda por cima é de graça.

Não tarda nada inventam os lobisomens energéticos, que nisto de coisas de vampiros há sempre um lobisomem muito bom, muito quente e sempre sem t-shirt (já não se fazem lobisomens como antigamente, feios, peludos, maus) pronto a lutar com os vampiros malvados. Que venham. Nada melhor que uma lutazinha entre seres mitológicos para começar bem o fim de semana.

quinta-feira, setembro 09, 2010

Vampiros energéticos? Não me lixem!

Só para avisar que a dona deste blogue não acredita em auras, energias (daquelas "energias"esotéricas, obviamente não estou a falar da energia da Física E=mc2), poder da mente em relação a coisas que a mente não pode controlar, teorias d'O Segredo, fantasmas, deus(es), santos, milagres, reencarnações, alma, signos, astrologia, tarot, leitura de sina, palma da mão, bola de cristal, búzios e cartas, bruxas, bruxedos, voodoo, simpatias ou feitiços. Nem no Carlos Cruz.

quarta-feira, setembro 01, 2010

Empréstimo

Eu bem que queria escapar-me às minhas responsabilidades mas os meus amigos começaram a perguntar, a insistir, a dizer que se iam juntar todos numa noite de nevoeiro e atirar-se do décimo andar e agora ficar sem amigos era coisa que não me dava jeito nenhum, até porque este sábado faço anos por isso resolvi cá vir escrever qualquer coisinha, não vão eles atirar-se mesmo e eu ficar sem prendas de anos. E vim escrever sobre o quê, perguntam todos. Venho lamentar-me, claro está, que para diversão e alegrias já me basta a vida real, além de que tenho medo de perder o estatuto de mulher se não me lamentar frequentemente e sobre coisas estúpidas.

Pois que fui assolada por um mal horrível, que me anda a tirar anos de vida, enquanto me arredonda as formas. A fome. Sei que é um tema recorrente e que já falei disso aqui no post abaixo, mas as crises têm-se agravado, sendo que posso comer duas grandes postas de filet mignon que meia hora depois já lá está o meu estômago a dizer "já comias qualquer coisinha oh sovina". E se isto de dia é mau (eu tenho reuniões que duram 3 horas!), imaginem de noite. Eu sou aquela pessoa que gosta de dormir no mínimo umas 7 horinhas e eis que ultimamente a meio da noite acordo com o estômago a roncar (antes o meu estômago que um eventual companheiro) e lá tenho eu que me levantar, olhos semi-abertos, corpo meio adormecido, para ir fazer torradas e beber leite, quando podia muito bem estar a ter belos sonhos (as minhas projecções* ultimamente têm sido óptimas).

Tudo isto para dizer que daqui a 3 semanas estou a passear pelo Grand Canyon e estou a ver que vou ter que pedir uma lancheira azul emprestada. Das grandes.

*só para quem viu o Inception